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Emergências, informação é poder

 

Fonte: FB

 Sendo este um tema que me tem preocupado ao longo de anos sinto que, hoje mais do que nunca, atendendo à conjugação de fenómenos com os quais estamos a ser confrontados (guerras e alterações climáticas), se impõe a necessidade de a ele retornar e de poder dar o contributo possível a quem, eventualmente, aqui possa ter chegado.

 Sinto-me, entretanto, na obrigação de explicar que as minhas postagens em Inglês se devem ao facto de as não encontrar em Português.
 Da mesma forma que, por exemplo, quando recorro à Wikipedia opto por escolher a versão em Inglês, em detrimento da que me é oferecida em Português do Brasil.
 São opções e valem o que valem.

Campanhas de preparação para emergências na Europa

  Map Shows Which European Countries Are Preparing Citizens for Crisis

"Governments across Europe are increasingly telling citizens to prepare at home for a major crisis like war, extreme weather and cybersecurity threats, with Ireland becoming the latest country to push emergency preparedness guidance directly into households..."
Newsweek (Sep 22, 2026)

 Na sequência dos temas abordados nas minhas tags Cultura de Prevenção, Emergência e Autoproteção, entre outras, os anos vão passando, os governos vão-se sucedendo e continuamos exactamente na mesma, no que diz respeito às, aparentemente inexistentes, políticas de prevenção e preparação para eventuais emergências.
 Escasseiam as informações relacionadas com esta temática e, a existirem, os planos de contingência existentes não chegam ao público em geral, o que é gravíssimo.

 * A busca e partilha de informações relacionadas com situações de prevenção de riscos, para além de ser um acto cívico é, também e sobretudo, um acto político que a todos diz respeito, enquanto cidadãos nacionais. 

E qual é o papel dos Media, em Portugal?

 Entretanto o jornalismo está, sobretudo o de investigação, pela hora da amargura.
Completamente focados na exploração, até à náusea, dos "casos e casinhos" -  de forte pendor politico-administrativo -  que têm vindo a lume e dirigida, sobretudo, ao consumo interno/nacional.
Quanto mais escandalosa for a "alegada" notícia, mais apetecível e vendável se torna, para quem se alimenta dos instintos básicos e das emoções primárias de um muito considerável segmento da população portuguesa.

 Ao Chega (Partido de Extrema-Direita), partido perito em tortuosidade e que destila ódio e raiva por todos os poros de todos aqueles que lhe estão associados, se deve o fomento das divisões e animosidade sociais com as quais nos estamos a confrontar actualmente.

 Perante este panorama, a isenção política não passa de uma longínqua miragem!

 Para além destas, as peças noticiosas centram-se, sobretudo, em temas como a política nacional, economia e desporto, assumindo o futebol um grande destaque.
 Quanto à Política Internacional, muito centrada nos actuais conflitos globais tem estado, obviamente, na ordem do dia (até porque a todos atinge) só que, atendendo ao seu teor e nível de discussão dirige-se a uma franja da população bem mais restrita.

«(...)"Ireland's advice follows a wave of similar preparedness campaigns elsewhere in Europe over the past two years. Across those campaigns, governments have told households to prepare for threats ranging from severe weather, flooding and prolonged power outages to cyberattacks, sabotage and disruption of essential services..."»
Newsweek (Sep 22, 2026) 

 Aconselho vivamente a leitura do artigo e, sobretudo, a verem e clicarem em cada um dos países contemplados no mapa onde encontrarão recomendações específicas, de acordo com diferentes variáveis que  incluem, não só a sua localização geoestratégica, como o próprio clima.
 Portugal não aparece no mapa!...

* in Como sobreviver a um ataque nuclear
Panfletos do FB

Como sobreviver a um ataque nuclear

 Sejamos claros, no momento em que nos encontramos, teremos de contemplar todas as hipóteses, por mais aterradoras que sejam.
 E já que, pelo menos por agora, não podemos contar com iniciativas governamentais no sentido de sensibilizar a população para os riscos de uma hipotética guerra nuclear, os seus efeitos e quais os procedimentos a adoptar no caso de uma tal eventualidade caber-nos-á a nós, elementos da sociedade civil, levantar as questões e pressionar os agentes do ou dos eventuais ministérios envolvidos a trabalhar estas questões.


 No que diz respeito a uma cultura de Prevenção, de pouco nos servem os "arejamentos".
 Não estamos preparados para nada e não temos ninguém, nenhum organismo público orientado para as questões do Bem Comum que deveriam ser, não só os planos de contingência mas, também, as informações relacionadas com a nossa protecção nas mais diferentes áreas das nossas vidas.
 O Estado preocupa-se com as questões da segurança na via pública, da vida quotidiana, em inventar, criar e recolher impostos (e, em última instância, com aqueles que considera os mais desfavorecidos) e os diferentes actores que o vão integrando parecem mais preocupados com a defesa dos interesses partidários e pessoais do que com as pessoas/eleitores que alegam representar, independentemente da sua condição socio-económica.
 A busca e partilha de informações relacionadas com situações de prevenção de riscos, para além de ser um acto cívico é, também e sobretudo um acto político que a todos diz respeito, enquanto cidadãos nacionais.
 Sempre assim fomos e continuamos a ser, por mais instruídos que sejamos, mais viagens que façamos, mais informações que tenhamos vindo a recolher, não mudamos ...
 Apesar de poder ser considerado um pensamento perverso, continuo a pensar que o facto de não termos participado directamente na II Guerra mundial nos condenou a décadas de atraso cultural atendendo ao facto de, ao não sofrermos e vivenciarmos directamente as tragédias e horrores sofridos pelas nações que estiveram profundamente envolvidas no conflito, não termos desenvolvido, em termos colectivos, algo semelhante a uma "consciência colectiva"/instinto de defesa/cultura de resiliência*

* Bom, o significado que encontrei no Modo IA do Google parece reforçar esta ideia!...

Sismos e consequências

"Some people react properly ... other´s don´t ...

There will be no water for weeks, or months and no electricity.
Travelling from point to point, within the city, will be extremely difficult.
We are all in this together, we will suffer the consequences if we don´t do our part, right now.
Your level of personal preparedness will determine your quality of life after the quake."

Portugal, catástrofes naturais e o deficit de políticas preparação e informação

Portugal, Planos de Preparação e Prevenção de Contingências Precisam-se!!!

Assistente Social de formação e coração, há muito afastada do desempenho das minhas funções, tenho sentido uma enorme necessidade de trabalhar, de dar o meu contributo no sentido de transmitir conhecimentos e informações que poderão vir a ser úteis e importantes nos tempos que correm, relacionados com diferentes tipos de situações e problemáticas.

Confrontada com a crónica e total ausência de informação, divulgação e implementação (por parte de entidades públicas e privadas) de medidas relacionadas com a prevenção e segurança das populações, em específicas situações de emergência, decidi debruçar-me sobre estes temas e reunir, neste blog, as informações que fui obtendo e publicando, de forma dispersa, em um outro blog que também administrei.

Ilustr. Google/Sismo no Japão