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Predador, projecto educativo

 O perigo dos encontros combinados a partir da internet.
 Este vídeo tem já bastantes anos e foi feito numa escola Americana.
 Tinha como objectivo alertar para os perigos reais dos encontros combinados na internet e visava, como é óbvio, todos os jovens de todas as escolas dos EUA.
 Quanto a mim, enquanto mãe de filhos adultos e cidadã, gostaria que as crianças e jovens do meu país tivessem tido e tenham as mesmas oportunidades de acesso a este tipo de informações e que as respetivas escolas trabalhassem estes temas, desenvolvendo os seus próprios programas de alerta e prevenção.


Conclusão:

Trevor- Esperamos que o que acabaram de ver vos faça perceber como é fácil que, alguém online, vos leve a acreditar numa mentira.
O que observaram pode acontecer a qualquer criança em todo o país, independentemente do local onde viva.
Director- Trevor, estás absolutamente certo. A única forma de nos protegermos é procurarmos ser mais espertos do que os criminosos. Foi por isso que fizemos este vídeo, para vos dizer que a nossa escola faz a diferença. Tal como nós, todas as outras escolas deveriam ter os seus programas de alerta aos seus alunos.
Trevor- Há muitas pessoas perigosas na internet. Que pretendem fazer-se passar por aquilo que não são.
Director- O meu nome é Jim e ele é o Trevor.
Como director, pensei que era necessário para todos os nossos alunos, dar-lhes os instrumentos necessários para se manterem seguros...
Trevor- Nós precisamos de saber como reconhecer o Perigo, na internet... 

21 consejos para sobrevivir a la próxima crisis financiera

 

Como tem acontecido desde o inicio, entendo que devo fazer a minha parte, contribuir com a partilha do que vou encontrando e pense possa ser útil, nos tempos que correm e a quem aqui conseguir chegar.

A educação de Gerónimo, cultura Apache

"Quando eu era uma criança, a minha mãe ensinou-me as lendas do nosso povo;
falou-me sobre o sol e o céu, a lua e as estrelas, as nuvens e as tempestades.
Também me ensinou a ajoelhar e a rezar ao Usen/Criador, pedindo-lhe força, saúde, sabedoria e protecção. 
Nunca rezávamos contra ninguém e se tivéssemos algum problema com alguém, teríamos de o resolver pessoalmente.
Ensinaram-nos que o Criador não dava importância às brigas insignificantes dos homens."
"Não tínhamos igrejas, nem organizações religiosas, nem o sabbath, nem feriados e, mesmo assim, rezávamos.
Umas vezes, reunia-se toda a tribo e cantávamos e rezávamos;
outras, apenas alguns, talvez dois ou três.
As canções eram informais e tinham poucas palavras.
Havia lugar para o improviso e para as manifestações individuais."
"Às vezes rezávamos em silêncio outras, rezava cada um em voz alta;
outras ainda, era um ancião quem rezava por todos nós.
Havia momentos em que um se levantava e nos falava dos deveres que tínhamos uns para com os outros e para com o Criador.
As nossas celebrações eram curtas."

Organização, tradução e adaptação
Maria M. Abreu

UBUNTU

Um antropólogo propôs um jogo a um grupo de crianças de uma tribo africana.
Colocou um cesto cheio de fruta junto de uma árvore e disse às crianças que o primeiro a encontrá-lo ficaria com todos os frutos. 
Quando lhes deu sinal para correrem, as crianças deram as mãos umas às outras e correram juntas, sentando-se depois a comer a fruta. 
Ao perguntar-lhes porque tinham corrido assim quando, afinal, apenas um poderia ter ganho e ficado com todos os frutos só para si, eles responderam:

"UBUNTU, como pode cada um de nós ser feliz, se todos os outros estiverem tristes?"

'UBUNTU', na cultura Xhosa significa: "Eu sou, porque nós somos" (eu sou, existo, identifico-me enquanto parte de um Todo).

Tradução e adaptação: Maria M.Abreu

Simon Wiesenthal, I have never forgotten you

"Hatred can be nurtured anywhere, idealism can be perverted into sadism anywhere. 
If hatred and sadism combine with modern technology the inferno could erupt anew anywhere."

