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Four Vagabonds, Rosie the Riveter


 

"All the day long, whether rain or shine,
she is a part of the assembly line,
she is making history,
working for victory ..."

Um tributo a Rosie the Riveter, símbolo de todas as mulheres Americanas que, na retaguarda, e ocupando muitos dos postos de trabalho deixados livres pelos homens que partiram para a linha da frente, contribuíram com o seu enorme esforço e trabalho para a victória das forças aliadas, durante a II Guerra Mundial.

Rosie the Riveter, o ícone Feminino da II Guerra Mundial

 
"Durante os tempos difíceis vividos, na época, coube às mulheres a árdua tarefa de substituírem os homens nos diferentes sectores produtivos da nação, integrando linhas de montagem, não só em fábricas e estaleiros como nas quintas, sector militar e outros, tradicionalmente associados ao género masculino.
Encarando a situação como transitória (sacrifício/esforço de guerra), encontraram forma de a compatibilizar com os seus papeis tradicionais (esposas e mães de família), entendidos como valores sociais a preservar."
Samantha Warren

Tradução e adaptação
Maria M. Abreu

Combater o Frio à moda antiga

 
 Com o Inverno a chegar, o frio a anunciar-se e, entretanto, as contas de luz e gás a subir de forma galopante senti que, aqui em casa, tinha de fazer algo no sentido de nos ajudar a manter quentinhos e confortáveis (como gostamos!) reduzindo, na medida do possível, o tradicional recurso aos aparelhos eléctricos.

 Lembrei-me, então, que uma das minhas muito queridas avós, apesar do recurso à lareira acesa e às mesas de braseira (de consumo diminuto, ao tempo), tinha por hábito usar uma mantinha nas pernas, complementada com um saco de água quente o qual, de vez em quando, se voltava a encher, de forma a manter uma temperatura agradável por longo tempo. Vai daí, fui ao baú das mantas, retirei uma para cada um dos membros da família e restou-me complementar a estratégia com a aquisição de mais uma ou duas botijas.

 Entretanto, tive a preocupação de me informar de outras sugestões que viessem ao encontro deste meu firme propósito de poupança de energia em casa.
Deparei com estas que, aparentemente, têm alguma lógica: 

. abrir as persianas durante o dia e fechá-las ao cair da noite;
. manter as portas fechadas; colocar tapetes nas zonas onde se passa mais tempo (secretária, sofá) ;
. colocar mantas no sofá, cama e cadeirões, mesmo que seja uma pequena, num só braço;
. colocar cortinados grossos.

 Estou convencida de que, desta forma e com o recuperador de calor a trabalhar, de vez em quando, faremos uma festa, claramente, mas dentro da frugalidade que se impõe.

Ilustr. Lucy Almey Bird

Esforços de Guerra X: Combate ao desperdício

As ilações que podemos tirar e, sobretudo, as lições que devemos aprender...

Esforços de Guerra - Propaganda

Apelo à compra, confecção e consumo alimentar racionais


1. compre com um propósito 
2. cozinhe com cuidado
3. consuma menos trigo e carne
4. compre produtos locais
5. sirva apenas o suficiente
6. guarde as sobras

Não as desperdice!!!
Ilustr. Google

Esforços de Guerra IX: Limitações ao Consumo de Combustíveis

 Como manter o aquecimento com menos combustível, durante o próximo Inverno


Esforços de guerra - Propaganda - Redução consumo combustível
* Isole paredes e tectos

* Calafete as janelas e tape/repare as fendas

* Encomende, antecipadamente, faixas protectoras de tempestades.

