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Nova Iorque (NYC), O apagão no Nordeste em 1965


"Esta é a história verídica da noite em que as luzes se apagaram — e de como uma cidade, New York, encontrou o caminho de volta para casa."


"Em cerca de doze minutos, 30 milhões de pessoas no nordeste dos Estados Unidos e no Canadá ficaram sem eletricidade, e ninguém sabia porquê.
Os elevadores pararam entre os andares.
As carruagens do metro congelaram nos túneis.
Muitos temiam que fosse um ataque.

O que aconteceu a seguir surpreendeu toda a gente."

Belíssima recreação!
E uma lição de resiliência e solidariedade!...

O amargo sabor a traição

 Para minha grande surpresa encontrei este video no canal Youtube da Câmara Municipal de Penela, datado de 27.11.2020, sem qualquer tipo de apreciação, aparentemente inofensivo e, mesmo assim, inexplicavelmente com os comentários desativados.
Parece que alguém, uma entidade, neste caso a Câmara Municipal de Penela, ou as partes envolvidas, sente/m algum desconforto e tomou/tomaram a decisão de jogar pelo seguro.


37 visualizações 
Estreou a 27/11/2020
 CENTRO DE ESTUDOS DE HISTÓRIA LOCAL E REGIONAL SALVADOR DIAS ARNAUT
Mensagem de Salvador Manuel Arnaut, neto e representante da família Salvador Dias Arnaut, no âmbito das comemorações do 10º Aniversário do Centro de Estudos de História Local e Regional Salvador Dias Arnaut

 E foi este video e a mensagem nele transmitida que despoletaram em mim um vendaval de emoções, cuja dificuldade em as gerir e controlar me levaram a quebrar o silêncio e decidir publicar este post, enquanto manifesto de revolta perante a iniquidade, falta de transparência, total ausência de respeito e consideração e, mesmo, eventuais atropelos da lei que ocorreram neste processo.

"(...)Pensas que os fins justificam os meios, ainda que estes sejam vis.
Enganas-te:
o Fim é a trajectória com que o alcanças.
Cada passo de hoje é a tua vida de amanhã"

Wilhelm Reich in «Escuta Zé Ninguém»


 Apesar de ser uma iniciativa louvável, os meios utilizados e o caminho percorrido foram, logo desde o inicio, execráveis pois, para pessoas bem formadas, os fins não podem nunca justificar os meios!...
 Em falta estiveram, apenas e logo desde o início, duas componentes fundamentais para a prossecução impoluta deste projecto:  inteligência e bom senso.
 Adiante.
 Dois anos depois de o meu sogro (ao tempo), o Prof. Doutor Salvador Dias Arnaut ter falecido, nasceu o meu filho, Luís Diogo, irmão e "afilhado" do Manel (Salvador Manuel).

* O Luís hoje tem 29 anos, licenciou-se em International Business, no King´s College, em Londres.
Vive e trabalha para uma empresa Americana, em Londres.
Também já trabalhou para uma empresa Israelita e estava em Tel Aviv (tinha acabado de chegar na manhã do próprio dia) no fatídico dia do ataque do Hamas a Israel (07.10. 2023).

 Demasiadamente reservado para o meu gosto, o Luís fez o seu percurso académico sem sobressaltos e tudo o que fez e conquistou na vida foi por mérito próprio, sem favores, sem "cunhas", sem referências!

 Sei que sou mãe e, como tal, suspeita no que diz respeito à opinião que tenho sobre os meus filhos e, nomeadamente, o Luís.
Mas como sempre tive, desde muito nova, um desenvolvido espírito analítico relativamente aos que foram sendo os objectos do meu interesse, sinto-me à vontade para afirmar que tenho um enorme orgulho e respeito pelo meu filho, pela sua tenacidade, independência, retidão e sentido de justiça (o mesmo que frequentemente me era comunicado pelas educadoras nos tempos em que frequentava a creche, em Coimbra).

 Precisamente por ser quem é e como é, e por não dever rigorosamente nada a ninguém, sempre e cada vez mais me magoa o facto de o Luís nunca ter sido incluído/contemplado, quanto mais não fosse por razões éticas e de respeito, não só no conhecimento, como na biografia e obra do seu avô paterno, mas também nas conversas e decisões que foram sendo tomadas ao longo dos anos, referentes ao mesmo e ao seu património material e cultural.