"O ódio pode ser alimentado em qualquer lugar, o idealismo pode ser pervertido e converter-se em sadismo, em qualquer lugar.
Se ao ódio e ao sadismo se associarem as modernas tecnologias, o inferno poderá explodir em qualquer lugar."
Google, IMP Awards

Vivemos numa época em que cada vez mais se ignora a História e, como tal, os ensinamentos que dela poderíamos ter aprendido e apreendido.
Desprezamos a Sabedoria e o saber de experiência e reflexão feitas.
Debruçamo-nos sobre causas marginais sobre as quais parece nem estatísticas existirem (para benefício dos defensores e envolvidos nas causas em questão) e ignoramos as essenciais, as que a todos implicam e a todos deveriam dizer respeito.
(continua)

Simon Wiesenthal, privilégio e responsabilidades

 

« A sobrevivência é um privilégio que implica obrigações.
Questiono-me contínuamente sobre o que posso fazer por aqueles que não sobreviveram.»

« Sei que não represento, apenas, a má consciência dos Nazis.
Represento, também, a má consciência dos Judeus.
Porque aquilo que assumi como meu dever era o dever de todos.»

Simon Wiesenthal

Livros de Bolso, estimular o hábito da leitura

Sexta-feira passada fui à Fnac e cumpri o ritual do costume - manusear os livros, ler as sinopses dos que me pareciam mais apelativos e depois olhar para os preços, obviamente.
Confrontada com a frieza dos números e contemplando os exemplares  que estavam à vista - boas encadernações, bom papel - perguntei a mim própria, pela milionésima vez, a razão de ser de tal investimento inicial já que, em meu entender, muito mais importante do que a apresentação e a qualidade da encadernação é, sem dúvida, o seu conteúdo, aquilo que nos impele e nos leva a desejar  adquiri-los.
Eu não quero livros para enfeitar e pôr na prateleira ... Quero lê-los, apreciar e associar-me às histórias que nos contam, mergulhar nos enredos que nos apresentam e saborear as descrições que nos fazem, viajando enrodilhada no sofá.

Somos um país pobre, porque insistem as editoras em editar e publicar livros que não estão à nossa medida ou seja, cuja média dos preços se encontra muito acima da capacidade de aquisição da maior parte da população?!...

A Verdade e a Mentira, Conto Africano

 "En Afrique, chaque fois qu´un vieillard meurt, c´est une bibliothèque que brûle."

Amadou Ampaté Bâ

«Deus decidiu, um dia, criar todas as coisas, as boas e as más.
Criou a noite e o dia, o direito e o avesso, a lua e o sol, o alto e o baixo; e assim, a cada objecto e situação foi criado o seu contrário.
A Verdade foi criada grande, majestosa, de uma beleza incomparável. Por seu lado, a Mentira, era pequena, feia e doentia.
Deus, na sua grande bondade, deu à Mentira uma faca de mato para que melhor se pudesse defender e ter as mesmas oportunidades que a Verdade; depois enviou-as para o mundo.
Verdade e Mentira foram, cada uma, para o seu lado, caminhando e andando.
As pessoas preferiam ouvir a Verdade, era tão atraente pela sua beleza e, com ela, tudo era tão límpido!
A Mentira, rejeitada, começou a sentir crescer, dentro de si, ciúmes e raiva contra a Verdade.
Um dia, decidiu esperar pela Verdade num caminho escondido e provocá-la.
Irrompeu uma briga entre os dois opostos da Palavra
A Verdade, mais forte e mais resistente ficou em vantagem mas, demasiado confiante, distraiu-se. 
A Mentira, então, aproveitou esse momento de distracção para lhe cortar a cabeça, com a sua faca de mato.
A Verdade, atordoada, cega, procurou às apalpadelas a sua cabeça, a fim de a voltar a colocar no seu corpo. Procurando febrilmente o seu belo rosto acabou por sentir uma cabeça sob os seus dedos e, com uma rapidez e força insuspeitas puxou-a para si e colocou-a no seu corpo.
Mas … foi a cabeça assustadora e feia da Mentira que, na sua cegueira, também tinha decapitado.

Andando e caminhando a Verdade anda pelo mundo com a cabeça imunda da Mentira e a Mentira com a bela e altiva cabeça da Verdade … e os homens já não conseguem distinguir a verdade da mentira

Que confusão!

