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"Keep calm & carry On", Inglaterra, Natal de 1939

 
Porque fez parte de um evento histórico não muito distante e, como tal, penso deva ser conhecido e/ou recordado, enquanto fonte de conhecimento e reflexão, lembrei-me deste artigo publicado no Daily Mail, a 25 de Dezembro de 2012:


Um artigo do jornalista Leon Watson publicado no Mail Online.
Muito interessante e bem documentado com o registo de fotografias/imagens de arquivo da época, tem como tema central o Natal do ano de 1939, em Inglaterra, na sequência da declaração de guerra contra a Alemanha, ocorrida a 3 de Setembro do mesmo ano.

"Would it be wrong to carry on as usual? Or was it a patriotic duty to defy Hitler and make it a happy Christmas?"

  Numa perspectiva histórica convida à reflexão sobre os desafios e contradições, dúvidas e hesitações que se puseram, ao tempo, a todos aqueles que, envolvidos nas diferentes áreas da sociedade, tinham como obrigação a pesada tarefa de transmitir e incentivar algum sentido de normalidade lá e num momento em que esta não tinha, de facto, cabimento.
Sob o lema "Keep Calm & carry on", as famílias e organismos eram aconselhados a envidar todos os esforços no sentido de procurar festejar o Natal, em nome e por amor às crianças.
Leitura recomendada.

Four Vagabonds, Rosie the Riveter

 

"All the day long, whether rain or shine,
she is a part of the assembly line,
she is making history,
working for victory ..."

Um tributo a Rosie the Riveter, símbolo de todas as mulheres Americanas que, na retaguarda, e ocupando muitos dos postos de trabalho deixados livres pelos homens que partiram para a linha da frente, contribuíram com o seu enorme esforço e trabalho para a victória das forças aliadas, durante a II Guerra Mundial.

Rosie the Riveter, o ícone Feminino da II Guerra Mundial

 
"Durante os tempos difíceis vividos, na época, coube às mulheres a árdua tarefa de substituírem os homens nos diferentes sectores produtivos da nação, integrando linhas de montagem, não só em fábricas e estaleiros como nas quintas, sector militar e outros, tradicionalmente associados ao género masculino.
Encarando a situação como transitória (sacrifício/esforço de guerra), encontraram forma de a compatibilizar com os seus papeis tradicionais (esposas e mães de família), entendidos como valores sociais a preservar."
Samantha Warren

Tradução e adaptação
Maria M. Abreu

O perigo das mensagens subliminares

 
Atingindo níveis de sofisticação nunca antes experimentados, vivemos à mercê de um constante bombardear de "informações"/sugestões cientificamente estudadas e dirigidas a uma dimensão do ser humano altamente receptiva, facilmente sugestionável e de difícil controle: o subconsciente.
Desavisado, porque ignorado, é um terreno fértil, o terreno ideal para a implantação de ideias, sugestões e, sobretudo, comportamentos. 
E o que incomoda, mesmo, é a utilização consciente, abusiva e manipuladora destes recursos que, com objectivos muito específicos, são dirigidos a maiorias incautas e sem capacidade de defesa.

Aterradora, é esta nova forma de "colonização" ... a da MENTE!...

Esforços de Guerra IX: Limitações ao Consumo de Combustíveis

 Como manter o aquecimento com menos combustível, durante o próximo Inverno

. Isole paredes e tectos

. Calafete as janelas e tape/repare as fendas

. Encomende, antecipadamente, faixas protectoras de tempestades.

. Verifique o funcionamento da sua lareira de forma a garantir uma queima eficiente

AJA DE IMEDIATO ... ENQUANTO OS HOMENS E OS MATERIAIS ESTÃO DISPONÍVEIS

Mudam-se os tempos, as circunstâncias e as vontades, mas não a necessidade de prevenção, precaução e cuidados a ter para garantir a satisfação das necessidades básicas, com o conforto possível.
Sempre me incomodou e cada vez mais me revolta a total ausência de uma cultura de prevenção na sociedade Portuguesa em geral e na classe política, em particular ... pois caberia a esta, não só a obrigação e o papel de zelar pela proteção e bem-estar dos seus concidadãos como, simultaneamente, exercer uma pedagogia, tão fundamental quanto necessária, tendente a inculcar nestes estas preocupações e valores.

