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Remembrance Day, em defesa da preservação de memórias colectivas

 
Ilustr. Tumblr

Tenho uma enorme admiração pelas culturas e países que recordam e valorizam a sua História homenageando, simultâneamente, todos aqueles que, de forma altruísta, deram e perderam as suas vidas em nome das nações e dos valores que defendiam.

Um país, uma Nação sem referências, despojado de memórias colectivas, será sempre um país mais frágil e fragilizado, porque descaracterizado, desprovido daquilo que deveria constituir a sua espinha dorsal, a sua História.

Não existem comunidades sem história, sem Passado, com episódios mais ou menos épicos, mais ou menos glorificadores, mas que estiveram lá e estão na génese do que somos, hoje, do nível de desenvolvimento que alcançámos e das peculiares características que temos, enquanto povo com uma língua e identidade próprias.

E é esta função identitária e unificadora de todo o conjunto das nossas memórias e tradições colectivas, que deveria ser não só preservada como incentivada.

Esforços de Guerra VII: Reciclagem da Roupa


MAKE - DO and MEND
CORTA - COSE e REMENDA

As lições de um Passado não muito distante!!!

Durante a II Guerra Mundial e na sequência das dificuldades e restrições já aqui abordadas, as pessoas eram encorajadas a fazer/confeccionar e remendar as suas próprias roupas, atendendo ao facto de tudo ser racionado e de haver uma tremenda necessidade de contenção de gastos.

Composição, tradução e adaptação: Maria M. Abreu

Esforços de Guerra IV: o papel desempenhado pelos "Victory Gardens"

 As ilações que podemos tirar e, sobretudo, as lições que devemos aprender !!!

Atendendo ao facto de a maior parte de nós, Portugueses, não deter este tipo de informações e porque considero serem importantes enquanto estratégias a conhecer e a aprofundar - sobretudo quando passámos, já, por tempos difíceis em que a fome bateu à porta de muitos, entendi ser meu dever cívico partilhá-las, tanto mais que faz hoje anos que começou a II Guerra Mundial

Os Victory gardens foram um, de entre os vários mecanismos modeladores de culturas de solidariedade, virados para a defesa e preservação de sociedades a braços com graves dificuldades, ao tempo.

«Os Victory gardens, também designados war gardens ou food gardens for defense, eram jardins onde se plantavam legumes, fruta e ervas aromáticas em residências privadas e parques públicos, não só nos EUA como, também, no Reino Unido, Canadá e Alemanha durante as I e II Guerras Mundiais. Tinham como objectivo reduzir o peso no fornecimento de alimentos ao público, na sequência do esforço de guerra. A acrescentar ao contributo indirecto na participação deste mesmo esforço, estes jardins eram também considerados um "reforço moral" civil — através desta iniciativa os produtores sentiam-se compensados, não só pela sua contribuição em termos de trabalho produzido como, também, pelos produtos dele resultantes.
Os victory gardens tornaram-se parte da vida quotidiana na frente nacional.» Wikipedia

"Pretendia-se, por parte dos organismos governamentais, que cada cidadão e/ou família providenciasse a produção das suas próprias frutas e legumes.
Responderam ao apelo cerca de 20 milhões de Americanos.
Em nome de valores patrióticos plantaram jardins/hortas nas traseiras de suas casas, em terrenos disponíveis e até mesmo nos terraços de prédios urbanos.
Os vizinhos repartiam os recursos entre si plantando diferentes tipos de alimentos e formando cooperativas. 
Simultâneamente as famílias foram encorajadas a conservar/enlatar os produtos que sobejavam para uso próprio, de forma a salvaguardar o fornecimento dos enlatados comerciais para o consumo das forças militares."
Living History Farm
Setembro 2,  2018
Ilustr. Propaganda art for WWII Victory Gardens
Library of Congress
Tradução e adaptação: Maria M. Abreu

Esforços de Guerra III : restrição e aprovisionamento alimentos destinados às tropas em combate

"What experience and history teach is this: 
that people and governments never have learned anything from history or acted on the principles deduced from it."

"FOOD WILL WIN THE WAR"

Quando os EUA entraram na guerra em Abril de 1917, o Presidente Wilson nomeou Hoover para a chefia da US Food Administration.
Este, acreditando firmemente que a política de restrição e aprovisionamento dos alimentos conduziria a uma vitória dos EUA e aliados contra o inimigo, criou o slogan "Food will win the War", difundindo-o por todo o país.
Foi dele também a ideia de persuadir a população a evitar o consumo de alguns bens alimentares específicos em determinados dias da semana *(meatless Mondays, wheatless Wednesdays), com o objectivo de os reservar para as tropas em combate.
Em alternativa e, quando em dúvida, aconselhava ao consumo de batatas.

Tradução e adaptação: Maria M.Abreu
Ilustr. Google

Esforços de Guerra II: racionamento do consumo de Alimentos

 "History is philosophy learned from examples."


