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Remembrance Day, em defesa da preservação de memórias colectivas

 
Ilustr. Tumblr

Tenho uma enorme admiração pelas culturas e países que recordam e valorizam a sua História homenageando, simultâneamente, todos aqueles que, de forma altruísta, deram e perderam as suas vidas em nome das nações e dos valores que defendiam.

Um país, uma Nação sem referências, despojado de memórias colectivas, será sempre um país mais frágil e fragilizado, porque descaracterizado, desprovido daquilo que deveria constituir a sua espinha dorsal, a sua História.

Não existem comunidades sem história, sem Passado, com episódios mais ou menos épicos, mais ou menos glorificadores, mas que estiveram lá e estão na génese do que somos, hoje, do nível de desenvolvimento que alcançámos e das peculiares características que temos, enquanto povo com uma língua e identidade próprias.

E é esta função identitária e unificadora de todo o conjunto das nossas memórias e tradições colectivas, que deveria ser não só preservada como incentivada.

Esforços de Guerra X: Combate ao desperdício

As ilações que podemos tirar e, sobretudo, as lições que devemos aprender...

Apelo à compra, confecção e consumo alimentar racionais

1. compre com um propósito 
2. cozinhe com cuidado
3. consuma menos trigo e carne
4. compre produtos locais
5. sirva apenas o suficiente
6. guarde as sobras

NÃO AS DESPERDICE!!!

Esforços de Guerra IX: Limitações ao Consumo de Combustíveis

 Como manter o aquecimento com menos combustível, durante o próximo Inverno

. Isole paredes e tectos

. Calafete as janelas e tape/repare as fendas

. Encomende, antecipadamente, faixas protectoras de tempestades.

. Verifique o funcionamento da sua lareira de forma a garantir uma queima eficiente

AJA DE IMEDIATO ... ENQUANTO OS HOMENS E OS MATERIAIS ESTÃO DISPONÍVEIS

Mudam-se os tempos, as circunstâncias e as vontades, mas não a necessidade de prevenção, precaução e cuidados a ter para garantir a satisfação das necessidades básicas, com o conforto possível.
Sempre me incomodou e cada vez mais me revolta a total ausência de uma cultura de prevenção na sociedade Portuguesa em geral e na classe política, em particular ... pois caberia a esta, não só a obrigação e o papel de zelar pela proteção e bem-estar dos seus concidadãos como, simultaneamente, exercer uma pedagogia, tão fundamental quanto necessária, tendente a inculcar nestes estas preocupações e valores.

Esforços de Guerra VIII: Apelo a consumos alternativos

«The time for extracting a lesson from History is ever at hand for those who are wise »

POUPEM a CARNE para os nossos Soldados e Aliados

E é esta cultura que decorre da necessidade de união de esforços conjuntos exigidos a todo um povo, no decurso da sua História, que faz dos EUA um país com um apuradíssimo (e invejável) sentimento patriótico.
Muito para além das naturais e salutares divergências ideológicas impõem-se, em cada momento específico, o sentido de pertença e a necessidade de participação/colaboração nos mais elevados desígnios da nação.

Esforços de Guerra VII: Reciclagem da Roupa


MAKE - DO and MEND
CORTA - COSE e REMENDA

As lições de um Passado não muito distante!!!

Durante a II Guerra Mundial e na sequência das dificuldades e restrições já aqui abordadas, as pessoas eram encorajadas a fazer/confeccionar e remendar as suas próprias roupas, atendendo ao facto de tudo ser racionado e de haver uma tremenda necessidade de contenção de gastos.

Composição, tradução e adaptação: Maria M. Abreu

Esforços de Guerra V: Mobilização para a Produção Nacional

 "Posters criados pela United States Crop Corps com o objectivo de recrutar jovens para os trabalhos agrícolas durante a II Guerra Mundial.

A convocação de grande parte da população do sexo masculino para o serviço militar gerou uma escassez de mão-de-obra na agricultura e a consequente necessidade de encontrar voluntários que trabalhassem nos campos, entre os mais jovens."


