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Como sobreviver a um ataque nuclear

Sejamos claros, no momento em que nos encontramos, teremos de contemplar todas as hipóteses, por mais aterradoras que sejam.
E já que, pelo menos por agora, não podemos contar com iniciativas governamentais no sentido de sensibilizar a população para os riscos de uma hipotética guerra nuclear, os seus efeitos e quais os procedimentos a adoptar no caso de uma tal eventualidade caber-nos-á a nós, elementos da sociedade civil, levantar as questões e pressionar os agentes do ou dos eventuais ministérios envolvidos a trabalhar estas questões.


No que diz respeito a uma cultura de Prevenção, de pouco nos servem os "arejamentos".
Não estamos preparados para nada e não temos ninguém, nenhum organismo público orientado para as questões do Bem Comum que deveriam ser, não só os planos de contingência mas, também, as informações relacionadas com a nossa protecção nas mais diferentes áreas das nossas vidas.
O Estado preocupa-se com as questões da segurança na via pública, da vida quotidiana, em inventar, criar e recolher impostos (e, em última instância, com aqueles que considera os mais desfavorecidos) e os diferentes actores que o vão integrando parecem mais preocupados com a defesa dos interesses partidários e pessoais do que com as pessoas/eleitores que alegam representar, independentemente da sua condição socio-económica.
A busca e partilha de informações relacionadas com situações de prevenção de riscos, para além de ser um acto cívico é, também e sobretudo um acto político que a todos diz respeito, enquanto cidadãos nacionais.
Sempre assim fomos e continuamos a ser, por mais instruídos que sejamos, mais viagens que façamos, mais informações que tenhamos vindo a recolher, não mudamos ...
Apesar de poder ser considerado um pensamento perverso, continuo a pensar que o facto de não termos participado directamente na II Guerra mundial nos condenou a décadas de atraso cultural atendendo ao facto de, ao não sofrermos e vivenciarmos directamente as tragédias e horrores sofridos pelas nações que estiveram profundamente envolvidas no conflito, não termos desenvolvido, em termos colectivos, algo semelhante a uma "consciência colectiva"/instinto de defesa/cultura de resiliência*

* Bom, o significado que encontrei no Modo IA do Google parece reforçar esta ideia!...

Sismos e consequências

"Some people react properly ... other´s don´t ...

There will be no water for weeks, or months and no electricity.
Travelling from point to point, within the city, will be extremely difficult.
We are all in this together, we will suffer the consequences if we don´t do our part, right now.
Your level of personal preparedness will determine your quality of life after the quake."

Portugal, catástrofes naturais e o deficit de políticas preparação e informação

Portugal, Planos de Preparação e Prevenção de Contingências Precisam-se!!!

Assistente Social de formação e coração, há muito afastada do desempenho das minhas funções, tenho sentido uma enorme necessidade de trabalhar, de dar o meu contributo no sentido de transmitir conhecimentos e informações que poderão vir a ser úteis e importantes nos tempos que correm, relacionados com diferentes tipos de situações e problemáticas.

Confrontada com a crónica e total ausência de informação, divulgação e implementação (por parte de entidades públicas e privadas) de medidas relacionadas com a prevenção e segurança das populações, em específicas situações de emergência, decidi debruçar-me sobre estes temas e reunir, neste blog, as informações que fui obtendo e publicando, de forma dispersa, em um outro blog que também administrei.

Ilustr. Google/Sismo no Japão