Esforços de Guerra VIII: Apelo a consumos alternativos

«The time for extracting a lesson from History is ever at hand for those who are wise »

POUPEM a CARNE para os nossos Soldados e Aliados

E é esta cultura que decorre da necessidade de união de esforços conjuntos exigidos a todo um povo, no decurso da sua História, que faz dos EUA um país com um apuradíssimo (e invejável) sentimento patriótico.
Muito para além das naturais e salutares divergências ideológicas impõem-se, em cada momento específico, o sentido de pertença e a necessidade de participação/colaboração nos mais elevados desígnios da nação.

Esforços de Guerra VII: Reciclagem da Roupa


MAKE - DO and MEND
CORTA - COSE e REMENDA

As lições de um Passado não muito distante!!!

Durante a II Guerra Mundial e na sequência das dificuldades e restrições já aqui abordadas, as pessoas eram encorajadas a fazer/confeccionar e remendar as suas próprias roupas, atendendo ao facto de tudo ser racionado e de haver uma tremenda necessidade de contenção de gastos.

Composição, tradução e adaptação: Maria M. Abreu

Esforços de Guerra VI: Restrições impostas à População Civil

 Apelo à substituição da farinha de trigo pela de milho

As ilações que podemos tirar e, sobretudo, as lições que devemos aprender

Numa fase em que a produção interna tinha como principais destinatários, não só o aprovisionamento das suas tropas em combate como, também, o mercado externo constituído pelos países aliados europeus*, foram muito significativas as restrições impostas à população civil no acesso aos principais géneros alimentícios (trigo, carne, açúcar e gorduras).

A necessidade de apelar à colaboração do povo Americano no esforço de guerra, através de diversas medidas conjuntas de suporte e apoio, propondo e divulgando alternativas ao consumo dos produtos em falta - numa época em que ainda não existia televisão e as emissões radiofónicas não eram acessíveis a todos - deu origem a um proliferar de cartazes de propaganda cujas palavras e imagens persuasivas apelavam à união de esforços, patriotismo e resistência, tendo como meta final a vitória sobre as forças inimigas.

Tradução e Adaptação
Maria M. Abreu

Esforços de Guerra V: Mobilização para a Produção Nacional

 "Posters criados pela United States Crop Corps com o objectivo de recrutar jovens para os trabalhos agrícolas durante a II Guerra Mundial.

A convocação de grande parte da população do sexo masculino para o serviço militar gerou uma escassez de mão-de-obra na agricultura e a consequente necessidade de encontrar voluntários que trabalhassem nos campos, entre os mais jovens."


Agriculture - World WarII (1939-1945) -War work

De interesse histórico, estes posters/slogans revelam-nos o esforço de toda uma Nação em luta pela necessidade de manter o seu país a produzir apesar da escassez de mão-de-obra motivada pelo recrutamento, em massa, dos seus homens para cenários de guerra.

Em tempo de guerra/crise, é preciso arregaçar as mangas e ir à luta.

Na ausência de organismos empenhados e/ou com capacidade para mobilizar as populações teremos de ser nós, individualmente ou em grupo, a procurar os meios através dos quais possamos fazer face à carestia de vida que a todos pode atingir.

Composição, tradução e adaptação
Maria M. Abreu

Esforços de Guerra IV: o papel desempenhado pelos "Victory Gardens"

 As ilações que podemos tirar e, sobretudo, as lições que devemos aprender !!!

