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Era Donald Trump, Tragédia!

Trump(ices), os factos em imagens III -Tragédia!

Quando dois países, cujos respetivos governantes se encontram a contas com a Justiça, acobertados pelo cargo que ocupam e, em nome dos seus interesses pessoais, se concertaram para destruir uma civilização milenar e estão a levar ao colapso da ordem internacional baseada em regras e no respeito pelas mesmas ...
... Não, a tragédia é dos EUA e do povo Americano por terem eleito, para Presidente da República, alguém tão inapto e inconveniente como Donald Trump mas, mais trágica ainda é a dimensão global resultante das suas tresloucadas decisões de política internacional...
A tragédia é de uma dimensão global!!!

Bill Browder, Ukraine small taste of what's to come from Putin


Financial Post Interview

Uma entrevista a não perder para melhor compreender o regime de Vladimir Putin.

Aqui conseguimos obter algumas respostas para algumas das questões que se têm colocado na nossa civilização ocidental, assente em princípios democráticos que promovem e fomentam a tolerância e o respeito pelas liberdades individuais, a começar pela liberdade de expressão.

Aqui, também, ficamos a saber, entre muitas outras curiosidades, o que é um oligarca, quem são (cerca de 118 indivíduos) e qual o papel que desempenham na manutenção, estatuto, poder e riqueza de V. Putin.

Lu Henriquez, "Face of the Ukrainian War"

 
Jewish Projects/FB
Ironia do destino!...

Pawel Kuczynski - As dores da Ucrânia

Pawel Kuczinski (Polish artist)
Página Ucraniana/FB

Relegada para 2º plano, em termos mediáticos, após o ataque do Hamas a Israel (07.10.2023), esta tem sido e continua a ser uma guerra sangrenta, provocada pela invasão da Ucrânia por parte da Rússia a 24.02.2022, com consequências também elas devastadoras para o povo Ucraniano.
Sem fim à vista, tem de continuar a merecer toda a nossa atenção, não só pelo facto de ser um conflito armado prolongado no tempo mas, sobretudo, atendendo às características tão oportunistas quanto maléficas e de um repugnante cinismo do invasor e inimigo em questão: Vladimir Putin.

Pourquoi les guerres

 

« Ce chant est dédié aux victimes des guerres et des attentats dans le monde ainsi qu´à leurs familles, quels que soient leur pays, leurs origines ou leurs religions.
Ce chant est un message d´amour, de paix et de liberté addressé au monde.»

Bono, AVE MARIA ... um alerta à Humanidade

 

« ... Os maus fazem tanto ruído, Mãe, os justos ficam estranhamente quietos ...
Sem Sabedoria todas as riquezas do mundo nos deixam mais pobres esta noite.
A Força não é nada sem Humildade, a sua fraqueza uma doença incurável
A Guerra é sempre a escolha dos "escolhidos" que não têm que lutar... »

Ao sr. Putin, actual Presidente da Federação Russa

 

Ilustr.: Street Art at Peace Square, Lyon, France/FB

Ao sr. Putin, actual Presidente da Federação Russa

Nem sequer consigo começar esta missiva com o tão habitual, como formal, "Caro"...

Porque o senhor, para mim, representa exactamente tudo aquilo que se opõe a qualquer sentimento de cordialidade. 

Ouço e olho para o que se está a passar na Ucrânia, em busca de uma explicação plausível, algo lógica, à luz da suposta aquisição de um conjunto de conhecimentos milenares acumulados pela humanidade e da evolução do pensamento do séc. XXI, e confesso não conseguir encontrar e, muito menos compreender, a avalanche demolidora de que o senhor é o mentor ao se permitir invadir, no ano de 2022, um país soberano como é a Ucrânia.

... Ainda se o senhor, à semelhança do seu homólogo Ucraniano, estivesse ao lado dos seus soldados, dando o exemplo e o seu corpo ao manifesto, lutando ombro a ombro com os mesmos e defendendo os seus pensamentos delirantes, eu poderia, num derradeiro esforço, tentar compreender, no mínimo, o reconhecimento da sua coerência e de que o senhor seria o primeiro a sacrificar-se em defesa das suas causas ...

