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Concelho de Oeiras, Construção versus Reabilitação Urbana

 « De acordo com as estratégias habitacionais europeias e nacionais mais recentes, ”a reutilização e renovação do edificado existente são prioridades centrais para mitigar a crise habitacional sem recorrer exclusivamente à construção de raiz, promovendo a sustentabilidade urbana e a coesão social.” ».


Dr. Isaltino Morais - cartaz eleitoral
"Isaltino Morais considera que a crise da habitação é atualmente o problema social mais grave do País e defende que os municípios devem assumir um papel central na procura de soluções. O presidente da Câmara de Oeiras deixou mesmo um aviso sobre as consequências que a falta de casas a preços comportáveis poderá provocar no futuro."

Há alguns dias atrás fiz um comentário (o 1º) tipo "sugestão"/desabafo, num Reel (15 Outubro às 18:31) postado pelo Sr. Dr. Isaltino Morais, na sua página pessoal do FB.
No dia seguinte, depois de muitos outros comentários (mais de 200) e de uma paciente busca até aos primeiros, verifiquei que o meu post tinha sido discreta e convenientemente apagado.
Como tenho sempre acesso às minhas intervenções/comentários e porque acho que merecia uma resposta aqui vai, na íntegra, a cópia do comentário postado:

« Senhor Presidente
Costumo segui-lo com alguma curiosidade, entre outras razões porque, para além de obra feita, o senhor tem imprimido um dinamismo muito pouco habitual na autarquia à frente da qual se encontra, contrariamente ao que se passa na maioria das outras autarquias por todo o país.
Ouvi-o ontem, em entrevista, e acabei de o ouvir agora mesmo e lamento, profundamente, que o senhor centre a sua atenção e publicite, apenas, as construções novas que estão em execução, mas não refira nunca, outras alternativas, não só viáveis como muito interessantes, que não só precisam, como deveriam ser tomadas em consideração, atendendo à escassez de habitação (não só para famílias como para estudantes/residências universitárias) que afecta o país inteiro e, nomeadamente, o distrito de Lisboa e o concelho a que preside...
(...) Fala-lhe uma mãe que (desconhecendo a realidade!), quis resolver o doloroso problema habitacional da sua filha na zona de Algés, através da compra de um apartamento, aparentemente interessante mas  "mal renovado", a um preço que era comportável para as suas possibilidades.
Muito obrigada pela sua atenção. »
O que se segue, também postado, vai agora apresentado de uma outra forma, mais completo e de acordo com a mensagem que pretendo transmitir

Quinta do Cedro - Av. Ivens
- Bairro Clemente Vicente -

Antigo bairro operário localizado junto à marginal (Av. Ivens), uma zona nobre do concelho de Oeiras, junto à Quinta dos Cedros.
Integrado, em 2024, na Área de Reabilitação Urbana (ARU) sistemática do Dafundo — um plano com um prazo de execução de 15 anos, que identifica 14 operações urbanísticas na zona (26,39 hectares, dividida em zona baixa, encosta e alta).
“Através do recurso à IA, o bairro tem finalmente um instrumento legal-financeiro (a ARU) que pode desbloquear o impasse dos custos, mas não há prova pública clara de execução física das obras nos edifícios em si até à data mais recente...”

Ora, atendendo à sua localização estratégica - ( proximidade de instituições universitárias, centros de investigação de renome internacional, Instituto Espanhol ), com facílimo acesso à vasta quantidade  de praias que se seguem na linha e dotado de um bom serviço de transportes públicos (comboio, autocarros e eléctrico) e de toda uma panóplia de serviços e equipamentos sociais e desportivos (Jamor) - diz-me a intuição e o bom senso, desprovidos de qualquer tipo de interesses especulativos, que a reabilitação deste bairro seria uma aposta estratégica que a todos beneficiaria contribuindo, também, para a alteração gradual do tecido social existente.