Agriculture - World WarII (1939-1945) -War work

De interesse histórico, estes posters/slogans revelam-nos o esforço de toda uma Nação em luta pela necessidade de manter o seu país a produzir apesar da escassez de mão-de-obra motivada pelo recrutamento, em massa, dos seus homens para cenários de guerra.

Em tempo de guerra/crise, é preciso arregaçar as mangas e ir à luta.

Na ausência de organismos empenhados e/ou com capacidade para mobilizar as populações teremos de ser nós, individualmente ou em grupo, a procurar os meios através dos quais possamos fazer face à carestia de vida que a todos pode atingir.

Composição, tradução e adaptação
Maria M. Abreu

Esforços de Guerra IV: o papel desempenhado pelos "Victory Gardens"

 As ilações que podemos tirar e, sobretudo, as lições que devemos aprender !!!

Atendendo ao facto de a maior parte de nós, Portugueses, não deter este tipo de informações e porque considero serem importantes enquanto estratégias a conhecer e a aprofundar - sobretudo quando passámos, já, por tempos difíceis em que a fome bateu à porta de muitos, entendi ser meu dever cívico partilhá-las, tanto mais que faz hoje anos que começou a II Guerra Mundial

Os Victory gardens foram um, de entre os vários mecanismos modeladores de culturas de solidariedade, virados para a defesa e preservação de sociedades a braços com graves dificuldades, ao tempo.

«Os Victory gardens, também designados war gardens ou food gardens for defense, eram jardins onde se plantavam legumes, fruta e ervas aromáticas em residências privadas e parques públicos, não só nos EUA como, também, no Reino Unido, Canadá e Alemanha durante as I e II Guerras Mundiais. Tinham como objectivo reduzir o peso no fornecimento de alimentos ao público, na sequência do esforço de guerra. A acrescentar ao contributo indirecto na participação deste mesmo esforço, estes jardins eram também considerados um "reforço moral" civil — através desta iniciativa os produtores sentiam-se compensados, não só pela sua contribuição em termos de trabalho produzido como, também, pelos produtos dele resultantes.
Os victory gardens tornaram-se parte da vida quotidiana na frente nacional.» Wikipedia

"Pretendia-se, por parte dos organismos governamentais, que cada cidadão e/ou família providenciasse a produção das suas próprias frutas e legumes.
Responderam ao apelo cerca de 20 milhões de Americanos.
Em nome de valores patrióticos plantaram jardins/hortas nas traseiras de suas casas, em terrenos disponíveis e até mesmo nos terraços de prédios urbanos.
Os vizinhos repartiam os recursos entre si plantando diferentes tipos de alimentos e formando cooperativas. 
Simultâneamente as famílias foram encorajadas a conservar/enlatar os produtos que sobejavam para uso próprio, de forma a salvaguardar o fornecimento dos enlatados comerciais para o consumo das forças militares."
Living History Farm
Setembro 2,  2018
Ilustr. Propaganda art for WWII Victory Gardens
Library of Congress
Tradução e adaptação: Maria M. Abreu

Esforços de Guerra III : restrição e aprovisionamento alimentos destinados às tropas em combate

"What experience and history teach is this: 
that people and governments never have learned anything from history or acted on the principles deduced from it."

"FOOD WILL WIN THE WAR"

Quando os EUA entraram na guerra em Abril de 1917, o Presidente Wilson nomeou Hoover para a chefia da US Food Administration.
Este, acreditando firmemente que a política de restrição e aprovisionamento dos alimentos conduziria a uma vitória dos EUA e aliados contra o inimigo, criou o slogan "Food will win the War", difundindo-o por todo o país.
Foi dele também a ideia de persuadir a população a evitar o consumo de alguns bens alimentares específicos em determinados dias da semana *(meatless Mondays, wheatless Wednesdays), com o objectivo de os reservar para as tropas em combate.
Em alternativa e, quando em dúvida, aconselhava ao consumo de batatas.