Ilust. Google, Conteur africain

Graphomage
Tradução e adaptação
Maria M. Abreu

Terremotos Prevencion de Emergencias (espanhol)

PREVENIR ES MI CUENTO
Interessante para crianças e adultos, com a grande vantagem de ser em espanhol (video Colombiano).
Destaque especial dado à importância que as construções anti-sísmicas têm na prevenção de riscos mais graves.
Um tema/informação importante para incluir nos curriculuns escolares.

Ticket sans un siège

 Gestos e atitudes que justificam ser divulgados, partilhados e analisados enquanto veículos de sensibilização para os problemas e necessidades dos outros.

Ronan´s Escape, short film on Bullying

A propósito do Bullying, da amargura, incompreensão e sofrido silêncio de quem dele é vítima.


 De enorme relevância são os efeitos devastadores que, regra geral, atingem as vítimas e as empurram até às últimas consequências.
 Sempre em silêncio (confrangedor, para quem está de fora!) Ronan, o "loser", desistiu de lutar e acabou por ceder à profunda depressão para a qual foi empurrado.
 Ontem e Hoje, nas barbas dos próprios professores, o problema persiste, os factos acontecem e os dramas repetem-se...
 Com a diferença de que então, há uns anos atrás, era preciso sensibilizar a sociedade, as escolas, os professores e os grupos e Hoje não há desculpa e é intolerável qualquer tipo de condescendência.
 Uma curta-metragem que poderia, perfeitamente, integrar um programa curricular associado à Educação Cívica atendendo à sua lamentável actualidade.

Anatomia de um falhanço

 
Quando, no decurso da nossa infância e/ou adolescência vivemos situações traumáticas no seio da nossa família nuclear, tendemos a procurar corrigir as disfuncionalidades de que fomos vítimas na geração seguinte, isto é, com os nossos filhos.

E é tal o receio de que a história se repita, que tudo fazemos para criar ambientes assépticos, inócuos, livres de obstáculos com o objectivo, mais ou menos consciente, de procurar prevenir as circunstâncias que julgamos poderão ter estado na origem das situações problemáticas com as quais tivemos que lidar.

Aquilo de que nos não apercebemos é que, na nossa ânsia, quase irracional, de protecção, ao procurarmos retirar do caminho dos nossos filhos as "pedras" que é suposto encontrarem, estamos a interferir com os seus processos individuais de crescimento, de delineação das suas personalidades, do seu carácter e, sobretudo, da sua resiliência, ou seja, da sua maior ou menor capacidade de enfrentar e ultrapassar os obstáculos que se lhes forem apresentando no decurso das suas vidas, das suas trajectórias individuais.

As frustrações fazem parte da vida quotidiana de todos nós e, quanto mais cedo aprendermos a lidar com elas e a encará-las, não como obstáculos mas como desafios, mais preparados estaremos para as transformarmos em oportunidades.

Entretanto, como normalmente existem explicações para tudo e há variáveis que não conseguimos, de modo algum controlar, acabamos por cometer erros que, em última instância, se viram contra nós...

Ilustração:Adelans/FB
(Agosto 21, 2019)

Predadores Sexuais, quem são e a quem perseguem

Quem são e a quem perseguem?

O predador sexual é uma pessoa que foi condenada ou julgada culpada por ter cometido ofensas sexuais sendo, regra geral, reincidente - isto é - tem uma forte probabilidade de voltar a cometer os mesmos crimes.
São, normalmente:
*do sexo masculino;
*de raça branca;
*podem ser novos ou de idade avançada;
*habitualmente são pessoas educadas;
*bem colocadas socialmente ou que sabem estar e viver em sociedade;
*aprumadas;
*regra geral, ocupam cargos respeitáveis.
Pode ser qualquer um !!!

Quem Visam ou a quem Perseguem:

*Crianças/jovens curiosos ou rebeldes;
*Crianças/jovens confiantes, ingénuos;
*Crianças/jovens que manifestem necessidade de Atenção e Amor;
*Geralmente entre os 9 e 15 anos de idade;
*Os que tendem a ser solitários ou andam, frequentemente, sozinhos.

