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Daniel’s Story, A Boy’s Life During the Holocaust

 «Esta é a história das experiências de uma família durante o Holocausto, contada na perspectiva de Daniel, um rapaz fictício que cresce na Alemanha nazi.
 A personagem de Daniel representa as experiências reais de milhões de crianças judias durante o Holocausto.
 A história é baseada na exposição do Museu "Lembra-te das Crianças: A História de Daniel".»*
*United States Holocaust Memorial Museum

Oradour-sur-Glane massacre, França

A propósito da guerra sem fim à vista que se vai prolongando na Ucrânia, da irracionalidade dos bombardeamentos e consequente devastação das suas cidades, por parte do exército russo, de um hipotético e possível alargar da mesma a outros territórios que não, exclusivamente, os Ucranianos e, sobretudo, da irracionalidade, malvadez e  crueldade de que os homens da guerra têm dado provas ao longo dos séculos.

Há 80 anos, em 10 de junho de 1944, a vila francesa de Oradour-sur-Glane ocupada, ao tempo, pela Alemanha nazi foi alvo de um massacre (foram brutalmente assassinados cerca de 642 civis incluindo mulheres e crianças) perpetrado pela C.ia Waffen-SS.

" A 10 de junho de 1944, o batalhão de Diekmann isolou Oradour-sur-Glane e ordenou que toda a população se reunisse na praça da vila para examinar os seus documentos de identificação. Isso incluiu seis não residentes que estavam a passar de bicicleta pela vila quando a unidade das SS chegou.

As mulheres e crianças foram trancadas na igreja, e a aldeia foi saqueada. Os homens foram conduzidos a seis celeiros locais, onde já os esperavam metralhadoras.

Sequência de eventos da SS no massacre de Oradour-sur-Glane em 10 de junho de 1944.

De acordo com o relato de um sobrevivente, os homens das SS começaram a disparar, visando as suas pernas. Quando as vítimas ficaram incapazes de se moverem, os homens das SS atiraram-lhes combustível para cima e incendiaram os celeiros. Apenas seis homens conseguiram escapar. Um deles foi visto, mais tarde, a vaguear por uma estrada e foi morto a tiros. Morreram, ao todo, 190 franceses.

De seguida os mesmos homens das SS dirigiram-se para a igreja e colocaram um dispositivo incendiário no exterior. Quando foi activado, as mulheres e crianças tentaram escapar pelas portas e janelas, apenas para serem recebidas com fogo de metralhadora. 

Morreram no ataque 247 mulheres e 205 crianças. 

Restou uma única sobrevivente, Marguerite Rouffanche, de 47 anos. Ela escapou por uma janela traseira da sacristia, seguida por uma jovem e uma criança.[5] Todos os três foram baleados, dois deles fatalmente. Rouffanche rastejou até alguns arbustos e permaneceu escondida durante a noite até ser encontrada e resgatada na manhã seguinte. Cerca de vinte aldeões fugiram de Oradour-sur-Glane assim que a unidade de SS apareceu.

Naquela noite, a vila foi parcialmente arrasada..."

"Keep calm & carry On", Inglaterra, Natal de 1939

 
Porque fez parte de um evento histórico não muito distante e, como tal, penso deva ser conhecido e/ou recordado, enquanto fonte de conhecimento e reflexão, lembrei-me deste artigo publicado no Daily Mail, a 25 de Dezembro de 2012:


Um artigo do jornalista Leon Watson publicado no Mail Online.
Muito interessante e bem documentado com o registo de fotografias/imagens de arquivo da época, tem como tema central o Natal do ano de 1939, em Inglaterra, na sequência da declaração de guerra contra a Alemanha, ocorrida a 3 de Setembro do mesmo ano.

"Would it be wrong to carry on as usual? Or was it a patriotic duty to defy Hitler and make it a happy Christmas?"

  Numa perspectiva histórica convida à reflexão sobre os desafios e contradições, dúvidas e hesitações que se puseram, ao tempo, a todos aqueles que, envolvidos nas diferentes áreas da sociedade, tinham como obrigação a pesada tarefa de transmitir e incentivar algum sentido de normalidade lá e num momento em que esta não tinha, de facto, cabimento.
Sob o lema "Keep Calm & carry on", as famílias e organismos eram aconselhados a envidar todos os esforços no sentido de procurar festejar o Natal, em nome e por amor às crianças.
Leitura recomendada.