 Dirigindo-me, agora, ao Salvador Manuel pergunto, muito simplesmente, qual a lógica de pretender divulgar ao "mundo" o património cultural do seu avô paterno, quando intencional e cirurgicamente sempre o omitiu, enquanto irmão mais velho e "padrinho", ao seu irmão Luís?
Nunca o meu filho foi informado e, muito menos convidado (como se de um pária se tratasse) para qualquer um dos eventos que se têm realizado ao longo dos anos, desde os que se realizaram no Centro de Estudos da História Local e Regional Salvador Dias Arnaut (CEHLR-SDA) como, também, a inauguração da Rua Salvador Dias Arnaut, em homenagem ao avô de ambos.
E a distância nunca foi, não é nem será desculpa!
 A percentagem de ADN que partilham com o avô paterno é rigorosamente a mesma!
Eu sei que, hoje em dia, há muitas pessoas alérgicas ao conhecimento e produções científicas, mas estes não deixam de existir e de se afirmar na sequência das alergias.
Penela sempre foi um tabu nas relações com o Luís, algo que nunca entendi e nunca assimilarei.

 Curiosamente, lembrou-se do Luís e de lhe pedir que falasse com um jornalista do Diário de Coimbra (não tenho a certeza se foi este o jornal) na sequência do seu repatriamento de Israel para Portugal, por altura do ataque do Hamas, enquanto Luís Arnaut e na qualidade de cidadão de Coimbra.
Apenas e só!!!

 Aparece, entretanto, como "representante da família" mas, ainda hoje tem o seu pai (que o é de ambos) vivo, apesar de idoso e doente, de há uns anos a esta parte.
O problema não se coloca na representação, atendendo ao contexto geral, mas sim na total ausência de comunicação e satisfações para com um irmão (membro da sua família) adulto!

 Na sequência desta reflexão surgiu uma palavra (e respetivo conceito) que resume aquilo que sinto se tem passado ao longo de todos estes anos: Usurpação!!!
Não sei bem de quê, pois não sou detentora de todos os dados, mas impôs-se e penso que veio para ficar.

 Sei que é um tema delicado mas, também no que diz respeito à dimensão religiosa, está à vista a forma como é vivida e praticada:
foram precisos muitos anos para que eu compreendesse e aceitasse que existe uma diferença abismal entre Catolicismo e Cristianismo; a igreja católica é uma instituição, com todos os defeitos que as instituições humanas comportam e o Cristianismo é uma filosofia de vida.
 Só que foi o Cristianismo que esteve na base da instituição Igreja Católica e se resume a uma simples regra básica e fundamental na vida em sociedade: "Não faças aos outros aquilo que não gostarias que te fizessem a ti"!!!

 Questões para as quais não tenho resposta, que surgiram na sequência de uma investigação rudimentar e que parecem pertinentes:
- entre 1995 (ano falecimento meu sogro) e 2007, o imóvel a que me habituei a chamar de "casa de Penela" passa do nome do seu legítimo herdeiro para o do seu filho mais velho, Salvador Manuel Arnaut.
 Em 2007 o meu filho tinha 10 anos!
 Apesar de já divorciada há alguns anos e a viver no Algarve (na sequência de um divórcio muito conturbado e solução encontrada com o objectivo de preservar a saúde mental da minha família), uma vez que não falaram com o meu filho e eu detinha o poder paternal, quanto mais não fosse por razões de lisura, respeito e transparência, penso que teria sido de bom tom terem tido uma conversa comigo, uma vez que o Luís era, também, legítimo herdeiro do Pai.
- Em 2007 é estabelecido um "Acordo de Cooperação com a C.M.Penela", sendo o Primeiro Outorgante, Salvador Manuel Arnaut, o dono e legítimo possuidor do imóvel.
(Acta nº122, 28.02.2007)
Quando tive conhecimento desta situação, escrevi uma carta dirigida ao Sr. Presidente da Câmara, ao tempo e nunca obtive resposta fosse de quem fosse.
 O tempo passou!
- Em 2017, "direito de superfície", do mesmo imóvel mas com um diferente proprietário: precisamente a mãe do Salvador Manuel - Maria Eugénia Fareleiro!!!
(Acta nº 20, 23.10.2017)
Sendo que o Salvador Manuel é o único filho e herdeiro da senhora!!!
- Em 2018, "Isenção de IMT":Transmissão da propriedade para Sociedade Anónima:
"Por razões de otimização da gestão do património da família, o anterior e a atual proprietária do
imóvel, pretendem transmitir a propriedade do imóvel para a Sociedade Anónima, denominada Casal
do Pastor, Gestão Imobiliária, S.A., controlada pela família conforme certidão do registo comercial em
anexo, informando que o mesmo se manterá com a atual utilização e nos moldes devidamente
protocolados e contratualizados com o Município, não havendo qualquer intenção de o alienar a
terceiros.
Atendendo a que a transmissão para a já referida Sociedade Anónima tem de respeitar a forma
contratual legalmente prevista e tem caracter oneroso, vêm a atual proprietária do imóvel e o seu
filho, Maria Eugénia Pintassilgo Simões Fareleiro e Salvador Manuel Fareleiro Lacerda Arnaut,
respetivamente, invocando a utilização a que o imóvel está adstrito - Centro de Estudos de História
Local e Regional Salvador Dias Arnaut, solicitar a isenção do Imposto Municipal sobre as
Transmissões Onerosas de Imóveis referente ao ato de transmissão do referido imóvel para a Casal
do Pastor, Gestão Imobiliária, S.A.."
(Acta nº188, 29.06.2018)

