«A palavra espectador tem origem no latim spectator, -ōris, que significa "aquele que observa" ou "observador". Deriva do verbo latino spectare, que significa "olhar, ver, observar, contemplar", sendo um termo utilizado para designar quem assiste a um espetáculo ou presencia uma ação. [1, 2, 3, 4]
Origem e Evolução:
Raiz Latina: Spectare ("olhar") + -tor (sufixo que indica agente/aquele que faz a ação).
Entrada no Português: O termo está atestado na língua portuguesa desde o século XVII (aprox. 1677).
Significado Original: Observador, testemunha ocular.»
Fonte: Vista Geral de IA
Há algum tempo atrás, enquanto via e ouvia televisão, fiquei de tal maneira horrorizada ao olhar para esta notícia de rodapé do ecrã acima, que tive que ler duas vezes para tentar compreender o significado do que estava a ver.
Sendo que um "espetador", em meu entender, é algo (objecto pontiagudo) ou alguém que espeta, que perfura, que crava, a primeira ideia que me veio à cabeça foi a de um toureiro morto em plena arena em uma qualquer praça de touros do país, mas rapidamente compreendi que era mais uma das "pérolas" do acordo ortográfico em vigor: o espectador virou "espetador" ignorando, assim, algo fundamental como a etimologia latina (que continua a ser basilar e respeitada por outras línguas europeias com vocábulos de raiz latina), e consequentes elementos estruturais da mesma.
Não consigo aceitar esta miscigenação forçada da Língua Portuguesa, imposta por decreto, que em nada nos honra e só nos tem prejudicado a vários níveis, sobretudo o económico!...
A História tem-nos mostrado, ao longo de séculos e nas mais diversa áreas, que somos muito maus negociadores e pouco criteriosos no que respeita à defesa dos nossos interesses, enquanto Nação.
Em busca do equilíbrio entre a constância e "certezas" do Passado e a fluidez e múltiplas contingências do Presente
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Acordo Ortográfico, um amargo sabor a traição
Bedtime story on the Ark, 1994, Ditz
Este "Acordo", que não deveria nunca ter existido, é ridículo, infantil, vergonhoso e desprestigiante para nós, Portugueses.
Cada língua tem a sua génese, o seu património, o seu ADN, a sua história e personalidade próprias.
O Português é a Língua Mãe dos países de expressão lusófona.
Foi o seu berço e deveria ser uma referência.
Como nunca me passou pela cabeça pôr em causa a mãe que tive, que amei e cuja cultura assimilei, também não posso aceitar que a língua, cuja estrutura tão bem me soube transmitir, seja questionada.
Num país actualmente caracterizado por uma quase total ausência de referências (e este tema é uma pequena amostra!), onde aqueles que procuram preservar uma cultura, o seu património linguístico, são apelidados de "Nacionalistas" (como se alguma dose de orgulho nacional fosse um crime!), mexer na Língua é, em meu entender, uma catástrofe, com repercussões cujo alcance está ainda longe de ser vislumbrado.
Temo e lamento que as consequências, sendo abrangentes (pois para além dos factores psico-sociais e organizacionais há, também, os de cariz económico e financeiro!) nos conduzam ao caos a que todas as tentativas de descaracterização e despersonalização costumam levar ...
Perante este cenário, sinto ser meu dever ter a humildade suficiente para ignorar o meu injustificável orgulho nacional e fazer a apologia dos britânicos, por tão bem defenderem os seus interesses nacionais, dentro e além fronteiras.
Haja bom senso!
20/12/2007
... E o caos instalou-se e ninguém se entende e cada um escreve como lhe dá na real gana e, passados todos estes anos, continua a ser questionado e objecto de uma enorme e confrangedora discórdia ...
E a economia perdeu (e muito!), com os tradutores de língua Portuguesa a serem relegados para um vergonhoso segundo plano em favor dos tradutores de Português do Brasil, cuja preparação, profissionalismo e ética deveriam ser questionados, atendendo ao resultado final dos seus trabalhos, nas mais diferentes áreas de intervenção.
26/10/2019
Assistimos a um doloroso prolongamento do caos, com significativas perdas económicas em favor do invasivo Português do Brasil, definitivamente instalado e dominante no que ao mundo das traduções se refere.
Basta recorrer ao Google para nos apercebermos da gritante (e vergonhosa!) escassez de artigos e produções de Língua Portuguesa em detrimento do Português do Brasil.
Basta recorrer ao Google para nos apercebermos da gritante (e vergonhosa!) escassez de artigos e produções de Língua Portuguesa em detrimento do Português do Brasil.
Simultaneamente, no que diz respeito às diferentes plataformas de streaming e respetivas traduções de filmes e séries, para além desta última opção estar sempre presente é já, com alguma frequência, a única opção possível.
Des/Acordo Ortográfico, ainda e sempre
« Quando eu escrevo a palavra acção, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o C na pretensão de me ensinar a nova grafia.
De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa.
Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim.
São muitos anos de convívio.
Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes CCC's e PPP's me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância.
Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora: - não te esqueças de mim!
Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí.
E agora as palavras já nem parecem as mesmas.
O que é ser proativo?
Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.
Depois há os intrusos, sobretudo o R, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato.
Caíram hifenes e entraram RRR's que andavam errantes.
É uma união de facto, e para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família.
Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem.
Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os EEE's passaram a ser gémeos, nenhum usa (^^^) chapéu.
E os meses perderam importância e dignidade; não havia motivo para terem privilégios.
Assim, temos janeiro, fevereiro, março, são tão importantes como peixe, flor, avião.
Não sei se estou a ser suscetível, mas sem P, algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.
As palavras transformam-nos.
Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos.
Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do C não me faça perder a direção, nem me fracione, e nem quero tropeçar em algum objeto.
Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um C a atrapalhar.
Só não percebo porque é que temos que ser NÓS a alterar a escrita, se a LÍNGUA É NOSSA!
Os ingleses não o fizeram, os franceses desde 1700 que não mexem na sua língua e porquê nós?!»
Fonte: email (2014)
O problema tem persistido, ao longo dos anos, e têm sido muitas, e sonantes, as vozes que se levantam contra esta verdadeira aberração.
É incrível como, repentinamente e por decreto, tudo muda na vida de uma pessoa ...
Como somos obrigados a "desaprender" o que era suposto estar bem aprendido e melhor assimilado ...
Somos uns meros vendilhões que nunca souberam defender os seus interesses e os das gerações futuras, preservando e fazendo valer o seu património!...
Como somos obrigados a "desaprender" o que era suposto estar bem aprendido e melhor assimilado ...
Somos uns meros vendilhões que nunca souberam defender os seus interesses e os das gerações futuras, preservando e fazendo valer o seu património!...
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