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Jean-François Braunstein, La religion woke (Entrevista)

 

" Uma onda de loucura e intolerância está a varrer o mundo ocidental.
Com origem nas universidades americanas, a religião woke está a varrer tudo à sua passagem: universidades, escolas, empresas, meios de comunicação social e cultura.
Esta religião, propagandeia, em nome da luta contra a discriminação, dogmas no mínimo inauditos:
A teoria de género professa que o sexo e o corpo não existem e que a consciência é que importa.
A teoria crítica da raça afirma que todos os brancos são racistas, mas que nenhuma pessoa racializada o é.
A epistemologia do ponto de vista defende que todo o conhecimento é situado e que não existe ciência objectiva, nem mesmo as ciências exactas.

O objectivo dos wokes é desconstruir todo o património cultural e científico e pôr-se a postos para a instauração de uma ditadura em nome do bem e da justiça social...."

Olivier Clerc, A rã que não sabia estava a ser cozinhada

 
Da alegoria da Caverna de Platão para Matrix, passando pelas fábulas de La Fontaine, o idioma simbólico é um meio privilegiado para induzir à reflexão e transmitir algumas ideias.

Olivier Clerc (escritor e filósofo), recorrendo à metáfora, nesta sua breve história, põe em evidência as funestas consequências de não termos consciência de que estamos a ser alvo de mudanças, que afectam não só a evolução social e o ambiente como, também, a nossa saúde e as nossas relações sociais e de convivência.

"Imagine uma panela cheia de água fria, na qual nada tranquilamente uma pequena rã. Um pequeno fogo debaixo da panela e a água aquece muito lentamente.
A pouco e pouco, lentamente, a água fica morna e a rã, achando isso bastante agradável, contínua a nadar.
A temperatura da água continua a subir ...
A água fica mais quente do que a rã gostaria. Começa a sentir-se um pouco cansada mas, não obstante, isso não a amedronta.
Entretanto a água está realmente quente e a rã começa a achar desagradável, mas está muito debilitada. Então aguenta e não faz nada ...
A temperatura contínua a subir até que a rã acaba, simplesmente, morta e cozida.
Se a mesma rã tivesse sido lançada directamente na água a 50graus, com um golpe de pernas teria saltado imediatamente da panela."

Isto mostra que, quando uma mudança acontece de um modo suficientemente lento, escapa à consciência e não desperta, na maior parte dos casos, nenhuma reacção, nem um pouco de oposição ou alguma revolta.
Se nós olharmos para o que tem acontecido na nossa sociedade durante as últimas décadas poderemos ver que estamos a sofrer uma lenta mudança na vida à qual nos vamos acostumando.
Uma quantidade de coisas que nos teriam feito horrorizar há 20, 30 ou 40 anos, foram a pouco e pouco banalizadas e hoje apenas perturbam levemente ou até deixam completamente indiferentes a maior parte das pessoas.
Em nome do progresso, da ciência e do lucro são efectuados ataques contínuos às liberdades individuais, à dignidade, à integridade da natureza, à beleza e à alegria de viver. 
Lenta, mas inexoravelmente, com a constante cumplicidade das vítimas, desavisadas e agora incapazes de se defenderem.
As previsões para o futuro, em vez de despertarem reacções e medidas preventivas, não fazem outra coisa que não seja preparar psicologicamente as pessoas para aceitarem algumas condições de vida decadentes, aliás dramáticas.
O martelar contínuo de informações dos média satura os cérebros que não podem distinguir mais as coisas ...
Quando eu falei pela primeira vez destas coisas, era para um amanhã...
Agora, é para hoje!!!
Conscientes ou cozinhados, precisamos de escolher!

Sendo assim, se você não estiver como a rã, já meio cozido, dê um golpe de pernas, antes que seja muito tarde...

Remembrance Day, em defesa da preservação das memórias colectivas

 
Ilustr. Tumblr

Tenho uma enorme admiração pelas culturas e países que recordam e valorizam a sua História homenageando, simultâneamente, todos aqueles que, de forma altruísta, deram e perderam as suas vidas em nome das nações e dos valores que defendiam.