 Perante o exposto, é difícil que nos não questionemos sobre o aparentemente acidentado percurso do imóvel em causa...

 A título de conclusão (pelo menos por agora!), tenho 99% de certeza que o Prof. Doutor Salvador Dias Arnaut, apesar das homenagens prestadas em seu nome, não estaria nada satisfeito com a forma como o processo se desenrolou, com a estratégia utilizada no sentido da intencional e deliberada exclusão do seu segundo neto e mais indignado ficaria, ainda, se o tivesse conhecido.

 A humildade é uma das características que ambos partilham!

 O património cultural, material e imaterial de uma pessoa notável (e neste caso específico, também por mérito próprio, exclusivamente!) não pode ser objecto de pretensões de exclusividade e, muito menos, de vaidade e promoção social e individual de seja quem for, caso seja esse o caso.
A confirmar-se, roçaria a dimensão patológica.

Tiveram, no mínimo, 20 anos para se manifestarem e falarem com o Luís (actualmente com 29 anos, como já anteriormente referi) e nunca o fizeram.
Deviam tê-lo feito na altura e momento próprios.

 Com 69 anos e no ocaso da minha vida, sou uma orgulhosa mãe de dois filhos que, apesar de muito diferentes um do outro, me mimam, me respeitam, se preocupam comigo e com o meu bem-estar.
 Entretanto e também com a idade, para além da sabedoria que lhe é implícita - "Saber de experiência feito!"- , e com as características próprias de quem pertence à Geração de 60, vem também o apelo à liberdade de sermos nós próprios, sem filtros, sem amarras e de nos exprimirmos enquanto tal e de dizer o que nos vai no coração.
 Fiz o que entendi devia fazer, enquanto por aqui ando.
E gostaria que o respeitassem (ao meu filho), da mesma forma que ele a todos respeita, a começar pela sua família. 

* Quero deixar bem claro, sob compromisso de honra, que o meu filho, o Luís, desconhece por completo o que sinto e tenho sentido ao longo destes anos e ignora completamente esta minha iniciativa.
 Imagino, também, que a não aprovaria, mas não estou preocupada com isso.
 Alguém tem de falar em seu nome e compete-me a mim fazê-lo.
 O "sentido de justiça" de que é dotado herdou-o de mim própria, e esse morrerá comigo.

Conferência Imprensa MAI, A questão que se impunha


 
"Dar pérolas a porcos"
'«É mais uma expressão com origem bíblica. No Evangelho segundo S. Mateus, cap. 7, no Sermão da Montanha, Cristo disse: "Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis pérolas a porcos, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem."»

 Na minha condição de cidadã comum, fiquei satisfeita e mais esclarecida depois das explicações dadas pelo Sr. Ministro do MAI relacionadas com as situações mais melindrosas de que tanto se tem falado no decurso das últimas semanas, sobre alguns procedimentos menos ortodoxos, enquanto director da Polícia Judiciária.