*Verifique o funcionamento da sua lareira de forma a garantir uma queima eficiente

 AJA DE IMEDIATO ... ENQUANTO OS HOMENS E OS MATERIAIS ESTÃO DISPONÍVEIS

 Mudam-se os tempos, as circunstâncias e as vontades, mas não a necessidade de prevenção, precaução e cuidados a ter para garantir a satisfação das necessidades básicas, com o conforto possível.
 Sempre me incomodou e cada vez mais me revolta a total ausência de uma cultura de prevenção na sociedade Portuguesa em geral e na classe política, em particular ... pois caberia a esta, não só a obrigação e o papel de zelar pela proteção e bem-estar dos seus concidadãos como, simultaneamente, exercer uma pedagogia, tão fundamental quanto necessária, tendente a inculcar nestes estas preocupações e valores.
Ilustr. Google

Esforços de Guerra VIII: Apelo a consumos alternativos

«The time for extracting a lesson from History is ever at hand for those who are wise. »

POUPEM a CARNE para os nossos Soldados e Aliados

WW2 - Save the Meat Propaganda
 E é esta cultura que decorre da necessidade de união de esforços conjuntos exigidos a todo um povo, no decurso da sua História, que faz dos EUA um país com um apuradíssimo (e invejável) sentimento patriótico. Muito para além das naturais e salutares divergências ideológicas impõem-se, em cada momento específico, o sentido de pertença e a necessidade de participação/colaboração nos mais elevados desígnios da nação.
Ilustr. Google

Esforços de Guerra VII: Reciclagem da Roupa


Make, do and Mend Propaganda
MAKE - DO and MEND

CORTA - COSE e REMENDA


As lições de um Passado não muito distante!!!

Durante a II Guerra Mundial e na sequência das dificuldades e restrições já aqui abordadas, as pessoas eram encorajadas a fazer/confeccionar e remendar as suas próprias roupas, atendendo ao facto de tudo ser racionado e de haver uma tremenda necessidade de contenção de gastos.

Composição, tradução e adaptação: Maria M. Abreu
Ilustr. Google

Esforços de Guerra VI: Restrições impostas à População Civil

 Apelo à substituição da farinha de trigo pela de milho


Propaganda apelando ao consumo farinha milho

As ilações que podemos tirar e, sobretudo, as lições que devemos aprender

 Numa fase em que a produção interna tinha como principais destinatários, não só o aprovisionamento das suas tropas em combate como, também, o mercado externo constituído pelos países aliados europeus*, foram muito significativas as restrições impostas à população civil no acesso aos principais géneros alimentícios (trigo, carne, açúcar e gorduras).

A necessidade de apelar à colaboração do povo Americano no esforço de guerra, através de diversas medidas conjuntas de suporte e apoio, propondo e divulgando alternativas ao consumo dos produtos em falta - numa época em que ainda não existia televisão e as emissões radiofónicas não eram acessíveis a todos - deu origem a um proliferar de cartazes de propaganda cujas palavras e imagens persuasivas apelavam à união de esforços, patriotismo e resistência, tendo como meta final a vitória sobre as forças inimigas.

Tradução e Adaptação
Maria M. Abreu
Ilustr. Google

Esforços de Guerra V: Mobilização para a Produção Nacional

 "Posters criados pela United States Crop Corps com o objectivo de recrutar jovens para os trabalhos agrícolas durante a II Guerra Mundial.

A convocação de grande parte da população do sexo masculino para o serviço militar gerou uma escassez de mão-de-obra na agricultura e a consequente necessidade de encontrar voluntários que trabalhassem nos campos, entre os mais jovens."

Propaganda/Posters mobilização trabalho na agricultura

Agriculture - World WarII (1939-1945) -War work

De interesse histórico, estes posters/slogans revelam-nos o esforço de toda uma Nação em luta pela necessidade de manter o seu país a produzir apesar da escassez de mão-de-obra motivada pelo recrutamento, em massa, dos seus homens para cenários de guerra.

Em tempo de guerra/crise, é preciso arregaçar as mangas e ir à luta.

Na ausência de organismos empenhados e/ou com capacidade para mobilizar as populações teremos de ser nós, individualmente ou em grupo, a procurar os meios através dos quais possamos fazer face à carestia de vida que a todos pode atingir.

