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Constituição da Nação "Iroquois", Responsabilidade Social


Numa altura em que tanto se fala de Alterações climáticas, do eminente perigo em que o planeta Terra se encontra na sequência das mesmas e no rescaldo da COP28 World Climate Action Summit realizada no Dubai, são inúmeras as questões pertinentes que ficam sem resposta.
Num mundo onde reina a hipocrisia e onde poucos são os que estão dispostos a prescindir das suas avultadíssimas fontes de rendimento e dos prazeres e privilégios que estas lhes proporcionam ( a começar pelo país anfitrião!), convinha visitar ou revisitar os ensinamentos das culturas autóctones, pré-coloniais, das diferentes regiões do mundo e fazer o exercício de retirar as ilações que se impõem.
Será que as competições automobilísticas, os rallies, todas as competições motorizadas foram postas em causa, enquanto forma de resposta aos problemas com os quais nos debatemos?
E quanto à propriedade privada, utilização e livre circulação de aviões e iates houve alguma abordagem? Foi objecto de medidas restritivas?
Se, como suspeito, estas e outras actividades de forte cariz poluente não tiverem sido questionadas e sujeitas a um apertado escrutínio, de nada valerão as declarações de intenções e nula, porque atrevida, será a autoridade moral para impor quaisquer restrições e medidas fiscais penalizadoras às populações em geral, aos cidadãos comuns, cujo impacto das suas actividades quotidianas em nada é comparável com as anteriormente referidas.

Repartições públicas na era pós-Pandemia

 Repartição Pública (algures no Algarve)

Segurança Social às 11:20 da manhã
Setembro/2023

É incompreensível, mesmo revoltante, compreender o que se passa em muitas das repartições públicas portuguesas.
Como é possível que, ao chegarmos a meio da manhã a uma repartição do Estado, nos seja negado o direito ao atendimento geral!...

Portugal, catástrofes naturais e o deficit de políticas preparação e informação

Portugal, Planos de Preparação e Prevenção de Contingências Precisam-se!!!

Assistente Social de formação e coração, há muito afastada do desempenho das minhas funções, tenho sentido uma enorme necessidade de trabalhar, de dar o meu contributo no sentido de transmitir conhecimentos e informações que poderão vir a ser úteis e importantes nos tempos que correm, relacionados com diferentes tipos de situações e problemáticas.

Confrontada com a crónica e total ausência de informação, divulgação e implementação (por parte de entidades públicas e privadas) de medidas relacionadas com a prevenção e segurança das populações, em específicas situações de emergência, decidi debruçar-me sobre estes temas e reunir, neste blog, as informações que fui obtendo e publicando, de forma dispersa, em um outro blog que também administrei.

Ilustr. Google/Sismo no Japão

Activismo e honestidade intelectual

Estou farta de pseudo-activistas que se limitam a desestabilizar e enfurecer as hostes, em nome de interesses mais ou menos obscuros.
De gente medíocre, acéfala, que se abstém de fazer o essencial - meter as mãos na massa - e em nada contribui para melhorar o que está mal, em nome de causas maiores, de objectivos e interesses comuns.
Farta de rebanhos e de gente que consente ser arrebanhada.
De gente que mais não faz senão olhar para o próprio umbigo, que não olha a meios para atingir os seus fins de curto prazo, e se não preocupa com as consequências colectivas dos seus actos individuais ou de grupo.
Farta de gente que reclama e não coloca sequer, em causa, a qualidade e eficácia do seu desempenho e, por arrasto, a dos serviços e prestações que oferecem.
(Novembro, 08, 2018)

E nada mudou, entretanto!...
O que não esperava é que, no decurso dos 2 últimos anos e depois de uma Pandemia, os comportamentos acima referidos tenham posto em causa o próprio Ensino Público, em Portugal, a ponto de fazer perigar, irremediavelmente, todo o processo de aprendizagem e aquisição de conhecimentos de mais de 1 milhão de crianças e jovens, sobretudo no ensino básico e secundário. (Greves dos Professores).
Não esperava, também, que milhares e milhares de concidadãos, residentes em grandes áreas urbanas -  sobretudo a metropolitana de Lisboa -  e totalmente dependentes de transportes públicos como os CF, tenham sofrido contínuas e sistemáticas interferências e sobressaltos, atentatórios do seu direito a organizar e orientar as suas vidas de acordo com os recursos e serviços existentes, previamente estudados e, na maior parte dos casos, antecipadamente pagos. (Greves dos maquinistas e afins)

É preciso supervisionar os supervisores

 

A bater, com frequência, em teclas semelhantes mas, aparentemente, em algumas áreas de negócios e, de acordo com várias experiências relatadas, somos levados a questionar os critérios subjacentes à seleção de quem é incumbido de supervisionar.

Imagino que não seja uma tarefa fácil e também que, entretanto, haja diferentes variáveis em jogo mas, uma escolha acertada é fundamental para a coordenação e desempenho de qualquer equipa de trabalho.

E depois, sim, será preciso vigiá-los, à sua actividade, ao seu desempenho, aos rastos que vão deixando e aos frutos que vão colhendo.