Four Vagabonds, Rosie the Riveter

 

"All the day long, whether rain or shine,
she is a part of the assembly line,
she is making history,
working for victory ..."

Um tributo a Rosie the Riveter, símbolo de todas as mulheres Americanas que, na retaguarda, e ocupando muitos dos postos de trabalho deixados livres pelos homens que partiram para a linha da frente, contribuíram com o seu enorme esforço e trabalho para a victória das forças aliadas, durante a II Guerra Mundial.

Rosie the Riveter, o ícone Feminino da II Guerra Mundial

 
"Durante os tempos difíceis vividos, na época, coube às mulheres a árdua tarefa de substituírem os homens nos diferentes sectores produtivos da nação, integrando linhas de montagem, não só em fábricas e estaleiros como nas quintas, sector militar e outros, tradicionalmente associados ao género masculino.
Encarando a situação como transitória (sacrifício/esforço de guerra), encontraram forma de a compatibilizar com os seus papeis tradicionais (esposas e mães de família), entendidos como valores sociais a preservar."
Samantha Warren

Tradução e adaptação
Maria M. Abreu

O perigo das mensagens subliminares

 
Atingindo níveis de sofisticação nunca antes experimentados, vivemos à mercê de um constante bombardear de "informações"/sugestões cientificamente estudadas e dirigidas a uma dimensão do ser humano altamente receptiva, facilmente sugestionável e de difícil controle: o subconsciente.
Desavisado, porque ignorado, é um terreno fértil, o terreno ideal para a implantação de ideias, sugestões e, sobretudo, comportamentos. 
E o que incomoda, mesmo, é a utilização consciente, abusiva e manipuladora destes recursos que, com objectivos muito específicos, são dirigidos a maiorias incautas e sem capacidade de defesa.

Aterradora, é esta nova forma de "colonização" ... a da MENTE!...

Simon Wiesenthal, I have never forgotten you

"Hatred can be nurtured anywhere, idealism can be perverted into sadism anywhere. 
If hatred and sadism combine with modern technology the inferno could erupt anew anywhere."

"O ódio pode ser alimentado em qualquer lugar, o idealismo pode ser pervertido e converter-se em sadismo, em qualquer lugar.
Se ao ódio e ao sadismo se associarem as modernas tecnologias, o inferno poderá explodir em qualquer lugar."
Google, IMP Awards

Vivemos numa época em que cada vez mais se ignora a História e, como tal, os ensinamentos que dela poderíamos ter aprendido e apreendido.
Desprezamos a Sabedoria e o saber de experiência e reflexão feitas.
Debruçamo-nos sobre causas marginais sobre as quais parece nem estatísticas existirem (para benefício dos defensores e envolvidos nas causas em questão) e ignoramos as essenciais, as que a todos implicam e a todos deveriam dizer respeito.
(continua)

Esforços de Guerra VII: Reciclagem da Roupa


MAKE - DO and MEND
CORTA - COSE e REMENDA

As lições de um Passado não muito distante!!!

Durante a II Guerra Mundial e na sequência das dificuldades e restrições já aqui abordadas, as pessoas eram encorajadas a fazer/confeccionar e remendar as suas próprias roupas, atendendo ao facto de tudo ser racionado e de haver uma tremenda necessidade de contenção de gastos.

Composição, tradução e adaptação: Maria M. Abreu

Rosie the Riveter, Real Women Workers in World War II

 
Rosie the Riveter, o ícone feminino da II Guerra Mundial

Sheridan Harvey explores the evolution of  "Rosie the Riveter" and discusses the lives of real women workers in World War II.
Sheridan Harvey is Women's Studies Specialist in the Humanities and Social Sciences Division and senior editor of "American Women," a resource guide for the study of women's history and culture in the United States.
"The more WOMEN at work the sooner we WIN "

Um video rico em informação, muito bem concebido (proveniente da Librairy Congress of Washington D.C) e que faz um relato, muito interessante e esclarecedor, sobre o papel desempenhado pelas mulheres americanas, na II Guerra Mundial.
Rosie the Riveter tornou-se o símbolo, propositadamente concebido e posteriormente adoptado,  em representação da força, não só anímica como física das mulheres, e da sua fundamental contribuição para o tecido produtivo da Nação.