Marginal - Av. Ivens

A título de conclusão, exemplifico com uma realidade que conheço, em Londres, junto a Tower Bridge tendo em consideração os diferentes contextos e realidades.
Existem, no entanto, três factores comuns: a sua proximidade do rio, as actividades económicas que estiveram na sua génese e o nível de degradação que esteve na origem do projecto de reabilitação,em Londres (apartamentos luxuosos) e aquele em que se encontra o Bairro Clemente Vicente, no concelho de Oeiras.


Shad Thames
Fontes: Google e IA
Ilustr. Maria M. Abreu

Eduardo Galeano, Medo de viver


 
Eduardo Galeano (03.09.1940 - 13.04.2015)
Legendado em Português

 Um verdadeiro "compêndio" de verdades inconvenientes, que não só se vão perpetuando no tempo (de uma confrangedora actualidade!), como têm vindo a assumir contornos de uma cada vez mais perversa e despudorada normalização.

Era Donald Trump, quando o insólito acontece

 Trump(ices), os factos em imagens XIII - estranha forma de exercício presidencial!...

O que Donald Trump semeou, em termos globais
Lista de prioridades políticas de Trump (sátira)
FB cartoons
 Ao longo dos anos, e até este segundo mandato de Donald J. Trump como Presidente da maior potência mundial, sempre me questionei como teria sido possível a ascensão, poder, expansão ideológica e respetivas atrocidades cometidas por um fenómeno como Adolf Hitler, na Alemanha.
Não compreendia o processo que o levou a manipular e arrastar multidões e a rodear-se de tantos "acólitos".
Questionava-me sobre como foi possível que tamanha distorção da realidade (ao tempo) tivesse sido, não só aceite e interiorizada, como acerrimamente defendida e estruturalmente implementada ao ponto de conduzir a uma guerra mundial...

Encontrei, finalmente, a resposta em Donald J. Trump *, no seu comportamento dentro e fora de fronteiras, na sua forma de ser, estar, na desfaçatez com que a todos destrata (a quem o contraria), na forma como gere e interfere nas relações internacionais e no proveito que delas tira, tanto em benefício próprio como do "clã" familiar.
Um rol infindável de desrespeito e atropelos da lei, tratados e quejandos.
Mas o que mais me preocupa, mesmo revolta é, salvo raras excepções, a subserviência, a contemporização, a condescendência e, pasme-se, a bajulação de que é alvo por parte de com quem com ele negoceia e interage, sejam eles representantes de Nações, Instituições e Organizações, tanto a nível nacional como internacional!...

"In the End, we will remember not the words of our enemies, but the silence of our friends." 
Martin Luther King (atribuição)

Donald Trump e Vladimir Putin: A nova e sofisticada face da pirataria no séc. XXI *

 Fico estupefacta com o facto de se não identificar, enquanto tal, abominar e combater, tanto as ameaças como a perpetração de verdadeiros actos de "pirataria" lá onde, presumivelmente latentes, estão presentes as principais características associadas a esta actividade: 
o saque e a pilhagem, com o objectivo de obter e aumentar riquezas e poder.

 Com contornos diferentes daqueles que a caracterizaram nos séculos XVII e XVIII (em termos de época e de contextos), somos confrontados com este fenómeno cuja novidade, para além de ocorrer num diferente contexto paradigmático, se traduz no tipo de protagonistas que a ela recorrem:
a pirataria deixou de ser levada a cabo por marginais e homens que lutavam e tentavam a sorte, arriscando as próprias vidas, em busca de um enriquecimento que pudesse ser tão rápido quanto substancial, para se transformar num processo ilegítimo de expansão territorial (de acordo com o Direito Internacional), monopolista, que visa a apropriação e exploração de bens e recursos naturais de países terceiros, estrutural e financeiramente débeis e muito dependentes da ajuda externa. 