Mas não ... o senhor começa por abusar do seu exército, dos homens e mulheres oriundos do seu país, do seu povo, usando-os  como carne para canhão sem qualquer complacência por eles próprios, as suas vidas, as suas famílias, os seus sonhos ...

O senhor é, actualmente, o símbolo das Maldade e Crueldade humanas, do que de pior o ser humano é capaz sempre, mas sempre resguardado, pela inerente Cobardia que caracteriza todos os homens e mulheres desprovidos de carácter e de sentimentos compassivos.

Do luxuoso e "fortificado" isolamento do seu bunker, cobardemente escondido e protegido à custa do seu Povo e da Pátria que pretende amar, em nome de uma megalomania que só pode ser resultante e manifestação de uma ou várias patologias, o senhor tudo faz para esquecer, negando, a sua condição mortal, aquela à qual não poderá fugir, independentemente das equipas técnicas de que se rodeia, de novo e sempre à custa do Povo em nome do qual fala.

Uma megalomania patológica, com consequências tão criminosas como devastadoras, e sem cabimento na era em que vivemos e com os problemas globais com os quais nos debatemos, enquanto Humanidade.

Para cúmulo, sei que o senhor é uma pessoa com formação académica superior que tem, inclusivamente, um doutoramento e, perante essa realidade e as provas que deu de ser uma pessoa inteligente, mais incompreensíveis, mesmo dignas de espanto, são essas suas retrógradas convicções, características de um obscurantismo que muitos de nós pensávamos não ser mais possível nos tempos que correm vindas, sobretudo, da parte de pessoas que integram o mundo académico.

Em jeito de conclusão, perante a estupefacção que domina a minha mente e os meus sentimentos, sei que o senhor é, pelo menos, pai de 2 filhas e que também já é avô e dou comigo a perguntar a mim própria o que sentirão as mesmas e toda a sua família, perante as barbaridades que o senhor está a mandar cometer à Ucrânia e ao louvável Povo Ucraniano. 

No meu país há um provérbio que diz que "quem a ferros mata, a ferros morre" e, infelizmente para si, não merece qualquer outro destino que não seja esse, o de conhecer um pouco do inferno de que o senhor se tornou autor.

Triste lado da História esse que o senhor escolheu para se notabilizar!!!
(Abril 03, 2022)

Ao ler este post, com o prolongar da barbárie, o agudizar da situação, algumas leituras relacionadas com a filosofia e estratégias utilizadas na era soviética e o percurso da personagem em questão, apercebi-me não só da minha tremenda ingenuidade (essencialmente fruto da ignorância) como do abismo existente entre a minha cultura ocidental - cujos valores e tradição democrática são e têm sido inquestionáveis - e a cultura soviética (União Soviética), belicista por natureza, atendendo ao seu pendor ditatorial e imperialista.
De entre as várias leituras feitas e testemunhos ouvidos registo este artigo de opinião da jornalista Americana Anne Applebaum na revista The Atlantic, em Junho de 2022:


A Arte de Relativizar


 « (...)Perspective is an amazing art. Let’s try and keep things in perspective. Let’s be smart, help each other out, and we will get through all of this. In the history of the world, there has never been a storm that lasted. This too, shall pass."»

"For a small amount of perspective at this moment, imagine you were born in 1900. When you are 14, World War I starts, and ends on your 18th birthday with 22 million people killed. Later in the year, a Spanish Flu epidemic hits the planet and runs until you are 20. Fifty million people die from it in those two years. Yes, 50 million.

 When you're 29, the Great Depression begins. Unemployment hits 25%, global GDP drops 27%. That runs until you are 33. The country nearly collapses along with the world economy. When you turn 39, World War II starts. You aren’t even over the hill yet.

 When you're 41, the United States is fully pulled into WWII. Between your 39th and 45th birthday, 75 million people perish in the war and the Holocaust kills six million. At 52, the Korean War starts and five million perish.