Composição, tradução e adaptação
Maria M. Abreu
Ilustr.Google

Esforços de Guerra IV: o papel desempenhado pelos "Victory Gardens"

 As ilações que podemos tirar e, sobretudo, as lições que devemos aprender !!!

Atendendo ao facto de a maior parte de nós, Portugueses, não determos este tipo de informações, e porque considero serem importantes enquanto estratégias a conhecer e a aprofundar - sobretudo quando passámos, já, por tempos difíceis em que a fome bateu à porta de muitos, entendi ser meu dever cívico partilhá-las, tanto mais que faz hoje anos que começou a II Guerra Mundial

Os Victory gardens foram um, de entre os vários mecanismos modeladores de uma cultura de solidariedade, virados para a defesa e preservação de sociedades a braços com graves dificuldades, ao tempo.

Victory Gardens Propaganda - Esforço de guerra
«Os Victory gardens, também designados "war gardens" ou "food gardens for defense", eram jardins onde se plantavam legumes, fruta e ervas aromáticas em residências privadas e parques públicos, não só nos EUA como, também, no Reino Unido, Canadá e Alemanha durante as I e II Guerras Mundiais. Tinham como objectivo reduzir o peso no fornecimento de alimentos ao público, na sequência do esforço de guerra.
A acrescentar ao contributo indirecto na participação deste mesmo esforço, estes jardins eram também considerados um "reforço moral" civil — através desta iniciativa os produtores sentiam-se compensados, não só pela sua contribuição em termos de trabalho produzido como, também, pelos produtos dele resultantes.
Os victory gardens tornaram-se parte da vida quotidiana na frente nacional.» Wikipedia

"Grow your own vegetables" Propaganda
"Pretendia-se, por parte dos organismos governamentais, que cada cidadão e/ou família providenciasse a produção das suas próprias frutas e legumes.
Responderam ao apelo cerca de 20 milhões de Americanos.
 Em nome de valores patrióticos plantaram jardins/hortas nas traseiras de suas casas, em terrenos disponíveis e até mesmo nos terraços de prédios urbanos.
Os vizinhos repartiam os recursos entre si plantando diferentes tipos de alimentos e formando cooperativas. 
Simultaneamente, as famílias foram encorajadas a conservar/enlatar os produtos que sobejavam para uso próprio, de forma a salvaguardar o fornecimento dos enlatados comerciais para o consumo das forças militares."
Living History Farm
Setembro 2,  2018
Ilustr. Propaganda art for WWII Victory Gardens
Library of Congress
Tradução e adaptação: Maria M. Abreu

Esforços de Guerra III : restrição e aprovisionamento alimentos destinados às tropas em combate

"What experience and history teach is this: 
that people and governments never have learned anything from history or acted on the principles deduced from it."

"Food will win the war" WWI slogan

"FOOD WILL WIN THE WAR"


Quando os EUA entraram na guerra em Abril de 1917, o Presidente Wilson nomeou Hoover para a chefia da US Food Administration.
Este, acreditando firmemente que a política de restrição e aprovisionamento dos alimentos conduziria a uma vitória dos EUA e aliados contra o inimigo, criou o slogan "Food will win the War", difundindo-o por todo o país.
Foi dele também a ideia de persuadir a população a evitar o consumo de alguns bens alimentares específicos em determinados dias da semana *(meatless Mondays, wheatless Wednesdays), com o objectivo de os reservar para as tropas em combate.
Em alternativa e, quando em dúvida, aconselhava ao consumo de batatas.

Tradução e adaptação: Maria M.Abreu
Ilustr. Google

Esforços de Guerra II: racionamento do consumo de Alimentos

 "History is philosophy learned from examples."