 Inconcebível para mim, foi o facto de não ocorrer a nenhum "jornalista" perguntar, não só aos dirigentes dos partidos, como aos comentadores em serviço, uma questão simplicíssima e que poderia ter sido altamente clarificadora, tanto em termos de análise de carácter como de expectativas de desempenho de funções de chefia:
perante o relato, feito na 1º pessoa, das dificuldades crónicas e recorrentes sentidas na PJ, para o cabal desempenho das suas funções - cuja situação específica exigia respostas rápidas, cirúrgicas, que contemplassem, entre outras, não só as limitações orçamentais disponíveis como uma ineficiente e morosa burocracia - o que teria feito, como teria agido cada um dos que, para além de continuar a criticar, o faziam condenando.
 Esse, sim, teria sido um serviço público, digno desse nome, prestado às audiências, constituídas por potenciais eleitores.

Daniel’s Story, A Boy’s Life During the Holocaust

 «Esta é a história das experiências de uma família durante o Holocausto, contada na perspectiva de Daniel, um rapaz fictício que cresce na Alemanha nazi.
 A personagem de Daniel representa as experiências reais de milhões de crianças judias durante o Holocausto.
 A história é baseada na exposição do Museu "Lembra-te das Crianças: A História de Daniel".»*
*United States Holocaust Memorial Museum

Eduardo Galeano, Medo de viver


 
Eduardo Galeano (03.09.1940 - 13.04.2015)
Legendado em Português

 Um verdadeiro "compêndio" de verdades inconvenientes, que não só se vão perpetuando no tempo (de uma confrangedora actualidade!), como têm vindo a assumir contornos de uma cada vez mais perversa e despudorada normalização.

Nassos Vakalis, Dinner for few

« "Jantar para Poucos" é uma representação alegórica da nossa sociedade.
Durante o jantar, "o sistema" alimenta os poucos que consomem todos os recursos, enquanto os restantes sobrevivem com as sobras.
Inevitavelmente, a luta pelo que resta leva a uma mudança catastrófica.
O resultado desta transição não se revela um sinal de esperança, mas sim a cópia exata dos pais.


« "Dinner For Few" is an allegorical depiction of our society.
During dinner, "the system" feeds the few who consume all the resources while the rest survive on scraps,
Inevitably, the struggle for what remains leads to catastrophic change.
The offspring of this transition turns out not to be a sign of hope, but the spitting image of the parents. »

Richard Gere, desarmar a ditadura


Sobre Donald Trump:
"Estamos a viver o período mais negro que já presenciei neste planeta.
Quem diria que a América se poderia tornar assim?
Quem diria que um maníaco como este viria a ser Presidente dos EUA e que destruísse todas as coisas boas (...) desde o primeiro dia que ele destruiu quase tudo o que era positivo no governo e povo americanos.
Como foi possível? Porque estávamos a dormir, não nos importámos, não votámos, não prestámos atenção ... claro que não votei nele, mas não desenvolvi esforços no sentido de, habilmente, convencer aqueles que me rodeavam de que era uma loucura eleger esta pessoa para Presidente dos EUA.
Todos somos responsáveis por esta situação, mas é espantoso como tão rapidamente, no espaço de algumas semanas, ele desmantelou os EUA
."

Com o objectivo de exemplificar o que se está a passar nos EUA, referiu-se a Dachau (campo de concentração próximo de Munique) e ao espaço de 45 anos que mediou as suas duas visitas ao memorial, chamando à atenção para o facto de ter havido uma alteração profunda, em termos de exposição e apresentação do mesmo.
Assim, de mera exposição de objectos, artefactos e restos humanos evoluiu no sentido de mostrar o processo de transformação do governo e sociedade alemães desde meados dos anos 30 do século passado (1930s) e de como, muito rapidamente, pessoas boas se transformaram em monstros.

