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Ukrain, The truth of Holodomor


Como podemos constatar, entre a URSS e a Federação Russa pouco ou nada mudou, no que diz respeito às estratégias de manipulação de informação utilizadas dentro e fora das fronteiras territoriais em causa.
Ontem, como hoje, escondiam-se e escondem-se as atrocidades cometidas - e são veementemente negados eventuais rumores de torturas, homicídio e genocídio - através de campanhas de desinformação que, em última instância, atribuíam e atribuem a responsabilidade dos rumores "inconvenientes" ao regime,  a viciosas táticas de propaganda anti-soviética (ao tempo) e anti-Russa, actualmente.

Bill Browder, Ukraine small taste of what's to come from Putin


Financial Post Interview

Uma entrevista a não perder para melhor compreender o regime de Vladimir Putin.

Aqui conseguimos obter algumas respostas para algumas das questões que se têm colocado na nossa civilização ocidental, assente em princípios democráticos que promovem e fomentam a tolerância e o respeito pelas liberdades individuais, a começar pela liberdade de expressão.

Aqui, também, ficamos a saber, entre muitas outras curiosidades, o que é um oligarca, quem são (cerca de 118 indivíduos) e qual o papel que desempenham na manutenção, estatuto, poder e riqueza de V. Putin.

Lu Henriquez, "Face of the Ukrainian War"

 
Jewish Projects/FB
Ironia do destino!...

Ao sr. Putin, actual Presidente da Federação Russa

 

Ilustr.: Street Art at Peace Square, Lyon, France/FB

Ao sr. Putin, actual Presidente da Federação Russa

Nem sequer consigo começar esta missiva com o tão habitual, como formal, "Caro"...

Porque o senhor, para mim, representa exactamente tudo aquilo que se opõe a qualquer sentimento de cordialidade. 

Ouço e olho para o que se está a passar na Ucrânia, em busca de uma explicação plausível, algo lógica, à luz da suposta aquisição de um conjunto de conhecimentos milenares acumulados pela humanidade e da evolução do pensamento do séc. XXI, e confesso não conseguir encontrar e, muito menos compreender, a avalanche demolidora de que o senhor é o mentor ao se permitir invadir, no ano de 2022, um país soberano como é a Ucrânia.

... Ainda se o senhor, à semelhança do seu homólogo Ucraniano, estivesse ao lado dos seus soldados, dando o exemplo e o seu corpo ao manifesto, lutando ombro a ombro com os mesmos e defendendo os seus pensamentos delirantes, eu poderia, num derradeiro esforço, tentar compreender, no mínimo, o reconhecimento da sua coerência e de que o senhor seria o primeiro a sacrificar-se em defesa das suas causas ...

Mas não ... o senhor começa por abusar do seu exército, dos homens e mulheres oriundos do seu país, do seu povo, usando-os  como carne para canhão sem qualquer complacência por eles próprios, as suas vidas, as suas famílias, os seus sonhos ...

O senhor é, actualmente, o símbolo das Maldade e Crueldade humanas, do que de pior o ser humano é capaz sempre, mas sempre resguardado, pela inerente Cobardia que caracteriza todos os homens e mulheres desprovidos de carácter e de sentimentos compassivos.

Do luxuoso e "fortificado" isolamento do seu bunker, cobardemente escondido e protegido à custa do seu Povo e da Pátria que pretende amar, em nome de uma megalomania que só pode ser resultante e manifestação de uma ou várias patologias, o senhor tudo faz para esquecer, negando, a sua condição mortal, aquela à qual não poderá fugir, independentemente das equipas técnicas de que se rodeia, de novo e sempre à custa do Povo em nome do qual fala.

Uma megalomania patológica, com consequências tão criminosas como devastadoras, e sem cabimento na era em que vivemos e com os problemas globais com os quais nos debatemos, enquanto Humanidade.

Para cúmulo, sei que o senhor é uma pessoa com formação académica superior que tem, inclusivamente, um doutoramento e, perante essa realidade e as provas que deu de ser uma pessoa inteligente, mais incompreensíveis, mesmo dignas de espanto, são essas suas retrógradas convicções, características de um obscurantismo que muitos de nós pensávamos não ser mais possível nos tempos que correm vindas, sobretudo, da parte de pessoas que integram o mundo académico.

Em jeito de conclusão, perante a estupefacção que domina a minha mente e os meus sentimentos, sei que o senhor é, pelo menos, pai de 2 filhas e que também já é avô e dou comigo a perguntar a mim própria o que sentirão as mesmas e toda a sua família, perante as barbaridades que o senhor está a mandar cometer à Ucrânia e ao louvável Povo Ucraniano. 

No meu país há um provérbio que diz que "quem a ferros mata, a ferros morre" e, infelizmente para si, não merece qualquer outro destino que não seja esse, o de conhecer um pouco do inferno de que o senhor se tornou autor.

