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Conferência Imprensa MAI, A questão que se impunha


 
"Dar pérolas a porcos"
'«É mais uma expressão com origem bíblica. No Evangelho segundo S. Mateus, cap. 7, no Sermão da Montanha, Cristo disse: "Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis pérolas a porcos, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem."»

 Na minha condição de cidadã comum, fiquei satisfeita e mais esclarecida depois das explicações dadas pelo Sr. Ministro do MAI relacionadas com as situações mais melindrosas de que tanto se tem falado no decurso das últimas semanas, sobre alguns procedimentos menos ortodoxos, enquanto director da Polícia Judiciária.

 Inconcebível para mim, foi o facto de não ocorrer a nenhum "jornalista" perguntar, não só aos dirigentes dos partidos, como aos comentadores em serviço, uma questão simplicíssima e que poderia ter sido altamente clarificadora, tanto em termos de análise de carácter como de expectativas de desempenho de funções de chefia:
perante o relato, feito na 1º pessoa, das dificuldades crónicas e recorrentes sentidas na PJ, para o cabal desempenho das suas funções - cuja situação específica exigia respostas rápidas, cirúrgicas, que contemplassem, entre outras, não só as limitações orçamentais disponíveis como uma ineficiente e morosa burocracia - o que teria feito, como teria agido cada um dos que, para além de continuar a criticar, o faziam condenando.
 Esse, sim, teria sido um serviço público, digno desse nome, prestado às audiências, constituídas por potenciais eleitores.

Daniel’s Story, A Boy’s Life During the Holocaust

 «Esta é a história das experiências de uma família durante o Holocausto, contada na perspectiva de Daniel, um rapaz fictício que cresce na Alemanha nazi.
 A personagem de Daniel representa as experiências reais de milhões de crianças judias durante o Holocausto.
 A história é baseada na exposição do Museu "Lembra-te das Crianças: A História de Daniel".»*
*United States Holocaust Memorial Museum

Eduardo Galeano, Medo de viver


 
Eduardo Galeano (03.09.1940 - 13.04.2015)
Legendado em Português

Um verdadeiro "compêndio" de verdades inconvenientes que, não só se vão perpetuando no tempo (de uma confrangedora actualidade!), como têm vindo a assumir contornos de uma cada vez mais perversa e despudorada normalização.

Nassos Vakalis, Dinner for few

« "Jantar para Poucos" é uma representação alegórica da nossa sociedade.
Durante o jantar, "o sistema" alimenta os poucos que consomem todos os recursos, enquanto os restantes sobrevivem com as sobras.
Inevitavelmente, a luta pelo que resta leva a uma mudança catastrófica. Os frutos desta transição não se revela um sinal de esperança, mas antes a cópia fiel dos pais.»

« "Dinner For Few" is an allegorical depiction of our society.
During dinner, "the system" feeds the few who consume all the resources while the rest survive on scraps,
Inevitably, the struggle for what remains leads to catastrophic change.
The offspring of this transition turns out not to be a sign of hope, but the spitting image of the parents. »

Richard Gere, desarmar a ditadura


Sobre Donald Trump:
"Estamos a viver o período mais negro que já presenciei neste planeta.
Quem diria que a América se poderia tornar assim?
Quem diria que um maníaco como este viria a ser Presidente dos EUA e que destruísse todas as coisas boas (...) desde o primeiro dia que ele destruiu quase tudo o que era positivo no governo e povo americanos.
Como foi possível? Porque estávamos a dormir, não nos importámos, não votámos, não prestámos atenção ... claro que não votei nele, mas não desenvolvi esforços no sentido de, habilmente, convencer aqueles que me rodeavam de que era uma loucura eleger esta pessoa para Presidente dos EUA.
Todos somos responsáveis por esta situação, mas é espantoso como tão rapidamente, no espaço de algumas semanas, ele desmantelou os EUA
."

Com o objectivo de exemplificar o que se está a passar nos EUA, referiu-se a Dachau (campo de concentração próximo de Munique) e ao espaço de 45 anos que mediou as suas duas visitas ao memorial, chamando à atenção para o facto de ter havido uma alteração profunda, em termos de exposição e apresentação do mesmo.
Assim, de mera exposição de objectos, artefactos e restos humanos evoluiu no sentido de mostrar o processo de transformação do governo e sociedade alemães desde meados dos anos 30 do século passado (1930s) e de como, muito rapidamente, pessoas boas se transformaram em monstros.

Conclui apelando à necessidade de todos estarmos alerta, de sermos vigilantes e de estarmos atentos aos sinais que vão sendo dados, de forma a que o mundo não nos seja rapidamente tirado pela "ditadura dos monstros".
Trad. Maria M. Abreu

Edgar Morin, complexidade e incerteza

No dia da morte do filósofo e sociólogo Edgar Morin, um "optipessimista", de acordo com a sua autodefinição, apeteceu-me postar este video (6:25) onde ele desenvolve uma breve resenha histórica, política e filosófica sobre os avanços e retrocessos das sociedades, ao longo dos anos (séc. XX).
Fazendo uma analogia entre as ideologias políticas e as diferentes religiões, enquanto vias de redenção humana, defende que o impacto e preponderância destas, nas sociedades, se vai alternando, de acordo com a ascensão e queda dos diferentes sistemas ideológicos.