Internet Safety Advisor (2013)
Tradução e adaptação
Maria M. Abreu

Porque há muitos anos que, tudo fazer para procurar proteger, é a minha natureza!...😊

Espiritualidade versus Religião, a demanda

Nascida, criada e educada no seio de uma família católica, apostólica, romana, orientação esta complementada com um internamento num colégio gerido por uma ordem religiosa, as Salesianas, acabou por acontecer comigo aquilo que, penso, já seria de esperar por parte de qualquer ser humano inquisitivo: 
"degenerei", afastei-me do redil em que me encontrava, pela simples razão de não conseguir encontrar respostas plausíveis para as múltiplas questões que inundavam os meus pensamentos ...
Virou-se o feitiço contra o feiticeiro!...
Queria mais, queria perceber, precisava de compreender e o argumento que me era dado e repetido até à exaustão, o da necessidade de ter Fé, uma das 3 virtudes teologais que transformava em eleitos aqueles que por ela eram contemplados, não servia de resposta para mim e muito menos seria o principio e o fim do que era veiculado como mistério.
Nunca entendi nem consegui interiorizar a noção de "pecado" e muito menos a de "pecado original" lá, onde não consegui nunca descortinar o mesmo.

Entretanto, enquanto mãe, sobretudo com o meu segundo filho, vi-me confrontada com um sério dilema:
o que fazer, que orientação dar em termos de cultivar, alimentando, uma dimensão espiritual que sempre considerei ser imprescindível ao ser humano, quando eu própria estava cada vez mais céptica e afastada dos rituais papagueados, completamente descontextualizados, mecanizados de que enferma a  Igreja católica?!...
Depois de debater o problema com pessoas que considerava e considero bem formadas e nas quais confiava, acabei por fazer o que, na altura, me pareceu ser o mais acertado atendendo ao facto de, entretanto, não ter quaisquer outros termos de comparação: inscrevi-os na catequese com o intuito de lhes dar um instrumento, uma ferramenta que eles depois trabalhariam conforme entendessem, quando chegasse o momento de tomarem as suas decisões e escolhas individuais.
Acompanhei-os nestes rituais como os acompanhei nas suas diferentes etapas escolares, mas sem o fervor que se impunha à transmissão da mensagem, sem a convicção necessária ao despertar de outras convicções, só mesmo por obrigação, só mesmo com o objectivo de cumprir a missão que tinha imposto a mim própria.
E assim foram decorrendo os anos, com a catequese (sempre ministrada por pessoas muito bem intencionadas mas às quais faltava a preparação que entendo seria exigível nesta missão) e depois os escuteiros, no caso do meu filho mais novo.
Até que um dia, e na sequência do turbilhão de notícias e informações que vieram a público sobre o escândalo, a persistência e dimensão dos abusos de cariz sexual perpetrados por inúmeros membros do clero (ao longo de décadas e em várias regiões do planeta) o meu filho, cada vez mais sorumbático, desencantado e em estado de choque me abordou confessando-me, com algum desgosto, que não poderia continuar a ser escuteiro, uma vez que tinha perdido as suas convicções e que a crença e prática da religião católica eram uma condição sine qua non para os poder integrar !...
Ilustr. We are Humanity/FB
(Novembro 15, 2021)

Atendimento prioritário, uso e abusos

Um pouco cansada e bastante revoltada com o uso e abuso, não só do processo utilizado por quem é suposto ter atendimento prioritário, como e essencialmente o do recurso às crianças, filhos, sobrinhos e outros que, inocentemente, servem de moeda de troca dos adultos que as utilizam e a elas recorrem, para passar à frente de tudo e de todos.
E o que é grave e pernicioso, porque acaba por permitir e validar a reprodução e continuidade destes comportamentos fraudulentos, é o silêncio cúmplice que vem acompanhando estes actos.
Todos se calam e ninguém levanta a voz para reclamar:
nem quem se sente lesado, desrespeitado e ultrapassado pelas evidentes fraudes cometidas, nem quem está do lado de lá do balcão de atendimento, que se remete ao silêncio e se refugia na letra de uma lei vaga e cujos limites desconhece.
Sou a primeira a ceder a minha vez quando vejo e sinto que alguém, seja ele ou ela, deficiente, grávida e mães/pais com bébés de colo, sem qualquer tipo de apoio, se encontra numa fila de espera e com dificuldades em aguardar pela sua vez;
mas repudio, profundamente, o uso e abuso que se faz, descarada e constantemente, de tal direito.

Vide Decreto-Lei nº58/2016
(Outubro, 28, 2918)