E é este conhecimento e reconhecimento que, sem que nos apercebamos, nos dá algum alento para nos mantermos firmes e prosseguirmos a nossa labuta diária e cheia de novos desafios com a esperança possível. Individual e/ou colectivamente,  em circunstâncias totalmente diversas, em diferentes épocas e contextos e em tempos igualmente tão conturbados em algumas regiões do planeta.
Não somos únicas, não estamos sós e muitas outras, antes de nós e em circunstâncias bem mais adversas, o fizeram, venceram e deram o seu inestimável contributo para um mundo melhor, mais justo e equilibrado.
Pena é que este esforçado contributo tenha sido tão fugaz!...

Esforços de Guerra VI: Restrições impostas à População Civil

 Apelo à substituição da farinha de trigo pela de milho

As ilações que podemos tirar e, sobretudo, as lições que devemos aprender

Numa fase em que a produção interna tinha como principais destinatários, não só o aprovisionamento das suas tropas em combate como, também, o mercado externo constituído pelos países aliados europeus*, foram muito significativas as restrições impostas à população civil no acesso aos principais géneros alimentícios (trigo, carne, açúcar e gorduras).

A necessidade de apelar à colaboração do povo Americano no esforço de guerra, através de diversas medidas conjuntas de suporte e apoio, propondo e divulgando alternativas ao consumo dos produtos em falta - numa época em que ainda não existia televisão e as emissões radiofónicas não eram acessíveis a todos - deu origem a um proliferar de cartazes de propaganda cujas palavras e imagens persuasivas apelavam à união de esforços, patriotismo e resistência, tendo como meta final a vitória sobre as forças inimigas.

Tradução e Adaptação
Maria M. Abreu

Esforços de Guerra V: Mobilização para a Produção Nacional

 "Posters criados pela United States Crop Corps com o objectivo de recrutar jovens para os trabalhos agrícolas durante a II Guerra Mundial.

A convocação de grande parte da população do sexo masculino para o serviço militar gerou uma escassez de mão-de-obra na agricultura e a consequente necessidade de encontrar voluntários que trabalhassem nos campos, entre os mais jovens."


Agriculture - World WarII (1939-1945) -War work

De interesse histórico, estes posters/slogans revelam-nos o esforço de toda uma Nação em luta pela necessidade de manter o seu país a produzir apesar da escassez de mão-de-obra motivada pelo recrutamento, em massa, dos seus homens para cenários de guerra.

Em tempo de guerra/crise, é preciso arregaçar as mangas e ir à luta.

Na ausência de organismos empenhados e/ou com capacidade para mobilizar as populações teremos de ser nós, individualmente ou em grupo, a procurar os meios através dos quais possamos fazer face à carestia de vida que a todos pode atingir.

Composição, tradução e adaptação
Maria M. Abreu

Simon Wiesenthal, privilégio e responsabilidades

 

« A sobrevivência é um privilégio que implica obrigações.
Questiono-me contínuamente sobre o que posso fazer por aqueles que não sobreviveram.»

« Sei que não represento, apenas, a má consciência dos Nazis.
Represento, também, a má consciência dos Judeus.
Porque aquilo que assumi como meu dever era o dever de todos.»

Simon Wiesenthal

Simon Wiesenthal, Alerta para o perigo de a História se repetir

"A história da humanidade é a história de crimes, e a história pode repetir-se.
A informação é, assim, um meio de defesa.
Através dela podemos, devemos construir uma defesa contra a repetição."

"Para o vosso próprio bem, aprendam com a nossa tragédia.
Não está escrito em lado nenhum que as próximas vítimas tenham de ser os Judeus.
Podem ser, também, outros povos."

Cada vez mais desvalorizada em termos académicos, a disciplina de História merecia ter um especial destaque nos diferentes curriculuns escolares.
Uma das funções do seu conhecimento poderia e deveria ser, precisamente, esta:
a de podermos prevenir os erros do passado.

Art portrait by Titina Chalmatzi