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Esforços de Guerra VIII: Apelo a consumos alternativos

«The time for extracting a lesson from History is ever at hand for those who are wise »

POUPEM a CARNE para os nossos Soldados e Aliados

E é esta cultura que decorre da necessidade de união de esforços conjuntos exigidos a todo um povo, no decurso da sua História, que faz dos EUA um país com um apuradíssimo (e invejável) sentimento patriótico.
Muito para além das naturais e salutares divergências ideológicas impõem-se, em cada momento específico, o sentido de pertença e a necessidade de participação/colaboração nos mais elevados desígnios da nação.

Esforços de Guerra VI: Restrições impostas à População Civil

 Apelo à substituição da farinha de trigo pela de milho

As ilações que podemos tirar e, sobretudo, as lições que devemos aprender

Numa fase em que a produção interna tinha como principais destinatários, não só o aprovisionamento das suas tropas em combate como, também, o mercado externo constituído pelos países aliados europeus*, foram muito significativas as restrições impostas à população civil no acesso aos principais géneros alimentícios (trigo, carne, açúcar e gorduras).

A necessidade de apelar à colaboração do povo Americano no esforço de guerra, através de diversas medidas conjuntas de suporte e apoio, propondo e divulgando alternativas ao consumo dos produtos em falta - numa época em que ainda não existia televisão e as emissões radiofónicas não eram acessíveis a todos - deu origem a um proliferar de cartazes de propaganda cujas palavras e imagens persuasivas apelavam à união de esforços, patriotismo e resistência, tendo como meta final a vitória sobre as forças inimigas.

Tradução e Adaptação
Maria M. Abreu

Esforços de Guerra III : restrição e aprovisionamento alimentos destinados às tropas em combate

"What experience and history teach is this: 
that people and governments never have learned anything from history or acted on the principles deduced from it."

"FOOD WILL WIN THE WAR"

Quando os EUA entraram na guerra em Abril de 1917, o Presidente Wilson nomeou Hoover para a chefia da US Food Administration.
Este, acreditando firmemente que a política de restrição e aprovisionamento dos alimentos conduziria a uma vitória dos EUA e aliados contra o inimigo, criou o slogan "Food will win the War", difundindo-o por todo o país.
Foi dele também a ideia de persuadir a população a evitar o consumo de alguns bens alimentares específicos em determinados dias da semana *(meatless Mondays, wheatless Wednesdays), com o objectivo de os reservar para as tropas em combate.
Em alternativa e, quando em dúvida, aconselhava ao consumo de batatas.

Tradução e adaptação: Maria M.Abreu
Ilustr. Google

Esforços de Guerra II: racionamento do consumo de Alimentos

 "History is philosophy learned from examples."


"Durante a I Guerra Mundial, a FDA(EUA) instigava as famílias a reduzir o consumo dos principais alimentos estratégicos, com a finalidade de contribuírem para um esforço conjunto de guerra.
A preservação dos alimentos tinha como objectivo não só a manutenção das tropas dos EUA como, também, o abastecimento das populações de alguns países europeus cujos circuitos de produção e distribuição foram interrompidos pela guerra.
Com o objectivo de encorajar o racionamento voluntário, por parte da população, a FDA criou o slogan "Food Will Win the War" - "Os alimentos ajudar-nos-ão a vencer a guerra" e criou os conceitos "Segunda-Feira sem carne"* e "Quarta-Feira sem trigo" para fazer lembrar aos Americanos a necessidade de reduzir o consumo destes produtos."
Para além da publicidade, este organismo providenciou uma ampla variedade de materiais, desde panfletos informativos a livros de receitas e menus adequados às circunstâncias.

Novembro, 04, 2018
Tradução e adaptação: Maria M.Abreu

Esforços de Guerra I: a escassez e o racionamento de Recursos

 No ano e mês em que se comemora o centenário do Armístício (I Guerra Mundial,11 Nov.1918) entendi fazer todo o sentido introduzir, neste blogue, uma temática que muito me apaixonou a partir do momento em que a ela tive acesso e sobre ela me debrucei: as diferentes medidas de carácter socio-económico tomadas em alguns dos países intervenientes (EUA e Reino Unido), tanto na I como na II Guerras Mundiais.
Estas tinham como objectivo racionalizar as respectivas economias nacionais e libertar recursos para o tremendo esforço de guerra em que estavam envolvidos.

"History is a guide to navigation in perilous times.
History is who we are and why we are the way we are."

"Apesar de os EUA terem estado envolvidos na I Guerra Mundial por, apenas, 19 meses (de Abril de 1917 a Novembro de 1918) foi extraordinária a mobilização da sua economia. Mais de quatro milhões de Americanos serviram nas forças armadas e a economia dos EUA transformou-se numa vasta reserva de provisões de matérias-primas e munições."
A dimensão do exército e consequente necessidade de encontrar os meios de financiamento da guerra, traduziram-se na implementação de medidas político-económicas de extremo rigor, por parte do governo Americano, ao tempo.
Ao assumir o controle da economia e legislando em conformidade o governo criou, entre outras medidas, uma ampla variedade de organismos destinados a implementar e supervisionar políticas específicas em áreas tão diversas como a da agricultura/alimentação, gestão de combustíveis, de transportes ferroviários, etc.
A propaganda foi um dos veículos utilizados para fazer passar as principais mensagens no país, atendendo à necessidade de envolvimento de toda a população no tremendo esforço que lhes era exigido.
Variáveis constantes eram os apelos à cooperação voluntária, à poupança, reutilização e consumo racionais.

Novembro, 03, 2018
Tradução e adaptação
Maria M. Abreu