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Esforços de Guerra V: Mobilização para a Produção Nacional

 "Posters criados pela United States Crop Corps com o objectivo de recrutar jovens para os trabalhos agrícolas durante a II Guerra Mundial.

A convocação de grande parte da população do sexo masculino para o serviço militar gerou uma escassez de mão-de-obra na agricultura e a consequente necessidade de encontrar voluntários que trabalhassem nos campos, entre os mais jovens."


Agriculture - World WarII (1939-1945) -War work

De interesse histórico, estes posters/slogans revelam-nos o esforço de toda uma Nação em luta pela necessidade de manter o seu país a produzir apesar da escassez de mão-de-obra motivada pelo recrutamento, em massa, dos seus homens para cenários de guerra.

Em tempo de guerra/crise, é preciso arregaçar as mangas e ir à luta.

Na ausência de organismos empenhados e/ou com capacidade para mobilizar as populações teremos de ser nós, individualmente ou em grupo, a procurar os meios através dos quais possamos fazer face à carestia de vida que a todos pode atingir.

Composição, tradução e adaptação
Maria M. Abreu

Esforços de Guerra IV: o papel desempenhado pelos "Victory Gardens"

 As ilações que podemos tirar e, sobretudo, as lições que devemos aprender !!!

Atendendo ao facto de a maior parte de nós, Portugueses, não deter este tipo de informações e porque considero serem importantes enquanto estratégias a conhecer e a aprofundar - sobretudo quando passámos, já, por tempos difíceis em que a fome bateu à porta de muitos, entendi ser meu dever cívico partilhá-las, tanto mais que faz hoje anos que começou a II Guerra Mundial

Os Victory gardens foram um, de entre os vários mecanismos modeladores de culturas de solidariedade, virados para a defesa e preservação de sociedades a braços com graves dificuldades, ao tempo.

«Os Victory gardens, também designados war gardens ou food gardens for defense, eram jardins onde se plantavam legumes, fruta e ervas aromáticas em residências privadas e parques públicos, não só nos EUA como, também, no Reino Unido, Canadá e Alemanha durante as I e II Guerras Mundiais. Tinham como objectivo reduzir o peso no fornecimento de alimentos ao público, na sequência do esforço de guerra. A acrescentar ao contributo indirecto na participação deste mesmo esforço, estes jardins eram também considerados um "reforço moral" civil — através desta iniciativa os produtores sentiam-se compensados, não só pela sua contribuição em termos de trabalho produzido como, também, pelos produtos dele resultantes.
Os victory gardens tornaram-se parte da vida quotidiana na frente nacional.» Wikipedia

"Pretendia-se, por parte dos organismos governamentais, que cada cidadão e/ou família providenciasse a produção das suas próprias frutas e legumes.
Responderam ao apelo cerca de 20 milhões de Americanos.
Em nome de valores patrióticos plantaram jardins/hortas nas traseiras de suas casas, em terrenos disponíveis e até mesmo nos terraços de prédios urbanos.
Os vizinhos repartiam os recursos entre si plantando diferentes tipos de alimentos e formando cooperativas. 
Simultâneamente as famílias foram encorajadas a conservar/enlatar os produtos que sobejavam para uso próprio, de forma a salvaguardar o fornecimento dos enlatados comerciais para o consumo das forças militares."
Living History Farm
Setembro 2,  2018
Ilustr. Propaganda art for WWII Victory Gardens
Library of Congress
Tradução e adaptação: Maria M. Abreu

Esforços de Guerra III : restrição e aprovisionamento alimentos destinados às tropas em combate

"What experience and history teach is this: 
that people and governments never have learned anything from history or acted on the principles deduced from it."

"FOOD WILL WIN THE WAR"

Quando os EUA entraram na guerra em Abril de 1917, o Presidente Wilson nomeou Hoover para a chefia da US Food Administration.
Este, acreditando firmemente que a política de restrição e aprovisionamento dos alimentos conduziria a uma vitória dos EUA e aliados contra o inimigo, criou o slogan "Food will win the War", difundindo-o por todo o país.
Foi dele também a ideia de persuadir a população a evitar o consumo de alguns bens alimentares específicos em determinados dias da semana *(meatless Mondays, wheatless Wednesdays), com o objectivo de os reservar para as tropas em combate.
Em alternativa e, quando em dúvida, aconselhava ao consumo de batatas.

Tradução e adaptação: Maria M.Abreu
Ilustr. Google

Esforços de Guerra II: racionamento do consumo de Alimentos

 "History is philosophy learned from examples."


"Durante a I Guerra Mundial, a FDA(EUA) instigava as famílias a reduzir o consumo dos principais alimentos estratégicos, com a finalidade de contribuírem para um esforço conjunto de guerra.
A preservação dos alimentos tinha como objectivo não só a manutenção das tropas dos EUA como, também, o abastecimento das populações de alguns países europeus cujos circuitos de produção e distribuição foram interrompidos pela guerra.
Com o objectivo de encorajar o racionamento voluntário, por parte da população, a FDA criou o slogan "Food Will Win the War" - "Os alimentos ajudar-nos-ão a vencer a guerra" e criou os conceitos "Segunda-Feira sem carne"* e "Quarta-Feira sem trigo" para fazer lembrar aos Americanos a necessidade de reduzir o consumo destes produtos."
Para além da publicidade, este organismo providenciou uma ampla variedade de materiais, desde panfletos informativos a livros de receitas e menus adequados às circunstâncias.