Um país, uma Nação sem referências, despojado de memórias colectivas, será sempre um país mais frágil e fragilizado, porque descaracterizado, desprovido daquilo que deveria constituir a sua espinha dorsal, a sua História.

Não existem comunidades sem história, sem Passado, com episódios mais ou menos épicos, mais ou menos glorificadores, mas que estiveram lá e estão na génese do que somos, hoje, do nível de desenvolvimento que alcançámos e das peculiares características que temos, enquanto povo com uma língua e identidade próprias.

E é esta função identitária e unificadora de todo o conjunto das nossas memórias e tradições colectivas, que deveria ser não só preservada como incentivada.

Alienar, alienar, alienar ...

 
Com o privilégio e a inevitável dor que lhe é associada, de ter tido uma formação orientada para a desconstrução do que nos é apresentado, nas diferentes "plataformas" da vida, considero ter uma certa imunidade a qualquer tipo de tentativas de manipulação de massas, venham elas de onde vierem, desde o sector político ao informático e mediático que acaba por ser um prolongamento de uma qualquer estratégia de dimensão política.

Tenho simultâneamente um horror, há muito interiorizado, à politica do "come e cala", tão dominante como assustadoramente imperceptível na sociedade em que vivemos.

Gostaria, entretanto, de conseguir o mesmo tipo de imunidade no que diz respeito às inúmeras e todas elas horrendas notícias sobre o estado das nações e do planeta, em geral, que invadem os nossos noticiários diários mas, infelizmente, não consigo ...

Pensar doi, reflectir mexe connosco, perturba-nos, obriga-nos a sair daquela confortável letargia em que nos vamos refugiando, de forma mais ou menos consciente.

Fico perturbada, irritada, nervosa, se não mesmo doente.

Não compreendo como se gastam milhões em missões para Marte, o planeta, e em projectos turísticos espaciais, quando habitamos um outro, a Terra, tão carente de atenção, tão desigual, tão cheio de contradições aceitando, com displicência, que milhões de seres como nós passem fome e sede e todo o tipo de privações só porque nasceram no lado errado do mundo, ou das sociedades ...

Como se condena veementemente o aborto (em nome do sacrossanto 5º Mandamento - "Não Matarás"... um ser em embrião, por mais embrionário que seja!) e se contemporiza e aceita todo o tipo de sofrimento e abusos que atingem as crianças que já nasceram e aqui estão à mercê de algumas das mais terríficas e inimagináveis aberrações ...

Como estruturadas organizações milenares e com supostas responsabilidades sociais e culturais como, por exemplo, a igreja católica, sob o argumento da protecção à Infância e respectiva formação em termos de valores morais, cristãos atenta, ela própria, contra os mesmos valores criando condições e ocultando as atrocidades e o permanente abuso de poder que a religião lhes tem conferido, acabando por  destruir corpos, almas e vidas ...

Como, em nome da auto-determinação dos povos e das nações, se permitem sistemáticas violações dos mais elementares direitos humanos ...

Como se fomentam e alimentam guerras em nome dos interesses económicos e estratégicos de uma minoria que aspira e tem vindo a conseguir dominar o mundo ...

E é isto e muito mais, desde as medidas, orientações, factos e fait divers da quase comezinha política nacional que a todos afecta, favorecendo uns quantos em detrimento de outros e a todos medindo pela mesma bitola - a da mediocridade -, ao sentimento de impotência e incapacidade de nos fazermos ouvir e de podermos mudar seja o que for, tanto em termos nacionais como internacionais ..., globais, que nos levam a fazer escolhas e a tomar opções drásticas em defesa de algo que, desvalorizado ao longo dos tempos começa a ser objecto de atenção e a adquirir a relevância que lhe é devida: a defesa e preservação da sanidade mental possível ...