Predador, projecto educativo

 O perigo dos encontros combinados a partir da internet.
 Este vídeo tem já bastantes anos e foi feito numa escola Americana.
 Tinha como objectivo alertar para os perigos reais dos encontros combinados na internet e visava, como é óbvio, todos os jovens de todas as escolas dos EUA.
 Quanto a mim, enquanto mãe de filhos adultos e cidadã, gostaria que as crianças e jovens do meu país tivessem tido e tenham as mesmas oportunidades de acesso a este tipo de informações e que as respetivas escolas trabalhassem estes temas, desenvolvendo os seus próprios programas de alerta e prevenção.


Conclusão:

Trevor- Esperamos que o que acabaram de ver vos faça perceber como é fácil que, alguém online, vos leve a acreditar numa mentira.
O que observaram pode acontecer a qualquer criança em todo o país, independentemente do local onde viva.
Director- Trevor, estás absolutamente certo. A única forma de nos protegermos é procurarmos ser mais espertos do que os criminosos. Foi por isso que fizemos este vídeo, para vos dizer que a nossa escola faz a diferença. Tal como nós, todas as outras escolas deveriam ter os seus programas de alerta aos seus alunos.
Trevor- Há muitas pessoas perigosas na internet. Que pretendem fazer-se passar por aquilo que não são.
Director- O meu nome é Jim e ele é o Trevor.
Como director, pensei que era necessário para todos os nossos alunos, dar-lhes os instrumentos necessários para se manterem seguros...
Trevor- Nós precisamos de saber como reconhecer o Perigo, na internet... 

Como sobreviver a um ataque nuclear

Sejamos claros, no momento em que nos encontramos, teremos de contemplar todas as hipóteses, por mais aterradoras que sejam.
E já que, pelo menos por agora, não podemos contar com iniciativas governamentais no sentido de sensibilizar a população para os riscos de uma hipotética guerra nuclear, os seus efeitos e quais os procedimentos a adoptar no caso de uma tal eventualidade caber-nos-á a nós, elementos da sociedade civil, levantar as questões e pressionar os agentes do ou dos eventuais ministérios envolvidos a trabalhar estas questões.


No que diz respeito a uma cultura de Prevenção, de pouco nos servem os "arejamentos".
Não estamos preparados para nada e não temos ninguém, nenhum organismo público orientado para as questões do Bem Comum que deveriam ser, não só os planos de contingência mas, também, as informações relacionadas com a nossa protecção nas mais diferentes áreas das nossas vidas.
O Estado preocupa-se com as questões da segurança na via pública, da vida quotidiana, em inventar, criar e recolher impostos (e, em última instância, com aqueles que considera os mais desfavorecidos) e os diferentes actores que o vão integrando parecem mais preocupados com a defesa dos interesses partidários e pessoais do que com as pessoas/eleitores que alegam representar, independentemente da sua condição socio-económica.
A busca e partilha de informações relacionadas com situações de prevenção de riscos, para além de ser um acto cívico é, também e sobretudo um acto político que a todos diz respeito, enquanto cidadãos nacionais.
Sempre assim fomos e continuamos a ser, por mais instruídos que sejamos, mais viagens que façamos, mais informações que tenhamos vindo a recolher, não mudamos ...
Apesar de poder ser considerado um pensamento perverso, continuo a pensar que o facto de não termos participado directamente na II Guerra mundial nos condenou a décadas de atraso cultural atendendo ao facto de, ao não sofrermos e vivenciarmos directamente as tragédias e horrores sofridos pelas nações que estiveram profundamente envolvidas no conflito, não termos desenvolvido, em termos colectivos, algo semelhante a uma "consciência colectiva"/instinto de defesa/cultura de resiliência*

* Bom, o significado que encontrei no Modo IA do Google parece reforçar esta ideia!...

Uma Real lição do conceito de Democracia

«(...)A king sounding more committed to democratic restraint than the party that claims to protect it. No shouting, no chaos, just a single line that cut through everything...
...Trump’s entire political identity is built on projecting dominance and control. But in this moment, he’s reduced to reacting while a global figure redefines the conversation without even engaging him directly.
Trump pushes power.
Republicans fold.
A monarch outclasses them all.
This wasn’t loud. It didn’t need to be. The quiet precision made the embarrassment unavoidable, exposing exactly who respects limits and who is desperate to erase them...»

Mark Carney, a fractura da ordem mundial

 Que discurso magistral!!!
 Que grande lição, repleta de sabedoria, inteligência, experiência e bom senso, dirigida à minoria de "poderosos" que, a coberto dos lugares que ocupam no panorama político mundial, da impunidade de que gozam e do dinheiro que, descaradamente, vão acumulando, aspira a governar o mundo e os seus povos sem respeito pela sua soberania, cultura e vontade!