Atendendo ao facto de a maior parte de nós, Portugueses, não deter este tipo de informações e porque considero serem importantes enquanto estratégias a conhecer e a aprofundar - sobretudo quando passámos, já, por tempos difíceis em que a fome bateu à porta de muitos, entendi ser meu dever cívico partilhá-las, tanto mais que faz hoje anos que começou a II Guerra Mundial

Os Victory gardens foram um, de entre os vários mecanismos modeladores de culturas de solidariedade, virados para a defesa e preservação de sociedades a braços com graves dificuldades, ao tempo.

«Os Victory gardens, também designados war gardens ou food gardens for defense, eram jardins onde se plantavam legumes, fruta e ervas aromáticas em residências privadas e parques públicos, não só nos EUA como, também, no Reino Unido, Canadá e Alemanha durante as I e II Guerras Mundiais. Tinham como objectivo reduzir o peso no fornecimento de alimentos ao público, na sequência do esforço de guerra. A acrescentar ao contributo indirecto na participação deste mesmo esforço, estes jardins eram também considerados um "reforço moral" civil — através desta iniciativa os produtores sentiam-se compensados, não só pela sua contribuição em termos de trabalho produzido como, também, pelos produtos dele resultantes.
Os victory gardens tornaram-se parte da vida quotidiana na frente nacional.» Wikipedia

"Pretendia-se, por parte dos organismos governamentais, que cada cidadão e/ou família providenciasse a produção das suas próprias frutas e legumes.
Responderam ao apelo cerca de 20 milhões de Americanos.
Em nome de valores patrióticos plantaram jardins/hortas nas traseiras de suas casas, em terrenos disponíveis e até mesmo nos terraços de prédios urbanos.
Os vizinhos repartiam os recursos entre si plantando diferentes tipos de alimentos e formando cooperativas. 
Simultâneamente as famílias foram encorajadas a conservar/enlatar os produtos que sobejavam para uso próprio, de forma a salvaguardar o fornecimento dos enlatados comerciais para o consumo das forças militares."
Living History Farm
Setembro 2,  2018
Ilustr. Propaganda art for WWII Victory Gardens
Library of Congress
Tradução e adaptação: Maria M. Abreu

Esforços de Guerra III : restrição e aprovisionamento alimentos destinados às tropas em combate

"What experience and history teach is this: 
that people and governments never have learned anything from history or acted on the principles deduced from it."

"FOOD WILL WIN THE WAR"

Quando os EUA entraram na guerra em Abril de 1917, o Presidente Wilson nomeou Hoover para a chefia da US Food Administration.
Este, acreditando firmemente que a política de restrição e aprovisionamento dos alimentos conduziria a uma vitória dos EUA e aliados contra o inimigo, criou o slogan "Food will win the War", difundindo-o por todo o país.
Foi dele também a ideia de persuadir a população a evitar o consumo de alguns bens alimentares específicos em determinados dias da semana *(meatless Mondays, wheatless Wednesdays), com o objectivo de os reservar para as tropas em combate.
Em alternativa e, quando em dúvida, aconselhava ao consumo de batatas.

Tradução e adaptação: Maria M.Abreu
Ilustr. Google

Esforços de Guerra II: racionamento do consumo de Alimentos

 "History is philosophy learned from examples."


"Durante a I Guerra Mundial, a FDA(EUA) instigava as famílias a reduzir o consumo dos principais alimentos estratégicos, com a finalidade de contribuírem para um esforço conjunto de guerra.
A preservação dos alimentos tinha como objectivo não só a manutenção das tropas dos EUA como, também, o abastecimento das populações de alguns países europeus cujos circuitos de produção e distribuição foram interrompidos pela guerra.
Com o objectivo de encorajar o racionamento voluntário, por parte da população, a FDA criou o slogan "Food Will Win the War" - "Os alimentos ajudar-nos-ão a vencer a guerra" e criou os conceitos "Segunda-Feira sem carne"* e "Quarta-Feira sem trigo" para fazer lembrar aos Americanos a necessidade de reduzir o consumo destes produtos."
Para além da publicidade, este organismo providenciou uma ampla variedade de materiais, desde panfletos informativos a livros de receitas e menus adequados às circunstâncias.

