Em busca do equilíbrio entre a constância e "certezas" do Passado e a fluidez e múltiplas contingências do Presente
Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens
Kahlil Gibran e o renascer da Primavera
O broto romperá a casca e a vida que ainda dorme em mim haverá de subir para a superfície, quando for chamada.
O silêncio é doloroso, mas é no silêncio que as coisas tomam forma, e existem momentos nas nossas vidas em que tudo que devemos fazer é esperar.
Dentro de cada um, no mais profundo do ser, está uma força que vê e escuta aquilo que não podemos ainda perceber.
Tudo o que somos hoje nasceu daquele silêncio de ontem.
Somos muito mais capazes do que pensamos.
Há momentos em que a única maneira de aprender é não tomar qualquer iniciativa, não fazer nada. Porque, mesmo nos momentos de total inação, esta nossa parte secreta está a trabalhar e a aprender. Quando o conhecimento oculto na alma se manifesta, ficamos surpreendidos connosco próprios, e os nossos pensamentos de inverno transformam-se em flores, que cantam canções nunca antes sonhadas.
A vida sempre nos dará mais do que achamos que merecemos."
Manuel Alegre, As Mãos
Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema - e são de terra.
Com mãos se faz a guerra - e são a paz.
Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas,
mas de mãos.
E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.
E cravam-se no tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.
De mãos é cada flor, cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade."
A Soldier's Silent Night
A Soldier's Silent Night was written by U.S. Marine Lance Corporal James M. Schmidt in 1987 under the title "Merry Christmas, My Friend." It was later retitled "A Soldier's Silent Night."
The audio recording of this adapted version was recorded by Father Ted Berndt and his daughter Ellen Stout. Father Berndt was a priest at Bread of Life Charismatic Episcopal Church in Dousman, Wisconsin, a proud Marine, and a WWII Purple Heart recipient.
Father Berndt passed away March 19th, 2004 after being diagnosed with pancreatic cancer.
According to his daughter, "All he ever wanted to do was touch lives...to make a difference. We are blessed to share "A Soldier's Silent Night" again with you this Christmas."
Nestes últimos anos e com o alastrar dos conflitos (Ucrânia e, agora, Médio Oriente) é com desconforto (mesmo vergonha!) e alguma amargura que celebro esta que é, para mim, a festa da Família, por excelência.
Tento convencer-me, a mim própria de que, ao fazê-lo, estou a celebrar os valores a ela associados e a importância que tem enquanto elemento estruturante de qualquer sociedade.
Kahlil Gibran, Filhos
são filhos e filhas da vida,
anelando por si própria.
Vêm através de ti, não de ti,
e embora estejam contigo,
a ti não pertencem.
Podes dar-lhes teu amor,
mas não teus pensamentos,
pois que eles têm seus pensamentos próprios
Podes abrigar seus corpos,
mas não suas almas,
pois que suas almas residem na casa do amanhã,
que não podes visitar sequer em sonhos
Podes esforçar-te por te parecer com eles,
mas não procures fazê-los semelhantes a ti,
pois a vida não recua e não se retarda no ontem.
Tu és o arco do qual teus filhos
como flechas vivas, são disparadas
Que a tua inclinação, na mão do arqueiro, seja para a Alegria!"
A propósito dos filhos que, sendo nossos, nos não pertencem.
"Left Behind", a dor de uma perda
A propósito das perdas, da saudade, do sentimento de desamparo e de vazio que todos, irremediavelmente, vamos sofrendo...
Amanda Gorman, The Hill We Climb
Amanda Gorman, a 22-year-old Black poet from Los Angeles, recited her poem “The Hill We Climb” at Joe Biden’s inauguration as US president on Jan. 20.
« When day comes, we ask ourselves, where can we find light in this never-ending shade?
The loss we carry, a sea.
We must wade.
We’ve braved the belly of the beast.
We’ve learned that quiet isn’t always peace.
And the norms and notions of what just is, isn’t always justice.
And yet the dawn is ours before we knew it.
Somehow, we do it.
Somehow, we’ve weathered and witnessed a nation that it isn’t broken, but simply unfinished.
We, the successors of a country and the time where a skinny Black girl descended from slaves and raised by a single mother can dream of becoming president only to find herself reciting for one.
And yes, we are far from polished, far from pristine, but that doesn’t mean we are striving to form a union that is perfect.
We are striving to forge our union with purpose.
To compose a country, committed to all cultures, colors, characters, and conditions of man.
And so we lift our gaze, not to what stands between us, but what stands before us
We close the divide because we know to put our future first, we must first put our differences aside.
We lay down our arms so we can reach out our arms to one another.
We seek harm to none and harmony for all.
Let the globe, if nothing else say, this is true.
That even as we grieved, we grew.
That even as we hurt, we hoped.
That even as we tired, we tried.
That we’ll forever be tied together victorious.
Not because we will never again know defeat, but because we will never again sow division.
Scripture tells us to envision that everyone shall sit under their own vine and fig tree and no one shall make them afraid.
If we’re to live up to our own time, then victory won’t lie in the blade, but in all the bridges we’ve made.
That is the promise to glade the hill we climb.
If only we dare it’s because being American is more than a pride we inherit.
It’s the past we step into and how we repair it...»
"Quarantine Poem" by Eavan Boland
Irish famine winter 1847 animation
"Between 1845 and 1852 more than a million Irish people died from starvation and disease.
The catastrophic Famine of the 1840s devastated Ireland."
Subscrever:
Mensagens (Atom)


