Quando comecei a interessar-me por este tema, em Julho de 2007, aqui em Portugal ainda ninguém falava dele e o conhecia pela designação que hoje tem: Bullying (um anglicismo que acabou por ser adoptado e integrado no vocabulário do nosso quotidiano).
Ao tempo, o significado mais próximo que encontrei para este fenómeno - que não é de hoje e tem atravessado variadíssimas gerações - foi o de "perseguição/intimidação" e, durante algum tempo, foram estes os termos que usei nas traduções que ia fazendo e postando num meu anterior blogue.
Como o tema, para além de recorrente se tem agravado, abrangendo novas variáveis socioculturais, de que destaco as resultantes de processos migratórios, resolvi passar para este blogue todo o trabalho que fui postando no anterior.
Em busca do equilíbrio entre a constância e "certezas" do Passado e a fluidez e múltiplas contingências do Presente
Bullying, um flagelo a combater
O massacre de Gaza e as crianças
Genocídios perpetrados em pleno séc. XXI, por povos que deles foram vítimas há algumas dezenas de anos atrás (79) são actos que, para além de serem difíceis de conceber, é impossível sejam aceites e compreendidos, independentemente das justificações e argumentos apresentados.
Kahlil Gibran, Filhos
A propósito dos filhos que, sendo nossos, nos não pertencem.
Comprar o tempo
Unbelievable
UNBELIEVABLE é mesmo "unbelievable", inacreditável, uma excelente minissérie que não pode ser ignorada e que deverá fazer parte essencial da videoteca (?) de todos aqueles que subscrevem a Netflix.
A história de Marie Adler é baseada em factos reais e, para além de revelar as alegadas falhas das investigações relacionadas com violações nos EUA expõe, também, a situação das crianças que, dependentes dos serviços sociais do Estado, andam de mão em mão, de família de acolhimento em família de acolhimento, sem encontrarem a estabilidade de que tanto precisariam para se poderem desenvolver de forma equilibrada.
Marie Adler é uma sobrevivente, sob vários aspectos e em diversas áreas da sua vida.
Sobrevivente de um sistema complexo e deficiente de Protecção Social à Infância e vítima e sobrevivente de um sistema judicial que, não só não teve a capacidade de a defender como, ao acusá-la de perjúrio, permitiu que o criminoso prolongasse as suas actividades criminosas impunemente e, pelo caminho, deixasse mais vítimas e provocasse mais sofrimento.
Ronan´s Escape, short film on Bullying
A propósito do Bullying, da amargura, incompreensão e sofrido silêncio de quem dele é vítima.
Sempre em silêncio (confrangedor, para quem está de fora!) Ronan, o "loser", desistiu de lutar e acabou por ceder à profunda depressão para a qual foi empurrado.
Com a diferença de que então, há uns anos atrás, era preciso sensibilizar a sociedade, as escolas, os professores e os grupos e Hoje não há desculpa e é intolerável qualquer tipo de condescendência.
Uma curta-metragem que poderia, perfeitamente, integrar um programa curricular associado à Educação Cívica atendendo à sua lamentável actualidade.
Predadores Sexuais, quem são e a quem perseguem
Quem são e a quem perseguem?
O predador sexual é uma pessoa que foi condenada ou julgada culpada por ter cometido ofensas sexuais sendo, regra geral, reincidente - isto é - tem uma forte probabilidade de voltar a cometer os mesmos crimes.
São, normalmente:
*do sexo masculino;
*de raça branca;
*podem ser novos ou de idade avançada;
*habitualmente são pessoas educadas;
*bem colocadas socialmente ou que sabem estar e viver em sociedade;
*aprumadas;
*regra geral, ocupam cargos respeitáveis.
Quem Visam ou a quem Perseguem:
*Crianças/jovens curiosos ou rebeldes;
*Crianças/jovens confiantes, ingénuos;
*Crianças/jovens que manifestem necessidade de Atenção e Amor;
*Geralmente entre os 9 e 15 anos de idade;
*Os que tendem a ser solitários ou andam, frequentemente, sozinhos.
I´m a nobody
As Perversões no seio da Igreja Católica
Partindo do principio de que não sou ninguém para perdoar ou deixar de perdoar a seja quem for jamais, na minha humana insignificância, poderei perdoar a todos aqueles que, com responsabilidades acrescidas, atentaram contra a inocência e o pudor de milhares de crianças destruindo-lhes as vidas, sonegando as suas legítimas esperanças e afastando-as do caminho da fé que era suposto propagarem ...
O Mal, afinal, tem estado e partido do seio da própria igreja católica, enquanto instituição, e todos aqueles que, conscientemente, ocultaram os factos e denúncias que até eles chegaram, se calaram e calam estes crimes dirigidos e praticados contra crianças foram e são coniventes dos mesmos, contribuindo para a prática reiterada dos crimes em causa, para o prolongamento do sofrimento inflingido aos abusados e para o aumento de novas vítimas.
Esta conspiração do silêncio que tem vigorado ao longo de décadas e, muito provavelmente de séculos, por parte da igreja católica (que tomou a seu cargo a educação e acompanhamento de crianças, sobretudo as que provinham de meios mais desfavorecidos) serviu, tão só, como veículo de propagação das próprias forças do Mal.
Entretanto ainda há quem defenda que os perpetradores dos crimes em causa deverão ser acompanhados ... Não, deverão ser severamente punidos, expostos na "praça pública" e, senhores eclesiásticos, não há perdão para semelhantes comportamentos vindos da vossa parte.
Abusaram vergonhosamente do estatuto que tinham enquanto "pastores", membros da Igreja, das vossas prerrogativas clericais e das vossas funções assistencialistas para dar satisfação a algumas das vossas mais básicas pulsões junto dos mais frágeis entre os frágeis, as crianças, aqueles que não tinham capacidade de se defenderem, de vos fazer frente, face à representação que de vós era e tem sido feita.



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