 At 64 the Vietnam War begins, and it doesn’t end for many years. Four million people die in that conflict. Approaching your 62nd birthday you have the Cuban Missile Crisis, a tipping point in the Cold War. Life on our planet, as we know it, could well have ended. Great leaders prevented that from happening.

 As you turn 75, the Vietnam War finally ends. Think of everyone on the planet born in 1900. How do you survive all of that? A kid in 1985 didn’t think their 85 year old grandparent understood how hard school was. Yet those grandparents (and now great grandparents) survived through everything listed above.

 Perspective is an amazing art. Let’s try and keep things in perspective. Let’s be smart, help each other out, and we will get through all of this.

 In the history of the world, there has never been a storm that lasted.
This too, shall pass."

The Hippies were Right/FB

 Depois de ter hesitado e procurado alternativas, mais directas e transparentes, para fazer chegar esta magnífica mensagem a esta página, acabei por recorrer ao velho método do copy/paste com a enorme preocupação de, não só revelar a fonte como, também, de a louvar, agradecendo ao autor/a o alento que me deram ao abordar, partilhando, esta sua perspectiva.

 E foi esta lição - a de procurar incentivar-nos a manter as coisas em perspectiva, relativizando o dramatismo do momento que, globalmente, a todos está a afectar - foi este apelo a um rápido revisitar de alguns dos momentos mais dramáticos da História mundial do séc.XX, que me fizeram refletir e fazer o exercício de, com toda a humildade, relegar para um segundo plano toda e qualquer tentação de vitimização decorrente das dificuldades com as quais me tenho defrontado.

Kyiv Street Art, We shall overcome (2022)

 



This mural symbolizes "the incredible strength and bravery of our soldiers and all the Ukrainian people, that don’t allow to tear apart our native homeland," writes Ukrainian artist Sasha Korban.
It shows two hands stitching a torn Ukrainian flag.
DW Euromaxx/FB
(Abril, 2022)

No dia em que a Ucrânia comemora o Dia da Independência (32.º aniversário) e quando se cumprem 18 meses de guerra, na sequência da ofensiva militar Russa contra o país, mais uma muito sentida homenagem ao povo Ucraniano, à resiliência e heroicidade que têm vindo a demonstrar ao longo deste conflito sangrento, destrutivo, tão estéril quanto infame ...
Viva a Ucrânia!!!

Einstein, mundo perigoso

 

"The world is a dangerous place, not because of those who do evil, but because of those who look on and do nothing."

Image source:
Bridgeman Images

No decurso destes últimos dias tenho-me lembrado, com muita frequência, desta citação de Albert Einstein.

Com a televisão ligada a maior parte do tempo, é com uma grande angústia e uma enorme revolta que vamos ouvindo e  assistindo às constantes notícias, reportagens e cenários de dor e de destruição causados por uma guerra completamente estéril, bárbara e totalmente irracional num mundo que, também ele, parece aceitar, pactuar e embarcar na mesma irracionalidade.

Doi-me a alma, e o coração e o pensamento sempre que vejo e ouço o Presidente Volodymyr Zelensky, um exemplo de uma heroicidade que eu pensava não existir mais, de amor à sua Pátria e aos valores a que a mesma aspira, suplicar a ajuda e intervenção das potências e países de cujo apoio tem estado dependente.

Os mesmos países e potências que, muito embora respaldando-o, se permitem seleccionar o tipo de ajuda e apoio que prestam enquanto, simultâneamente, vão assistindo, não serenos mas impávidos, a um rasto de destruição e ao prolongar de um sofrimento que aumentam de dia para dia na sequência dos consecutivos e inqualificáveis ataques contra um país - a Ucrânia - cidades e populações que se sentem e estão, de facto, exclusivamente entregues a si próprias, nos diferentes cenários internos de guerra.

Um povo e uma Nação que tem mostrado ao mundo inteiro ser de uma coragem e resiliência exemplares (mesmo notáveis!) e que tem estado a ser vítima de gravíssimas violações do Direito Internacional, de uma sistemática amálgama de irregularidades e atentados aos mais básicos Direitos, não só humanos como civilizacionais ...

Glória à Ucrânia e ao povo Ucraniano!

