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Combater o Frio à moda antiga

 
Com o Inverno a chegar, o frio a anunciar-se e, entretanto, as contas de luz e gás a subir de forma galopante senti que, aqui em casa, tinha de fazer algo no sentido de nos ajudar a manter quentinhos e confortáveis (como gostamos!) reduzindo, na medida do possível, o tradicional recurso aos aparelhos eléctricos.

Lembrei-me, então, que uma das minhas muito queridas avós, apesar do recurso à lareira acesa e às mesas de braseira (de consumo diminuto, ao tempo), tinha por hábito usar uma mantinha nas pernas, complementada com um saco de água quente o qual, de vez em quando, se voltava a encher, de forma a manter uma temperatura agradável por longo tempo. Vai daí, fui ao baú das mantas, retirei uma para cada um dos membros da família e restou-me complementar a estratégia com a aquisição de mais uma ou duas botijas.

Entretanto, tive a preocupação de me informar de outras sugestões que viessem ao encontro deste meu firme propósito de poupança de energia em casa.
Deparei com estas que, aparentemente, têm alguma lógica: 

. abrir as persianas durante o dia e fechá-las ao cair da noite;
. manter as portas fechadas; colocar tapetes nas zonas onde se passa mais tempo (secretária, sofá) ;
. colocar mantas no sofá, cama e cadeirões, mesmo que seja uma pequena, num só braço;
. colocar cortinados grossos.

Estou convencida de que, desta forma e com o recuperador de calor a trabalhar, de vez em quando, faremos uma festa, claramente, mas dentro da frugalidade que se impõe.

Ilustr. Lucy Almey Bird

Esforços de Guerra X: Combate ao desperdício

As ilações que podemos tirar e, sobretudo, as lições que devemos aprender...

Apelo à compra, confecção e consumo alimentar racionais

1. compre com um propósito 
2. cozinhe com cuidado
3. consuma menos trigo e carne
4. compre produtos locais
5. sirva apenas o suficiente
6. guarde as sobras

NÃO AS DESPERDICE!!!

Esforços de Guerra IX: Limitações ao Consumo de Combustíveis

 Como manter o aquecimento com menos combustível, durante o próximo Inverno

. Isole paredes e tectos

. Calafete as janelas e tape/repare as fendas

. Encomende, antecipadamente, faixas protectoras de tempestades.

. Verifique o funcionamento da sua lareira de forma a garantir uma queima eficiente

AJA DE IMEDIATO ... ENQUANTO OS HOMENS E OS MATERIAIS ESTÃO DISPONÍVEIS

Mudam-se os tempos, as circunstâncias e as vontades, mas não a necessidade de prevenção, precaução e cuidados a ter para garantir a satisfação das necessidades básicas, com o conforto possível.
Sempre me incomodou e cada vez mais me revolta a total ausência de uma cultura de prevenção na sociedade Portuguesa em geral e na classe política, em particular ... pois caberia a esta, não só a obrigação e o papel de zelar pela proteção e bem-estar dos seus concidadãos como, simultaneamente, exercer uma pedagogia, tão fundamental quanto necessária, tendente a inculcar nestes estas preocupações e valores.

Esforços de Guerra VIII: Apelo a consumos alternativos

«The time for extracting a lesson from History is ever at hand for those who are wise »

POUPEM a CARNE para os nossos Soldados e Aliados

E é esta cultura que decorre da necessidade de união de esforços conjuntos exigidos a todo um povo, no decurso da sua História, que faz dos EUA um país com um apuradíssimo (e invejável) sentimento patriótico.
Muito para além das naturais e salutares divergências ideológicas impõem-se, em cada momento específico, o sentido de pertença e a necessidade de participação/colaboração nos mais elevados desígnios da nação.

Esforços de Guerra VII: Reciclagem da Roupa


MAKE - DO and MEND
CORTA - COSE e REMENDA

As lições de um Passado não muito distante!!!

Durante a II Guerra Mundial e na sequência das dificuldades e restrições já aqui abordadas, as pessoas eram encorajadas a fazer/confeccionar e remendar as suas próprias roupas, atendendo ao facto de tudo ser racionado e de haver uma tremenda necessidade de contenção de gastos.

Composição, tradução e adaptação: Maria M. Abreu

Esforços de Guerra VI: Restrições impostas à População Civil

 Apelo à substituição da farinha de trigo pela de milho

As ilações que podemos tirar e, sobretudo, as lições que devemos aprender

Numa fase em que a produção interna tinha como principais destinatários, não só o aprovisionamento das suas tropas em combate como, também, o mercado externo constituído pelos países aliados europeus*, foram muito significativas as restrições impostas à população civil no acesso aos principais géneros alimentícios (trigo, carne, açúcar e gorduras).