Nem que para isso seja necessário alienar, alienar, alienar ...
Outubro, 13, 2021
Ilustr. FB

Entretanto, tudo piorou!
Vivemos num mundo conturbado, dominado por gravíssimos conflitos armados em que o derramamento de sangue é uma constante e milhares foram os que já morreram, vítimas inocentes de ambições desmedidas e de ferozes e descontrolados desejos de retaliação de uns quantos ...
Em alta estão o fabrico de armamentos e, cá e lá, por esse mundo fora, onde a paz ainda é uma "constante", os consultórios e gabinetes de psiquiatras e psicólogos não têm mãos a medir ...
Irónicamente, não são os directamente afectados, as verdadeiras vítimas, quem a eles recorre!...
Enfim, coexistimos num mundo às avessas, in a topsy-turvy world, como diriam aqueles que se expressam em Inglês.

Black Mirror, Nosedive

 

Cada vez mais dependentes das redes sociais e de tudo o que de negativo as mesmas comportam, as pessoas tendem a deixar-se seduzir pela necessidade que têm de se sentirem não só reconhecidas como aprovadas.

Esta necessidade leva-as a uma total sujeição aos termos impostos pelas mesmas (redes sociais) e que, neste caso, se traduzem em índices de popularidade que, numa escala de 0 a 5, obedecem a determinados critérios pré-estabelecidos.
Entretanto, pela sua volatilidade e falta de substância estes critérios acabam por se revelar não só muito discutíveis como, mesmo, de carácter duvidoso.

Estamos condenados a uma cada vez mais presente, ditatorial e invasiva vigilância tecnológica.
Simultaneamente, porque cada vez se lê menos e não há tempo nem vontade de cultivar, estimulando, a capacidade de reflexão individual, acabamos por ser mais vulneráveis e constituir alvos apetecíveis, de fácil manipulação por parte de quem, intencionalmente, explora e faz uso destas estudadas, alimentadas e reconhecidas fragilidades circunstanciais.

A fábula dos porcos assados

Um tratado sociológico sobre o "Sistema"

Uma das possíveis variações de uma velha história sobre a origem do assado é a seguinte:

« Certa vez, aconteceu um incêndio num bosque onde havia alguns porcos, que foram assados pelo fogo. Os homens, acostumados a comer carne crua, experimentaram e acharam deliciosa a carne assada. A partir dai, sempre que queriam comer porco assado, incendiavam um bosque...
Até que descobriram um novo método.

Mas o que quero contar é o que aconteceu quando tentaram mudar o SISTEMA para implantar um novo. Havia algum tempo que as coisas não corriam lá muito bem:

por vezes, os animais ficavam queimados demais ou, então, parcialmente crus.

O processo preocupava muito a todos porque, se o SISTEMA falhava, as perdas ocasionadas eram muito grandes - milhões eram os que se alimentavam de carne assada e também milhões os que se ocupavam com a tarefa de os assar. Portanto, o SISTEMA simplesmente não podia falhar.

Mas, curiosamente, quanto mais crescia a escala do processo, mais parecia falhar e maiores eram as perdas causadas.
Por causa das inúmeras deficiências, aumentavam as queixas.

Já era um clamor geral a necessidade de reformar profundamente o SISTEMA.

Congressos, seminários e conferências passaram a ser realizados anualmente para encontrar uma solução. Mas parece que não acertavam no aperfeiçoamento do mecanismo.
Assim, no ano seguinte, repetiam-se os congressos, seminários e conferências.

As causas do fracasso do SISTEMA, segundo os especialistas, eram atribuídas à indisciplina dos porcos (que não permaneciam onde deveriam), ou à inconstante natureza do fogo (tão difícil de controlar!), ou ainda às árvores (excessivamente verdes!), ou à humidade da terra, ou ao serviço de informações meteorológicas que não acertava o lugar, o momento e a quantidade das chuvas.

As causas eram, como se vê, difíceis de determinar - na verdade, o sistema para assar porcos era muito complexo.