 Quanto aos novos protagonistas, longe de serem homens comuns, marginais e marginalizados, ergue-se uma "casta" constituída por uma mão cheia de "chefes de estado" com comportamentos desviantes (transtornos de personalidade?), pendor autoritário, dotados de uma total ausência de empatia e de uma desmedida insaciabilidade.
 Escudados pelo cargo que ocupam, a coberto da imunidade que lhes é conferida, sob o pretexto de defenderem o superior interesse das nações que é suposto representarem e usando e abusando das respetivas forças armadas e correspondente erário público não servem o estado, servem-se dele.

 Para esta nova "casta", a noção de serviço público e filosofia que lhe está subjacente não faz qualquer sentido, os limites do Poder que lhes é atribuído, também não, melhorar as condições de saúde e o nível de vida da maioria que os elegeu - para quê, se já contribuíram com o seu voto (nos casos em que ainda existem processos eleitorais) - resta-lhes utilizar o cargo enquanto plataforma por excelência, para promover negócios e facilitar transações comerciais em benefício próprio e com o objectivo de consolidar e alargar o âmbito do seu património pessoal e familiar. 

Era Donald Trump, Memorando de entendimento EUA - Irão

  Trump(ices), os factos em imagens XII - Assinatura Memorando de entendimento
Versailles (17.06.2026)
Fonte: Facebook

Indigência política


Cartazes do Chega - composição
 Por mais pragmático que se seja, perante esta pequeníssima amostra de indigência política, é difícil aceitar que o actual governo, oriundo de um partido de matriz social-democrata, permita ser manipulado por alguém tão desestabilizador e desprezível - falam os comportamentos presentes e passados, os discursos subliminares de apelo ao ódio e à violência, os gritos, as atitudes, a falta de educação e de sentido de Estado, entre outros! -  como André Ventura, a personificação do Chega.
 Espero que a AD e o Sr. Primeiro-Ministro, Dr. Luís Montenegro, respeitem e tenham em consideração a vontade e a mensagem de todos aqueles que, tendo-se pronunciado a seu favor, contribuíram para a sua eleição.
 Espero que não desperdicem o capital de confiança de que são detentores porque, se o fizerem, penso que o PSD português deixará de ter razão de existir.
 Sei que tem sido difícil, desgastante, mesmo espinhosa, a tarefa de estarem dependentes da cooperação (ou falta da mesma) dos restantes partidos no Parlamento para obter a aprovação do seu programa, uma vez que não têm uma maioria parlamentar.
 Quanto ao PS, partido do "arco da governação", tem mantido uma postura lamentável, de constante boicote e total falta bom senso, visão estratégica e compreensão do que tem estado e está em jogo.
 Falta, infelizmente, à sua actual direcção a inteligência, a experiência, a sagacidade e essa ímpar, nacional e internacionalmente reconhecida, capacidade de negociação do Dr. António Costa!!!
Mas, apesar de todas estas dificuldades, nem tudo vale.
 Ou fazem a diferença, enfrentando a "besta" e resistindo, não só à irresponsabilidade (não é governo!), como ao populismo discriminatório e vacuidade das propostas e contra-propostas apresentadas  - de cariz redutor, provinciano e meramente doméstico - ou esfumar-se-ão na espuma dos dias, das cedências que forem fazendo e nas respetivas  consequências.
 Que haja bom senso no Parlamento e, se possível, alguma réstea de carácter!
Ilustr. Google

Richard Gere, desarmar a ditadura


Sobre Donald Trump:
"Estamos a viver o período mais negro que já presenciei neste planeta.
Quem diria que a América se poderia tornar assim?
Quem diria que um maníaco como este viria a ser Presidente dos EUA e que destruísse todas as coisas boas (...) desde o primeiro dia que ele destruiu quase tudo o que era positivo no governo e povo americanos.
Como foi possível? Porque estávamos a dormir, não nos importámos, não votámos, não prestámos atenção ... claro que não votei nele, mas não desenvolvi esforços no sentido de, habilmente, convencer aqueles que me rodeavam de que era uma loucura eleger esta pessoa para Presidente dos EUA.
Todos somos responsáveis por esta situação, mas é espantoso como tão rapidamente, no espaço de algumas semanas, ele desmantelou os EUA
."