"Durante a I Guerra Mundial, a FDA (EUA) instigava as famílias a reduzir o consumo dos principais alimentos estratégicos, com a finalidade de contribuírem para um esforço conjunto de guerra.
A preservação dos alimentos tinha como objectivo não só a manutenção das tropas dos EUA como, também, o abastecimento das populações de alguns países europeus cujos circuitos de produção e distribuição foram interrompidos pela guerra.
Com o objectivo de encorajar o racionamento voluntário, por parte da população, a FDA criou o slogan "Food Will Win the War" - "Os alimentos ajudar-nos-ão a vencer a guerra" e criou os conceitos "Segunda-Feira sem carne"* e "Quarta-Feira sem trigo" para fazer lembrar aos Americanos a necessidade de reduzir o consumo destes produtos."
Para além da publicidade, este organismo providenciou uma ampla variedade de materiais, desde panfletos informativos a livros de receitas e menus adequados às circunstâncias.

Novembro, 04, 2018
Tradução e adaptação: Maria M. Abreu

Esforços de Guerra I: a escassez e o racionamento de Recursos

 No ano e mês em que se comemora o centenário do Armístício (I Guerra Mundial,11 Nov.1918) entendi fazer todo o sentido introduzir, neste blogue, uma temática que muito me apaixonou a partir do momento em que a ela tive acesso e sobre ela me debrucei: as diferentes medidas de carácter socio-económico tomadas em alguns dos países intervenientes (EUA e Reino Unido), tanto na I como na II Guerras Mundiais.
Estas tinham como objectivo racionalizar as respectivas economias nacionais e libertar recursos para o tremendo esforço de guerra em que estavam envolvidos.

"History is a guide to navigation in perilous times.
History is who we are and why we are the way we are."

"Apesar de os EUA terem estado envolvidos na I Guerra Mundial por, apenas, 19 meses (de Abril de 1917 a Novembro de 1918) foi extraordinária a mobilização da sua economia.
Mais de quatro milhões de Americanos serviram nas forças armadas e a economia dos EUA transformou-se numa vasta reserva de provisões de matérias-primas e munições."
A dimensão do exército e consequente necessidade de encontrar os meios de financiamento da guerra, traduziram-se na implementação de medidas politico-económicas de extremo rigor, por parte do governo Americano, ao tempo.
Ao assumir o controle da economia e legislando em conformidade o governo criou, entre outras medidas, uma ampla variedade de organismos destinados a implementar e supervisionar políticas específicas em áreas tão diversas como a da agricultura/alimentação, gestão de combustíveis, de transportes ferroviários, etc.
A propaganda foi um dos veículos utilizados para fazer passar as principais mensagens no país, atendendo à necessidade de envolvimento de toda a população no tremendo esforço que lhes era exigido.
Variáveis constantes eram os apelos à cooperação voluntária, à poupança, reutilização e consumo racionais.

Novembro, 03, 2018
Tradução e adaptação
Maria M. Abreu
Ilustr.Google

Frédéric Bastiat, conceito de Estado

 



Depois de tudo o que, nestes últimos anos tenho vivido, sentido, visto e ouvido, é grande a tentação para abandonar as utopias e abraçar esta filosofia. 
Um governo que pauta as suas políticas apenas e só em nome dos mais desfavorecidos, complacente com os mais poderosos e tirano para os remediados não pode, de modo algum, contribuir para o desenvolvimento de seja que país for.
Sufocados pela carga fiscal, esmagados pela ditadura daqueles que sabem não poder aspirar a assumir, em plenitude, as rédeas de uma governação é dificil aceitar e, sobretudo, aceitar que estejamos a trabalhar ad-eternum, apenas e exclusivamente, para pagar os impostos que, de forma aleatória, nos são cobrados.
Castigar a iniciativa privada é matar a criatividade e privar um povo e um país de evoluir, dando o melhor de si mesmos.
(Janeiro,16, 2022)

As utopias foram já abandonadas e abraçada a filosofia.
Agora, todos falam no mesmo ...
Temos que convir que há limites para a total ausência de perspicácia, traduzida em inabilidade política, no que diz respeito à seleção e condução de estratégias conducentes à criação da riqueza necessária ao desenvolvimento e progresso de qualquer sociedade.
As medidas meramente paliativas não passam disso mesmo: são, apenase só, paliativas!!!
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