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Conferência Imprensa MAI, A questão que se impunha


 
"Dar pérolas a porcos"
'«É mais uma expressão com origem bíblica. No Evangelho segundo S. Mateus, cap. 7, no Sermão da Montanha, Cristo disse: "Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis pérolas a porcos, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem."»

 Na minha condição de cidadã comum, fiquei satisfeita e mais esclarecida depois das explicações dadas pelo Sr. Ministro do MAI relacionadas com as situações mais melindrosas de que tanto se tem falado no decurso das últimas semanas, sobre alguns procedimentos menos ortodoxos, enquanto director da Polícia Judiciária.

Inconcebível para mim, foi o facto de não ocorrer a nenhum "jornalista" perguntar, não só aos dirigentes dos partidos, como aos comentadores em serviço, uma questão simplicíssima e que poderia ter sido altamente clarificadora, tanto em termos de análise de carácter como de expectativas de desempenho de funções de chefia:

perante o relato, feito na 1º pessoa, das dificuldades crónicas e recorrentes sentidas na PJ, para o cabal desempenho das suas funções - cuja situação específica exigia respostas rápidas, cirúrgicas, que contemplassem, entre outras, não só as limitações orçamentais disponíveis como uma ineficiente e morosa burocracia - o que teria feito, como teria agido cada um dos que, para além de continuar a criticar, o faziam condenando.
Esse, sim, teria sido um serviço público, digno desse nome, prestado às audiências, constituídas por potenciais eleitores.