Novembro, 04, 2018
Tradução e adaptação: Maria M.Abreu

Sismos e consequências

"Some people react properly ... other´s don´t ...

There will be no water for weeks, or months and no electricity.
Travelling from point to point, within the city, will be extremely difficult.
We are all in this together, we will suffer the consequences if we don´t do our part, right now.
Your level of personal preparedness will determine your quality of life after the quake."

Portugal, catástrofes naturais e o deficit de políticas preparação e informação

Portugal, Planos de Preparação e Prevenção de Contingências Precisam-se!!!

Assistente Social de formação e coração, há muito afastada do desempenho das minhas funções, tenho sentido uma enorme necessidade de trabalhar, de dar o meu contributo no sentido de transmitir conhecimentos e informações que poderão vir a ser úteis e importantes nos tempos que correm, relacionados com diferentes tipos de situações e problemáticas.

Confrontada com a crónica e total ausência de informação, divulgação e implementação (por parte de entidades públicas e privadas) de medidas relacionadas com a prevenção e segurança das populações, em específicas situações de emergência, decidi debruçar-me sobre estes temas e reunir, neste blog, as informações que fui obtendo e publicando, de forma dispersa, em um outro blog que também administrei.

Ilustr. Google/Sismo no Japão

Terremotos Prevencion de Emergencias (espanhol)

PREVENIR ES MI CUENTO
Interessante para crianças e adultos, com a grande vantagem de ser em espanhol (video Colombiano).
Destaque especial dado à importância que as construções anti-sísmicas têm na prevenção de riscos mais graves.
Um tema/informação importante para incluir nos curriculuns escolares.

Activismo e honestidade intelectual

Estou farta de pseudo-activistas que se limitam a desestabilizar e enfurecer as hostes, em nome de interesses mais ou menos obscuros.
De gente medíocre, acéfala, que se abstém de fazer o essencial - meter as mãos na massa - e em nada contribui para melhorar o que está mal, em nome de causas maiores, de objectivos e interesses comuns.
Farta de rebanhos e de gente que consente ser arrebanhada.
De gente que mais não faz senão olhar para o próprio umbigo, que não olha a meios para atingir os seus fins de curto prazo, e se não preocupa com as consequências colectivas dos seus actos individuais ou de grupo.
Farta de gente que reclama e não coloca sequer, em causa, a qualidade e eficácia do seu desempenho e, por arrasto, a dos serviços e prestações que oferecem.
(Novembro, 08, 2018)

E nada mudou, entretanto!...
O que não esperava é que, no decurso dos 2 últimos anos e depois de uma Pandemia, os comportamentos acima referidos tenham posto em causa o próprio Ensino Público, em Portugal, a ponto de fazer perigar, irremediavelmente, todo o processo de aprendizagem e aquisição de conhecimentos de mais de 1 milhão de crianças e jovens, sobretudo no ensino básico e secundário. (Greves dos Professores).
Não esperava, também, que milhares e milhares de concidadãos, residentes em grandes áreas urbanas -  sobretudo a metropolitana de Lisboa -  e totalmente dependentes de transportes públicos como os CF, tenham sofrido contínuas e sistemáticas interferências e sobressaltos, atentatórios do seu direito a organizar e orientar as suas vidas de acordo com os recursos e serviços existentes, previamente estudados e, na maior parte dos casos, antecipadamente pagos. (Greves dos maquinistas e afins)

Pontualidade Britânica (?!)


No dia a dia de cada um acontecem situações bizarras e, de entre variadíssimas, algumas relacionadas com o transtorno provocado pela falta de pontualidade. um problema crónico, entre nós.

Hoje, tinha um encontro marcado para as 6:00 da tarde/noite, esperei 15 minutos, telefonei, responderam que se tinham atrasado, quase a chegar, continuei a esperar, apareceram às 6:45, com um sorriso nos lábios e sem um pedido de desculpas, como se a minha vida lhes pertencesse e eu tivesse todo o tempo do mundo.

E tive tempo, muito, para "ruminar" e reflectir sobre o tema, o da pontualidade ou da sua ausência...

De pensar que, subjacente ao conceito de pontualidade, está algo de muito mais profundo e intrínseco que o simples cumprimento de horários ...
Está o respeito pelo outro, pelos tempos do outro, pela vida e compromissos do outro ...
E cheguei à conclusão de que a pontualidade, aquela que é displicentemente atribuída aos britânicos, muito para além da nacionalidade que lhe queiram atribuir é, sim, resultante de uma cultura e educação mais vastas e abrangentes, orientadas para o respeito e consideração pelo outro, que contemplam e assumem o facto, de que a liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro, muito cedo inculcadas, a partir de tenra idade e nos bancos da escola.

Ilustr. Google, Néstor Ferronato Portugess
(Novembro 13, 2019)

Demolidor, mesmo, é relermos o que escrevemos há anos (vários!) atrás e constatarmos que os problemas e padrões de comportamento se mantêm e que a realidade não mudou!!!