Novembro, 04, 2018
Tradução e adaptação: Maria M.Abreu

Esforços de Guerra I: a escassez e o racionamento de Recursos

 No ano e mês em que se comemora o centenário do Armístício (I Guerra Mundial,11 Nov.1918) entendi fazer todo o sentido introduzir, neste blogue, uma temática que muito me apaixonou a partir do momento em que a ela tive acesso e sobre ela me debrucei: as diferentes medidas de carácter socio-económico tomadas em alguns dos países intervenientes (EUA e Reino Unido), tanto na I como na II Guerras Mundiais.
Estas tinham como objectivo racionalizar as respectivas economias nacionais e libertar recursos para o tremendo esforço de guerra em que estavam envolvidos.

"History is a guide to navigation in perilous times.
History is who we are and why we are the way we are."

"Apesar de os EUA terem estado envolvidos na I Guerra Mundial por, apenas, 19 meses (de Abril de 1917 a Novembro de 1918) foi extraordinária a mobilização da sua economia. Mais de quatro milhões de Americanos serviram nas forças armadas e a economia dos EUA transformou-se numa vasta reserva de provisões de matérias-primas e munições."
A dimensão do exército e consequente necessidade de encontrar os meios de financiamento da guerra, traduziram-se na implementação de medidas político-económicas de extremo rigor, por parte do governo Americano, ao tempo.
Ao assumir o controle da economia e legislando em conformidade o governo criou, entre outras medidas, uma ampla variedade de organismos destinados a implementar e supervisionar políticas específicas em áreas tão diversas como a da agricultura/alimentação, gestão de combustíveis, de transportes ferroviários, etc.
A propaganda foi um dos veículos utilizados para fazer passar as principais mensagens no país, atendendo à necessidade de envolvimento de toda a população no tremendo esforço que lhes era exigido.
Variáveis constantes eram os apelos à cooperação voluntária, à poupança, reutilização e consumo racionais.

Novembro, 03, 2018
Tradução e adaptação
Maria M. Abreu

Das Intemporais Estratégias de Manipulação de Massas

 

FB Ilustr.

As estratégias são múltiplas, diversas e visam diferentes objectivos.

De uma aterradora actualidade, quem as manipula (às massas) fá-lo deliberada e intencionalmente e, regra geral, não olha a meios para atingir os seus fins.

Quanto aos objectivos, permeiam as mais diferentes dimensões da vida social: tanto a política, como a económica, a religiosa e, mesmo, a cultural.

Eles são os ditadores, auto-proclamados dirigentes políticos, protegidos pelos diferentes ordenamentos jurídicos territoriais, cujo actual e mais conhecido expoente máximo, se centra na figura do Presidente Vladimir Putin.

São, também, os multimilionários empresários que não hesitam em "criar e alimentar necessidades artificiais", junto das populações, de forma a poderem manter e aumentar os seus obscenos impérios.

E os grupos religiosos radicais, ortodoxos, cujas crenças assentam em dogmas de uma ancestralidade milenar e que recorrem a todos os estratagemas, violência incluída, com o objectivo de tentar "colonizar" as mentes de quem se atreve a questionar.

E são, ainda, as minorias e os lobbies por elas criados que, a coberto da democracia e das sociedades democráticas em que se movimentam, mas com semelhantes tendências autoritárias, pretendem impôr um "pensamento único", um tipo de cultura a que, hoje em dia, se deliberou chamar de "políticamente correcto".

Em relação às massas, quanto mais ignaras, mais facilmente se deixam penetrar por uma qualquer ideologia que se apresente suficientemente sedutora para as convencer.

Quanto a mim, ser pensante e amante da liberdade de pensamento (de que não prescindo), qualquer uma destas formas de coerção é uma violência que deveria envergonhar a quem, descarada ou subtilmente, dela faz uso.