A necessidade de apelar à colaboração do povo Americano no esforço de guerra, através de diversas medidas conjuntas de suporte e apoio, propondo e divulgando alternativas ao consumo dos produtos em falta - numa época em que ainda não existia televisão e as emissões radiofónicas não eram acessíveis a todos - deu origem a um proliferar de cartazes de propaganda cujas palavras e imagens persuasivas apelavam à união de esforços, patriotismo e resistência, tendo como meta final a vitória sobre as forças inimigas.

Tradução e Adaptação
Maria M. Abreu

Esforços de Guerra V: Mobilização para a Produção Nacional

 "Posters criados pela United States Crop Corps com o objectivo de recrutar jovens para os trabalhos agrícolas durante a II Guerra Mundial.

A convocação de grande parte da população do sexo masculino para o serviço militar gerou uma escassez de mão-de-obra na agricultura e a consequente necessidade de encontrar voluntários que trabalhassem nos campos, entre os mais jovens."


Agriculture - World WarII (1939-1945) -War work

De interesse histórico, estes posters/slogans revelam-nos o esforço de toda uma Nação em luta pela necessidade de manter o seu país a produzir apesar da escassez de mão-de-obra motivada pelo recrutamento, em massa, dos seus homens para cenários de guerra.

Em tempo de guerra/crise, é preciso arregaçar as mangas e ir à luta.

Na ausência de organismos empenhados e/ou com capacidade para mobilizar as populações teremos de ser nós, individualmente ou em grupo, a procurar os meios através dos quais possamos fazer face à carestia de vida que a todos pode atingir.

Composição, tradução e adaptação
Maria M. Abreu

Esforços de Guerra I: a escassez e o racionamento de Recursos

 No ano e mês em que se comemora o centenário do Armístício (I Guerra Mundial,11 Nov.1918) entendi fazer todo o sentido introduzir, neste blogue, uma temática que muito me apaixonou a partir do momento em que a ela tive acesso e sobre ela me debrucei: as diferentes medidas de carácter socio-económico tomadas em alguns dos países intervenientes (EUA e Reino Unido), tanto na I como na II Guerras Mundiais.
Estas tinham como objectivo racionalizar as respectivas economias nacionais e libertar recursos para o tremendo esforço de guerra em que estavam envolvidos.

"History is a guide to navigation in perilous times.
History is who we are and why we are the way we are."

"Apesar de os EUA terem estado envolvidos na I Guerra Mundial por, apenas, 19 meses (de Abril de 1917 a Novembro de 1918) foi extraordinária a mobilização da sua economia. Mais de quatro milhões de Americanos serviram nas forças armadas e a economia dos EUA transformou-se numa vasta reserva de provisões de matérias-primas e munições."
A dimensão do exército e consequente necessidade de encontrar os meios de financiamento da guerra, traduziram-se na implementação de medidas político-económicas de extremo rigor, por parte do governo Americano, ao tempo.
Ao assumir o controle da economia e legislando em conformidade o governo criou, entre outras medidas, uma ampla variedade de organismos destinados a implementar e supervisionar políticas específicas em áreas tão diversas como a da agricultura/alimentação, gestão de combustíveis, de transportes ferroviários, etc.
A propaganda foi um dos veículos utilizados para fazer passar as principais mensagens no país, atendendo à necessidade de envolvimento de toda a população no tremendo esforço que lhes era exigido.
Variáveis constantes eram os apelos à cooperação voluntária, à poupança, reutilização e consumo racionais.

Novembro, 03, 2018
Tradução e adaptação
Maria M. Abreu

Frédéric Bastiat, conceito de Estado

 



Depois de tudo o que, nestes últimos anos tenho vivido, sentido, visto e ouvido, é grande a tentação para abandonar as utopias e abraçar esta filosofia. 
Um governo que pauta as suas políticas apenas e só em nome dos mais desfavorecidos, complacente com os mais poderosos e tirano para os remediados não pode, de modo algum, contribuir para o desenvolvimento de seja que país for.
Sufocados pela carga fiscal, esmagados pela ditadura daqueles que sabem não poder aspirar a assumir, em plenitude, as rédeas de uma governação é dificil aceitar e, sobretudo, aceitar que estejamos a trabalhar ad-eternum, apenas e exclusivamente, para pagar os impostos que, de forma aleatória, nos são cobrados.
Castigar a iniciativa privada é matar a criatividade e privar um povo e um país de evoluir, dando o melhor de si mesmos.
(Janeiro,16, 2022)

As utopias foram já abandonadas e abraçada a filosofia.
Agora, todos falam no mesmo ...
Temos que convir que há limites para a total ausência de perspicácia, traduzida em inabilidade política, no que diz respeito à seleção e condução de estratégias conducentes à criação da riqueza necessária ao desenvolvimento e progresso de qualquer sociedade.
As medidas meramente paliativas não passam disso mesmo: são, apenase só, paliativas!!!