Com o objectivo de exemplificar o que se está a passar nos EUA, referiu-se a Dachau (campo de concentração próximo de Munique) e ao espaço de 45 anos que mediou as suas duas visitas ao memorial, chamando à atenção para o facto de ter havido uma alteração profunda, em termos de exposição e apresentação do mesmo.
Assim, de mera exposição de objectos, artefactos e restos humanos evoluiu no sentido de mostrar o processo de transformação do governo e sociedade alemães desde meados dos anos 30 do século passado (1930s) e de como, muito rapidamente, pessoas boas se transformaram em monstros.

Conclui apelando à necessidade de todos estarmos alerta, de sermos vigilantes e de estarmos atentos aos sinais que vão sendo dados, de forma a que o mundo não nos seja rapidamente tirado pela "ditadura dos monstros".
Trad. Maria M. Abreu

Era Donald Trump, Adulação como estratégia de negociação

Trump(ices), os factos em imagens IX - Adulação

Quando os fins justificam os meios!...
A adulação como estratégia de negociação: o segredo de polichinelo.
Humor Facebook

Era Donald Trump, Como negociar

Trump(ices), os factos em imagens VIII - Como negociar 

Bebendo do seu próprio veneno, ministrado por inimigos tão sábios como aplicados e inteligentes. 

Humor Facebook

Era Donald Trump, Tragédia!

Trump(ices), os factos em imagens III -Tragédia!

Quando dois países, cujos respetivos governantes se encontram a contas com a Justiça, acobertados pelo cargo que ocupam e, em nome dos seus interesses pessoais, se concertaram para destruir uma civilização milenar e estão a levar ao colapso da ordem internacional baseada em regras e no respeito pelas mesmas ...
... Não, a tragédia é dos EUA e do povo Americano por terem eleito, para Presidente da República, alguém tão inapto e inconveniente como Donald Trump mas, mais trágica ainda é a dimensão global resultante das suas tresloucadas decisões de política internacional...
A tragédia é de uma dimensão global!!!

Uma Real lição do conceito de Democracia

«(...)A king sounding more committed to democratic restraint than the party that claims to protect it. No shouting, no chaos, just a single line that cut through everything...
...Trump’s entire political identity is built on projecting dominance and control. But in this moment, he’s reduced to reacting while a global figure redefines the conversation without even engaging him directly.
Trump pushes power.
Republicans fold.
A monarch outclasses them all.
This wasn’t loud. It didn’t need to be. The quiet precision made the embarrassment unavoidable, exposing exactly who respects limits and who is desperate to erase them...»

Mark Carney, a fractura da ordem mundial

 Que discurso magistral!!!
 Que grande lição, repleta de sabedoria, inteligência, experiência e bom senso, dirigida à minoria de "poderosos" que, a coberto dos lugares que ocupam no panorama político mundial, da impunidade de que gozam e do dinheiro que, descaradamente, vão acumulando, aspira a governar o mundo e os seus povos sem respeito pela sua soberania, cultura e vontade! 

Algarve, eleições Março 2024

 
O Algarve está de parabéns por ter contribuído para que o país, ao tornar-se dificilmente governável, venha a constituir um óbice à atração de hipotéticos investidores.

Uma região que - pelas suas crónicas e enormes deficiências estruturais, não só a nível de infraestruturas básicas como de escassez de massa crítica - tanto precisa de estabilidade para atrair investimentos produtivos, acabou por dar "um tiro no próprio pé" através da total e triste ausência de pensamento estratégico por parte de quem nela vive e trabalha.

A insatisfação e o descontentamento gerais não podem servir de justificação e de desculpa para os resultados obtidos; mas a arrogância, aquela que deriva da ignorância atrevida, essa sim, essa desempenhou o seu papel na perfeição.

Tiveram, nas suas mãos, não só a arma e as munições de que precisavam como, também, um variado leque de opções, mas tudo desprezaram optando, maioritariamente, pela via que mais os penalizará.
Foi obra!

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