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Como sobreviver a um ataque nuclear

Sejamos claros, no momento em que nos encontramos, teremos de contemplar todas as hipóteses, por mais aterradoras que sejam.
E já que, pelo menos por agora, não podemos contar com iniciativas governamentais no sentido de sensibilizar a população para os riscos de uma hipotética guerra nuclear, os seus efeitos e quais os procedimentos a adoptar no caso de uma tal eventualidade caber-nos-á a nós, elementos da sociedade civil, levantar as questões e pressionar os agentes do ou dos eventuais ministérios envolvidos a trabalhar estas questões.


No que diz respeito a uma cultura de Prevenção, de pouco nos servem os "arejamentos".
Não estamos preparados para nada e não temos ninguém, nenhum organismo público orientado para as questões do Bem Comum que deveriam ser, não só os planos de contingência mas, também, as informações relacionadas com a nossa protecção nas mais diferentes áreas das nossas vidas.
O Estado preocupa-se com as questões da segurança na via pública, da vida quotidiana, em inventar, criar e recolher impostos (e, em última instância, com aqueles que considera os mais desfavorecidos) e os diferentes actores que o vão integrando parecem mais preocupados com a defesa dos interesses partidários e pessoais do que com as pessoas/eleitores que alegam representar, independentemente da sua condição socio-económica.
A busca e partilha de informações relacionadas com situações de prevenção de riscos, para além de ser um acto cívico é, também e sobretudo um acto político que a todos diz respeito, enquanto cidadãos nacionais.
Sempre assim fomos e continuamos a ser, por mais instruídos que sejamos, mais viagens que façamos, mais informações que tenhamos vindo a recolher, não mudamos ...
Apesar de poder ser considerado um pensamento perverso, continuo a pensar que o facto de não termos participado directamente na II Guerra mundial nos condenou a décadas de atraso cultural atendendo ao facto de, ao não sofrermos e vivenciarmos directamente as tragédias e horrores sofridos pelas nações que estiveram profundamente envolvidas no conflito, não termos desenvolvido, em termos colectivos, algo semelhante a uma "consciência colectiva"/instinto de defesa/cultura de resiliência*

* Bom, o significado que encontrei no Modo IA do Google parece reforçar esta ideia!...

Brian Toon, on Nuclear war

 

«We live in a perilous era.
There are 15.000 nuclear weapons on the planet and the 9 nuclear weapon states are in conflict with each other ...
We´re just one misunderstanding, one mistake, or one fanatic politician away from a nuclear conflict...»
(2018)

Atendendo ao "estado de graça" em que nos encontramos desde o momento em que Vladimir Putin invadiu a Ucrânia, ao desenrolar dos acontecimentos no terreno, à personalidade do mesmo, ao plausível questionar da sua saúde mental, à impunidade de que pensa ser objecto e à facilidade que lhe foi outorgada de poder dispor do futuro da Humanidade como lhe aprouver, penso que é chegado o momento de começar a abordar este tema e de envidar esforços no sentido de alertar as populações para tal eventualidade.
É tempo de começarmos a desenvolver e a praticar culturas de prevenção em todas as áreas das nossas vidas e, em meu entender, o Estado deverá ter um papel fundamental na promoção das mesmas.
(Abril 09, 2022)

Passado 1 ano e alguns meses, a guerra prolonga-se indefinidamente, Vladimir Putin e os seus acólitos alteram os programas escolares introduzindo novas disciplinas orientadas para uma preparação bélica das crianças e jovens da Federação Russa e, por cá, parece não haver uma única "alma" que pondere, que aja, que apresente sugestões e se preocupe com a nossa falta de preparação, de sensibilização, de conhecimentos e instruções que permitam mitigar as consequências devastadoras de uma hipotética, possível e eventual guerra nuclear, a nivel global!...
Bastava copiarem as medidas adoptadas nos países supostamente desenvolvidos para fazerem um brilharete sem terem de se esforçar em demasia!...