Fora montada uma grande estrutura: maquinaria diversificada, indivíduos dedicados exclusivamente a acender o fogo - incendiadores, que eram também especializados (incendiadores da Zona Norte, da Zona Oeste, etc.; incendiadores nocturnos e diurnos - com especialização matutina e vespertina - incendiador de verão, de inverno etc).
Havia, também, especialistas em ventos - os anemotécnicos.
Havia um director-geral de assamento e alimentação assada, um director de técnicas ígneas (com seu Conselho Geral de Assessores), um administrador geral de reflorestação, uma comissão de treino profissional em Porcologia, um instituto superior de cultura e técnicas alimentícias (ISCUTA) e o bureau orientador de reformas igneoperativas.

Tinha sido projectada e encontrava-se em plena actividade a criação de bosques e selvas, de acordo com as mais recentes técnicas de implantação - utilizando-se regiões de baixa humidade e onde os ventos não soprariam mais do que três horas seguidas.

Eram milhões de pessoas a trabalhar na preparação dos bosques que, rapidamente, seriam incendiados.
Havia especialistas estrangeiros que estudavam a importação das melhores árvores e sementes, o fogo mais potente, etc.
Havia grandes instalações para manter os porcos antes do incêndio, além de mecanismos para os deixar sair, apenas, no momento oportuno.

Foram formados professores especializados na construção dessas instalações.
Pesquisadores trabalhavam para as universidades, para que os professores fossem especializados na construção das instalações para porcos.
Fundações apoiavam os pesquisadores que trabalhavam para as universidades que, por sua vez, preparavam os professores especializados na construção das instalações para porcos, etc.
As soluções que os congressos sugeriam eram, por exemplo, aplicar triangularmente o fogo depois de atingida determinada velocidade do vento, soltar os porcos 15 minutos antes que o incêndio médio da floresta atingisse 47 graus e posicionar ventiladores gigantes em direcção oposta à do vento, de forma a direccionar o fogo.
Não é preciso dizer que poucos especialistas estavam de acordo entre si, e que cada um baseava as suas ideias em dados e pesquisas específicos.

Um dia, um incendiador categoria AB/SODM-VCH (ou seja, um acendedor de bosques especializado em sudoeste diurno, matutino, com bacharelato em verão chuvoso), chamado João Bom-Senso, resolveu dizer que o problema era muito fácil de ser resolvido: bastava, primeiro, matar o porco escolhido, limpando e cortando adequadamente o animal, colocando-o então numa armação metálica sobre brasas, até que o efeito do calor - e não as chamas! - assasse a carne.