Com a certeza, porém, de que não basta um diploma do ensino superior ou um qualquer curso de "Coaching" para lhes conferir a capacidade de exercer os seus cargos com a dignidade, a visão estratégica (a médio e ou longo prazo), a objectividade,  capacidade de isenção e o profissionalismo que lhes deveria ser exigido. 

É preciso muito mais, a começar pela experiência e, sobretudo, pela maturidade que a mesma e os anos ajudam a conferir.

Refiro-me a pessoas a quem foi confiada a responsabilidade de supervisionar o desempenho no e do trabalho de outros e de quem dependerá, em última instância, uma avaliação que se pretende/exige, seja isenta e construtiva, no sentido de servir e respeitar os valores e interesses da empresa que representam e, caso se justifique, de corresponderem às expectativas de muitos daqueles que são objecto da avaliação.

É sobre os seus ombros, e obedecendo a critérios que deveriam ser tão justos como rigorosos, que recai a decisão de reconhecer e valorizar os bons desempenhos e de agir em conformidade.

É responsabilidade sua proporcionar uma legítima progressão na carreira, elogiar pessoalmente, criar incentivos enfim, um sem número de decisões, atitudes e gestos que poderão fazer uma enorme diferença, não só no funcionamento da empresa como na vida pessoal de cada um dos seus colaboradores e respectivas famílias.

Google gif source

Responsabilidade social e o efeito bola de neve


Se todos, e cada um de nós em particular, tivéssemos consciência da total interdependência de muitos dos nossos actos seríamos, imagino, muito mais criteriosos e cuidadosos na forma como agimos e nos "timings" que nos atribuímos e às nossas actividades e responsabilidades.

A displicência com que tantas vezes adiamos tarefas e protelamos decisões traduzir-se-á, inevitavelmente, na desarticulação dos sistemas e estruturas em que estamos integrados.

Sinto-o quase diariamente, e afligem-me as extrapolações que sou levada a fazer, pensando em outras estruturas bem mais complexas do que a minha, e com outro peso, em termos de responsabilidade social.

Movimentos Pro-Vida e Bébés não desejados

Aos movimentos pró-vida (por mais miserável e indigna que esta esteja condenada a ser!...)

Quando, de forma arrogante, nos julgamos no direito de coartar a liberdade de escolha dos outros e de interferir nas suas decisões, por força da lei - sem que tenhamos a preocupação de experimentar procurar "calçar os seus sapatos"- assumimos responsabilidades e obrigações que, se levadas à letra, nos corresponsabilizam e, em última instância, nos deveriam obrigar a assumir a responsabilidade daquilo que apregoamos.
Neste caso, seria a responsabilidade de acolhimento de bébés não desejados.
Estaríamos nós preparados para tal?!...

Por enquanto não passa de uma mera provocação!

Numa sociedade que, parece-me a mim, pouco pensa e menos reflecte, sinto um prazer enorme e bem malicioso em fazer provocações na tentativa, provavelmente vã, de agitar estas mentes que tudo engolem sem nada digerir.

Ilustr. FB
(Agosto 02, 2022)

O conceito de Desperdício

Porque os recursos naturais da Terra não são inesgotáveis, é abismal a disparidade da sua distribuição no planeta e há vastíssimas regiões do mundo a penar e definhar por falta de ÁGUA, é urgente fomentar uma cultura de responsabilidade social colectiva e voltar a dar substância ao já tão esvaziado, se não mesmo desconhecido, conceito de DESPERDÍCIO.

(Agosto 02.2019)


Educar é responsabilizar, libertando

Jardim-Escola João de Deus (Coimbra)

«The greatest gifts you can give your children are the roots of responsibility and the wings of independence.»

Foi precisamente isto que procurei fazer, meu filho, e foram estes os pilares que nortearam todas as minhas opções, por mais estranhas que te tenham parecido a ti e a quem estava de fora.
Houve momentos difíceis!...
É sempre complicado decidir, assumir a responsabilidade das nossas decisões, sobretudo quando, em virtude das circunstâncias, estas revestem um carácter solitário, com todo o peso que isso comporta.
Não estou arrependida...aliás, procederia exactamente da mesma maneira se se repetissem acontecimentos semelhantes.
."Mariana" como sou, entrego-te a quem de direito, esperando que te acompanhe neste novo percurso resultante de uma decisão que, sendo exclusivamente da tua responsabilidade, eu sei estar cheia de escolhos.
Voa, meu filho, voa!...
Acompanhar-te-ei e apoiar-te-ei enquanto e sempre que me for possível.
Nunca foi minha pretensão manter-te prisioneiro, neste ninho que será sempre teu, por direito próprio.
Amo-te.
mãe (2014)

E voaste, voaste muito e para bem longe! …
Quase no fim desta etapa quero, de uma forma tão pública quanto desconhecida para ti, dizer-te que continuo a sentir-me muito orgulhosa e que sei que não foram nem têm sido em vão os sacrifícios feitos por ambas as partes.
(Set.14.2019)