Conclui apelando à necessidade de todos estarmos alerta, de sermos vigilantes e de estarmos atentos aos sinais que vão sendo dados, de forma a que o mundo não nos seja rapidamente tirado pela "ditadura dos monstros".
Trad. Maria M. Abreu

Edgar Morin, complexidade e incerteza

No dia da morte do filósofo e sociólogo Edgar Morin, um "optipessimista", de acordo com a sua autodefinição, apeteceu-me postar este video (6:25) onde ele desenvolve uma breve resenha histórica, política e filosófica sobre os avanços e retrocessos das sociedades, ao longo dos anos (séc. XX).
Fazendo uma analogia entre as ideologias políticas e as diferentes religiões, enquanto vias de redenção humana, defende que o impacto e preponderância destas, nas sociedades, se vai alternando, de acordo com a ascensão e queda dos diferentes sistemas ideológicos.

Predador, projecto educativo

 O perigo dos encontros combinados a partir da internet.
 Este vídeo tem já bastantes anos e foi feito numa escola Americana.
 Tinha como objectivo alertar para os perigos reais dos encontros combinados na internet e visava, como é óbvio, todos os jovens de todas as escolas dos EUA.
 Quanto a mim, enquanto mãe de filhos adultos e cidadã, gostaria que as crianças e jovens do meu país tivessem tido e tenham as mesmas oportunidades de acesso a este tipo de informações e que as respetivas escolas trabalhassem estes temas, desenvolvendo os seus próprios programas de alerta e prevenção.


Conclusão:

Trevor- Esperamos que o que acabaram de ver vos faça perceber como é fácil que, alguém online, vos leve a acreditar numa mentira.
O que observaram pode acontecer a qualquer criança em todo o país, independentemente do local onde viva.
Director- Trevor, estás absolutamente certo. A única forma de nos protegermos é procurarmos ser mais espertos do que os criminosos. Foi por isso que fizemos este vídeo, para vos dizer que a nossa escola faz a diferença. Tal como nós, todas as outras escolas deveriam ter os seus programas de alerta aos seus alunos.
Trevor- Há muitas pessoas perigosas na internet. Que pretendem fazer-se passar por aquilo que não são.
Director- O meu nome é Jim e ele é o Trevor.
Como director, pensei que era necessário para todos os nossos alunos, dar-lhes os instrumentos necessários para se manterem seguros...
Trevor- Nós precisamos de saber como reconhecer o Perigo, na internet... 

Como sobreviver a um ataque nuclear

 Sejamos claros, no momento em que nos encontramos, teremos de contemplar todas as hipóteses, por mais aterradoras que sejam.
 E já que, pelo menos por agora, não podemos contar com iniciativas governamentais no sentido de sensibilizar a população para os riscos de uma hipotética guerra nuclear, os seus efeitos e quais os procedimentos a adoptar no caso de uma tal eventualidade caber-nos-á a nós, elementos da sociedade civil, levantar as questões e pressionar os agentes do ou dos eventuais ministérios envolvidos a trabalhar estas questões.


 No que diz respeito a uma cultura de Prevenção, de pouco nos servem os "arejamentos".
 Não estamos preparados para nada e não temos ninguém, nenhum organismo público orientado para as questões do Bem Comum que deveriam ser, não só os planos de contingência mas, também, as informações relacionadas com a nossa protecção nas mais diferentes áreas das nossas vidas.
 O Estado preocupa-se com as questões da segurança na via pública, da vida quotidiana, em inventar, criar e recolher impostos (e, em última instância, com aqueles que considera os mais desfavorecidos) e os diferentes actores que o vão integrando parecem mais preocupados com a defesa dos interesses partidários e pessoais do que com as pessoas/eleitores que alegam representar, independentemente da sua condição socio-económica.
 A busca e partilha de informações relacionadas com situações de prevenção de riscos, para além de ser um acto cívico é, também e sobretudo um acto político que a todos diz respeito, enquanto cidadãos nacionais.
 Sempre assim fomos e continuamos a ser, por mais instruídos que sejamos, mais viagens que façamos, mais informações que tenhamos vindo a recolher, não mudamos ...
 Apesar de poder ser considerado um pensamento perverso, continuo a pensar que o facto de não termos participado directamente na II Guerra mundial nos condenou a décadas de atraso cultural atendendo ao facto de, ao não sofrermos e vivenciarmos directamente as tragédias e horrores sofridos pelas nações que estiveram profundamente envolvidas no conflito, não termos desenvolvido, em termos colectivos, algo semelhante a uma "consciência colectiva"/instinto de defesa/cultura de resiliência*

* Bom, o significado que encontrei no Modo IA do Google parece reforçar esta ideia!...