Tendo sido informado sobre as ideias do funcionário, o director-geral de assamento mandou-o chamar ao seu gabinete e, depois de o ouvir pacientemente, disse-lhe:
-"Tudo o que o senhor disse está muito bem, mas não funciona na prática.
O que faria o senhor, por exemplo, com os anemotécnicos, caso viéssemos a aplicar a sua teoria?
Onde seria utilizado todo o conhecimento dos acendedores de diversas especialidades?".
-"Não sei", disse João.
-"E os especialistas em sementes? Em árvores importadas? E os desenhadores de instalações para porcos, com as suas máquinas purificadoras automáticas de ar?"
-"Não sei".
-"E os anemotécnicos que levaram anos a especializar-se no exterior, e cuja formação custou tanto dinheiro ao país? Vou mandá-los limpar porquinhos? E os conferencistas e estudiosos que, ano após ano, têm trabalhado no Programa de Reforma e Melhoramentos? Que faço com eles, se a sua solução resolver tudo? Heim?".
-"Não sei", repetiu João, encabulado.
-"O senhor percebe, agora, que a sua ideia não vem ao encontro daquilo de que necessitamos? 
O senhor não vê que se tudo fosse tão simples, os nossos especialistas já teriam encontrado a solução há muito tempo atrás? 
O senhor, com certeza, compreende que eu não posso simplesmente convocar os anemotécnicos e dizer-lhes que tudo se resume a utilizar brasinhas, sem chamas!
O que espera o senhor que eu faça com os quilómetros e quilómetros de bosques já preparados, cujas árvores não dão frutos e nem têm folhas para dar sombra? Vamos, diga-me?".
-"Não sei, não, senhor".
Diga-me, o senhor não considera que sejam personalidades científicas do mais extraordinário valor os nossos três engenheiros em Porcopirotecnia?".
-"Sim, parece que sim"...
-"Pois então. O simples facto de possuirmos valiosos engenheiros em Porcopirotecnia indica que o nosso SISTEMA é muito bom. O que faria eu com indivíduos tão importantes para o país?"
-"Não sei".
-"Vê? O senhor tem que trazer soluções para certos problemas específicos - por exemplo, como melhorar as anemotécnicas actualmente utilizadas, como obter mais rapidamente acendedores de Oeste (a nossa maior carência!) ou como construir instalações para porcos com mais de sete andares.
Temos que melhorar o SISTEMA, e não transformá-lo radicalmente, entende?
Ao senhor, falta-lhe sensatez!".
-"Realmente, eu estou perplexo!", respondeu João.
-"Bem, agora que o senhor conhece as dimensões do problema, não saia por aí a dizer que pode resolver tudo. O problema é bem mais sério e complexo do que o senhor imagina.
Agora, entre nós, devo recomendar-lhe que não insista nessa sua ideia ... isso poderia trazer problemas para o senhor, no seu cargo. Não por mim, o senhor entende... Eu digo isto para o seu próprio bem, porque o compreendo, entendo perfeitamente a sua posição, mas o senhor sabe que pode encontrar outro superior menos compreensivo, não é?!...".
João Bom-Senso, coitado, não disse rigorosamente mais nada.
Sem se despedir, meio atordoado, meio assustado e de cabeça baixa saiu de fininho e nunca mais ninguém o viu.»

O texto original deste trabalho, em espanhol, circulou entre os alunos do curso de pós-graduação da Universidade de Piracicaba em 1981. A subtileza com que o autor satiriza um dos problemas dos nossos tempos fez com que imediatamente o texto chamasse a atenção de alunos e professores, convertendo-se em tema de conversas e debates.

Das Intemporais Estratégias de Manipulação de Massas

 


FB Ilustr.

As estratégias são múltiplas, diversas e visam diferentes objectivos.

De uma aterradora actualidade, quem as manipula (às massas) fá-lo deliberada e intencionalmente e, regra geral, não olha a meios para atingir os seus fins.

Quanto aos objectivos, permeiam as mais diferentes dimensões da vida social: tanto a política, como a económica, a religiosa e, mesmo, a cultural.

Eles são os ditadores, auto-proclamados dirigentes políticos, protegidos pelos diferentes ordenamentos jurídicos territoriais, cujo actual e mais conhecido expoente máximo, se centra na figura do Presidente Vladimir Putin.

São, também, os multimilionários empresários que não hesitam em "criar e alimentar necessidades artificiais", junto das populações, de forma a poderem manter e aumentar os seus obscenos impérios.

E os grupos religiosos radicais, ortodoxos, cujas crenças assentam em dogmas de uma ancestralidade milenar e que recorrem a todos os estratagemas, violência incluída, com o objectivo de tentar "colonizar" as mentes de quem se atreve a questionar.

E são, ainda, as minorias e os lobbies por elas criados que, a coberto da democracia e das sociedades democráticas em que se movimentam, mas com semelhantes tendências autoritárias, pretendem impôr um "pensamento único", um tipo de cultura a que, hoje em dia, se deliberou chamar de "políticamente correcto".

Em relação às massas, quanto mais ignaras, mais facilmente se deixam penetrar por uma qualquer ideologia que se apresente suficientemente sedutora para as convencer.

Quanto a mim, ser pensante e amante da liberdade de pensamento (de que não prescindo), qualquer uma destas formas de coerção é uma violência que deveria envergonhar a quem, descarada ou subtilmente, dela faz uso.