Triste lado da História esse que o senhor escolheu para se notabilizar!!!
(Abril 03, 2022)

Ao ler este post, com o prolongar da barbárie, o agudizar da situação, algumas leituras relacionadas com a filosofia e estratégias utilizadas na era soviética e o percurso da personagem em questão, apercebi-me não só da minha tremenda ingenuidade (essencialmente fruto da ignorância) como do abismo existente entre a minha cultura ocidental - cujos valores e tradição democrática são e têm sido inquestionáveis - e a cultura soviética (União Soviética), belicista por natureza, atendendo ao seu pendor ditatorial e imperialista.
De entre as várias leituras feitas e testemunhos ouvidos registo este artigo de opinião da jornalista Americana Anne Applebaum na revista The Atlantic, em Junho de 2022:


Kyiv Street Art, We shall overcome (2022)

 



This mural symbolizes "the incredible strength and bravery of our soldiers and all the Ukrainian people, that don’t allow to tear apart our native homeland," writes Ukrainian artist Sasha Korban.
It shows two hands stitching a torn Ukrainian flag.
DW Euromaxx/FB
(Abril, 2022)

No dia em que a Ucrânia comemora o Dia da Independência (32.º aniversário) e quando se cumprem 18 meses de guerra, na sequência da ofensiva militar Russa contra o país, mais uma muito sentida homenagem ao povo Ucraniano, à resiliência e heroicidade que têm vindo a demonstrar ao longo deste conflito sangrento, destrutivo, tão estéril quanto infame ...
Viva a Ucrânia!!!

Einstein, mundo perigoso

 

"The world is a dangerous place, not because of those who do evil, but because of those who look on and do nothing."

Image source:
Bridgeman Images

No decurso destes últimos dias tenho-me lembrado, com muita frequência, desta citação de Albert Einstein.

Com a televisão ligada a maior parte do tempo, é com uma grande angústia e uma enorme revolta que vamos ouvindo e  assistindo às constantes notícias, reportagens e cenários de dor e de destruição causados por uma guerra completamente estéril, bárbara e totalmente irracional num mundo que, também ele, parece aceitar, pactuar e embarcar na mesma irracionalidade.

Doi-me a alma, e o coração e o pensamento sempre que vejo e ouço o Presidente Volodymyr Zelensky, um exemplo de uma heroicidade que eu pensava não existir mais, de amor à sua Pátria e aos valores a que a mesma aspira, suplicar a ajuda e intervenção das potências e países de cujo apoio tem estado dependente.

Os mesmos países e potências que, muito embora respaldando-o, se permitem seleccionar o tipo de ajuda e apoio que prestam enquanto, simultâneamente, vão assistindo, não serenos mas impávidos, a um rasto de destruição e ao prolongar de um sofrimento que aumentam de dia para dia na sequência dos consecutivos e inqualificáveis ataques contra um país - a Ucrânia - cidades e populações que se sentem e estão, de facto, exclusivamente entregues a si próprias, nos diferentes cenários internos de guerra.

Um povo e uma Nação que tem mostrado ao mundo inteiro ser de uma coragem e resiliência exemplares (mesmo notáveis!) e que tem estado a ser vítima de gravíssimas violações do Direito Internacional, de uma sistemática amálgama de irregularidades e atentados aos mais básicos Direitos, não só humanos como civilizacionais ...

Glória à Ucrânia e ao povo Ucraniano!

Março 05, 2022

Ucrânia, contingências da guerra

 

Mother writes on her daughter´s back name and address details
Julia Tveritina, digital (Abril, 2022)/FB

Crimes de guerra: permitir agora, para julgar depois


Getty image
Rússia invade Ucrânia e atira Mundo para nova Guerra Fria
JN

Permitir agora, para julgar e castigar depois!

É esta a lógica dos "senhores" do planeta em relação ao que se está a passar na Ucrânia.
Entretanto assiste-se ao destruir de uma Nação e à chacina de um povo sob o argumento de que mais sangue se verteria se houvesse um outro tipo de intervenção, se se fizesse aquilo que seria de esperar fosse feito, nada mais nada menos, do que tudo fazer para "cortar o Mal pela raiz".
Com a consciência e lucidez suficientes para reconhecer o valor (ou a falta dele) das opiniões que expresso - não sou ninguém, apenas gente, mas gente que reflecte - penso em mim, no meu país ou em qualquer outro e apercebo-me de que, se estivéssemos numa situação semelhante à da Ucrânia, sujeitos a uma qualquer invasão por parte de uma qualquer entidade insana estaríamos, tal como os Ucranianos, completamente sós, entregues a nós próprios e às nossas contingências, sem apelo nem agravo, apesar de uma eventual condenação mediática global por parte de aliados e simpatizantes...
Seríamos eliminados, aniquilados, reduzidos a cinzas e, posteriormente, lamentada a situação que nos coube enfrentar!...

Guerra nossa, sangue nosso.

Preocupados em investigar e documentar eventuais crimes de guerra, ninguém contempla a hipótese de por um termo a esse massacre, a esse constante acumular de horrores com que diariamente somos bombardeados através dos diferentes meios de comunicação social.
Entretanto, e como é já é habito em períodos de grande sofrimento e enorme instabilidade, há sempre quem ganhe com estas situações e os comentadores/especialistas vieram para se instalar.

A mim, que "fervo em pouca água" e sempre procuro abreviar situações problemáticas parece-me cínico, mesmo obsceno, não só permitir como assistir ao prolongar de uma guerra que de dia para dia vai ceifando mais vidas, destruindo, traumatizando e desestruturando mais famílias, criando mais orfãos e devastando mais território. 

Enquanto os critérios de intervenção se basearem, apenas e só, em apoios técnicos, morais e materiais não poderemos contar, nunca, com aquela que aparenta ser (aos olhos de um leigo!...) a mais eficaz e rápida das soluções: uma intervenção directa por parte das forças aliadas de algumas das mais poderosas potências mundiais.

(Abril, 17, 2022)

E a guerra prolonga-se sem parecer ter fim à vista!...