"Durante a I Guerra Mundial, a FDA(EUA) instigava as famílias a reduzir o consumo dos principais alimentos estratégicos, com a finalidade de contribuírem para um esforço conjunto de guerra.
A preservação dos alimentos tinha como objectivo não só a manutenção das tropas dos EUA como, também, o abastecimento das populações de alguns países europeus cujos circuitos de produção e distribuição foram interrompidos pela guerra.
Com o objectivo de encorajar o racionamento voluntário, por parte da população, a FDA criou o slogan "Food Will Win the War" - "Os alimentos ajudar-nos-ão a vencer a guerra" e criou os conceitos "Segunda-Feira sem carne"* e "Quarta-Feira sem trigo" para fazer lembrar aos Americanos a necessidade de reduzir o consumo destes produtos."
Para além da publicidade, este organismo providenciou uma ampla variedade de materiais, desde panfletos informativos a livros de receitas e menus adequados às circunstâncias.

Novembro, 04, 2018
Tradução e adaptação: Maria M.Abreu

Esforços de Guerra I: a escassez e o racionamento de Recursos

 No ano e mês em que se comemora o centenário do Armístício (I Guerra Mundial,11 Nov.1918) entendi fazer todo o sentido introduzir, neste blogue, uma temática que muito me apaixonou a partir do momento em que a ela tive acesso e sobre ela me debrucei: as diferentes medidas de carácter socio-económico tomadas em alguns dos países intervenientes (EUA e Reino Unido), tanto na I como na II Guerras Mundiais.
Estas tinham como objectivo racionalizar as respectivas economias nacionais e libertar recursos para o tremendo esforço de guerra em que estavam envolvidos.

"History is a guide to navigation in perilous times.
History is who we are and why we are the way we are."

"Apesar de os EUA terem estado envolvidos na I Guerra Mundial por, apenas, 19 meses (de Abril de 1917 a Novembro de 1918) foi extraordinária a mobilização da sua economia. Mais de quatro milhões de Americanos serviram nas forças armadas e a economia dos EUA transformou-se numa vasta reserva de provisões de matérias-primas e munições."
A dimensão do exército e consequente necessidade de encontrar os meios de financiamento da guerra, traduziram-se na implementação de medidas político-económicas de extremo rigor, por parte do governo Americano, ao tempo.
Ao assumir o controle da economia e legislando em conformidade o governo criou, entre outras medidas, uma ampla variedade de organismos destinados a implementar e supervisionar políticas específicas em áreas tão diversas como a da agricultura/alimentação, gestão de combustíveis, de transportes ferroviários, etc.
A propaganda foi um dos veículos utilizados para fazer passar as principais mensagens no país, atendendo à necessidade de envolvimento de toda a população no tremendo esforço que lhes era exigido.
Variáveis constantes eram os apelos à cooperação voluntária, à poupança, reutilização e consumo racionais.

Novembro, 03, 2018
Tradução e adaptação
Maria M. Abreu

A Arte de Relativizar


 « (...)Perspective is an amazing art. Let’s try and keep things in perspective. Let’s be smart, help each other out, and we will get through all of this. In the history of the world, there has never been a storm that lasted. This too, shall pass."»

"For a small amount of perspective at this moment, imagine you were born in 1900. When you are 14, World War I starts, and ends on your 18th birthday with 22 million people killed. Later in the year, a Spanish Flu epidemic hits the planet and runs until you are 20. Fifty million people die from it in those two years. Yes, 50 million.

 When you're 29, the Great Depression begins. Unemployment hits 25%, global GDP drops 27%. That runs until you are 33. The country nearly collapses along with the world economy. When you turn 39, World War II starts. You aren’t even over the hill yet.

 When you're 41, the United States is fully pulled into WWII. Between your 39th and 45th birthday, 75 million people perish in the war and the Holocaust kills six million. At 52, the Korean War starts and five million perish.

 At 64 the Vietnam War begins, and it doesn’t end for many years. Four million people die in that conflict. Approaching your 62nd birthday you have the Cuban Missile Crisis, a tipping point in the Cold War. Life on our planet, as we know it, could well have ended. Great leaders prevented that from happening.

 As you turn 75, the Vietnam War finally ends. Think of everyone on the planet born in 1900. How do you survive all of that? A kid in 1985 didn’t think their 85 year old grandparent understood how hard school was. Yet those grandparents (and now great grandparents) survived through everything listed above.

 Perspective is an amazing art. Let’s try and keep things in perspective. Let’s be smart, help each other out, and we will get through all of this.

 In the history of the world, there has never been a storm that lasted.
This too, shall pass."

The Hippies were Right/FB

 Depois de ter hesitado e procurado alternativas, mais directas e transparentes, para fazer chegar esta magnífica mensagem a esta página, acabei por recorrer ao velho método do copy/paste com a enorme preocupação de, não só revelar a fonte como, também, de a louvar, agradecendo ao autor/a o alento que me deram ao abordar, partilhando, esta sua perspectiva.

 E foi esta lição - a de procurar incentivar-nos a manter as coisas em perspectiva, relativizando o dramatismo do momento que, globalmente, a todos está a afectar - foi este apelo a um rápido revisitar de alguns dos momentos mais dramáticos da História mundial do séc.XX, que me fizeram refletir e fazer o exercício de, com toda a humildade, relegar para um segundo plano toda e qualquer tentação de vitimização decorrente das dificuldades com as quais me tenho defrontado.