Março 05, 2022

Ucrânia, contingências da guerra

 

Mother writes on her daughter´s back name and address details
Julia Tveritina, digital (Abril, 2022)/FB

Crimes de guerra: permitir agora, para julgar depois


Getty image
Rússia invade Ucrânia e atira Mundo para nova Guerra Fria
JN

Permitir agora, para julgar e castigar depois!

É esta a lógica dos "senhores" do planeta em relação ao que se está a passar na Ucrânia.
Entretanto assiste-se ao destruir de uma Nação e à chacina de um povo sob o argumento de que mais sangue se verteria se houvesse um outro tipo de intervenção, se se fizesse aquilo que seria de esperar fosse feito, nada mais nada menos, do que tudo fazer para "cortar o Mal pela raiz".
Com a consciência e lucidez suficientes para reconhecer o valor (ou a falta dele) das opiniões que expresso - não sou ninguém, apenas gente, mas gente que reflecte - penso em mim, no meu país ou em qualquer outro e apercebo-me de que, se estivéssemos numa situação semelhante à da Ucrânia, sujeitos a uma qualquer invasão por parte de uma qualquer entidade insana estaríamos, tal como os Ucranianos, completamente sós, entregues a nós próprios e às nossas contingências, sem apelo nem agravo, apesar de uma eventual condenação mediática global por parte de aliados e simpatizantes...
Seríamos eliminados, aniquilados, reduzidos a cinzas e, posteriormente, lamentada a situação que nos coube enfrentar!...

Guerra nossa, sangue nosso.

Preocupados em investigar e documentar eventuais crimes de guerra, ninguém contempla a hipótese de por um termo a esse massacre, a esse constante acumular de horrores com que diariamente somos bombardeados através dos diferentes meios de comunicação social.
Entretanto, e como é já é habito em períodos de grande sofrimento e enorme instabilidade, há sempre quem ganhe com estas situações e os comentadores/especialistas vieram para se instalar.

A mim, que "fervo em pouca água" e sempre procuro abreviar situações problemáticas parece-me cínico, mesmo obsceno, não só permitir como assistir ao prolongar de uma guerra que de dia para dia vai ceifando mais vidas, destruindo, traumatizando e desestruturando mais famílias, criando mais orfãos e devastando mais território. 

Enquanto os critérios de intervenção se basearem, apenas e só, em apoios técnicos, morais e materiais não poderemos contar, nunca, com aquela que aparenta ser (aos olhos de um leigo!...) a mais eficaz e rápida das soluções: uma intervenção directa por parte das forças aliadas de algumas das mais poderosas potências mundiais.

(Abril, 17, 2022)

E a guerra prolonga-se sem parecer ter fim à vista!...

O perigo da repetição da História

 

Depois de 2 complicadíssimos anos de Pandemia, num momento em que estamos a tentar recuperar e reerguer-nos, tanto em termos individuais como colectivos, a perspectiva de estarmos à beira de um abismo, sob a eminente ameaça de uma guerra mundial é algo que, para além de aterrador, pareceria inaceitável num mundo culto, inteligente, informado e racional ...

Apesar de Putin ter muitos tiques semelhantes, uma ambição desmedida, uma total ausência de escrúpulos, uma enorme revolta dentro dele (desmantelamento da URSS), um grande exército pronto a responder aos seus impulsos, armamento sofisticado e um povo dominado pela ditadura, pobre e inculto, como convém, esperemos que se não venha a transformar numa versão Hitleriana do séc. XXI ...

Que Deus nos proteja de semelhante destino!...

(Fevereiro, 23, 2022)

E a guerra continua, prolongando-se e sem fim à vista.
Ontem o Presidente Volodymyr Zelensky, presença constante nos nossos ecrãs, assinalou os 500 dias de guerra na Ucrânia.
A ameaça de uma III guerra mundial não é mais uma hipótese porventura remota, mas algo de muito concreto que a qualquer momento pode ser despoletado face aos últimos desenvolvimentos protagonizados pelos EUA.

E se nós nos não protegemos, a que propósito é que Deus teria de o fazer?!...