Tradução e adaptação: Maria M.Abreu
Ilustr. Google

Esforços de Guerra II: racionamento do consumo de Alimentos

 "History is philosophy learned from examples."


"Durante a I Guerra Mundial, a FDA(EUA) instigava as famílias a reduzir o consumo dos principais alimentos estratégicos, com a finalidade de contribuírem para um esforço conjunto de guerra.
A preservação dos alimentos tinha como objectivo não só a manutenção das tropas dos EUA como, também, o abastecimento das populações de alguns países europeus cujos circuitos de produção e distribuição foram interrompidos pela guerra.
Com o objectivo de encorajar o racionamento voluntário, por parte da população, a FDA criou o slogan "Food Will Win the War" - "Os alimentos ajudar-nos-ão a vencer a guerra" e criou os conceitos "Segunda-Feira sem carne"* e "Quarta-Feira sem trigo" para fazer lembrar aos Americanos a necessidade de reduzir o consumo destes produtos."
Para além da publicidade, este organismo providenciou uma ampla variedade de materiais, desde panfletos informativos a livros de receitas e menus adequados às circunstâncias.

Novembro, 04, 2018
Tradução e adaptação: Maria M.Abreu

Esforços de Guerra I: a escassez e o racionamento de Recursos

 No ano e mês em que se comemora o centenário do Armístício (I Guerra Mundial,11 Nov.1918) entendi fazer todo o sentido introduzir, neste blogue, uma temática que muito me apaixonou a partir do momento em que a ela tive acesso e sobre ela me debrucei: as diferentes medidas de carácter socio-económico tomadas em alguns dos países intervenientes (EUA e Reino Unido), tanto na I como na II Guerras Mundiais.
Estas tinham como objectivo racionalizar as respectivas economias nacionais e libertar recursos para o tremendo esforço de guerra em que estavam envolvidos.

"History is a guide to navigation in perilous times.
History is who we are and why we are the way we are."

"Apesar de os EUA terem estado envolvidos na I Guerra Mundial por, apenas, 19 meses (de Abril de 1917 a Novembro de 1918) foi extraordinária a mobilização da sua economia. Mais de quatro milhões de Americanos serviram nas forças armadas e a economia dos EUA transformou-se numa vasta reserva de provisões de matérias-primas e munições."
A dimensão do exército e consequente necessidade de encontrar os meios de financiamento da guerra, traduziram-se na implementação de medidas político-económicas de extremo rigor, por parte do governo Americano, ao tempo.
Ao assumir o controle da economia e legislando em conformidade o governo criou, entre outras medidas, uma ampla variedade de organismos destinados a implementar e supervisionar políticas específicas em áreas tão diversas como a da agricultura/alimentação, gestão de combustíveis, de transportes ferroviários, etc.
A propaganda foi um dos veículos utilizados para fazer passar as principais mensagens no país, atendendo à necessidade de envolvimento de toda a população no tremendo esforço que lhes era exigido.
Variáveis constantes eram os apelos à cooperação voluntária, à poupança, reutilização e consumo racionais.

Novembro, 03, 2018
Tradução e adaptação
Maria M. Abreu

O perigo da repetição da História

 

Depois de 2 complicadíssimos anos de Pandemia, num momento em que estamos a tentar recuperar e reerguer-nos, tanto em termos individuais como colectivos, a perspectiva de estarmos à beira de um abismo, sob a eminente ameaça de uma guerra mundial é algo que, para além de aterrador, pareceria inaceitável num mundo culto, inteligente, informado e racional ...

Apesar de Putin ter muitos tiques semelhantes, uma ambição desmedida, uma total ausência de escrúpulos, uma enorme revolta dentro dele (desmantelamento da URSS), um grande exército pronto a responder aos seus impulsos, armamento sofisticado e um povo dominado pela ditadura, pobre e inculto, como convém, esperemos que se não venha a transformar numa versão Hitleriana do séc. XXI ...

Que Deus nos proteja de semelhante destino!...

(Fevereiro, 23, 2022)

E a guerra continua, prolongando-se e sem fim à vista.
Ontem o Presidente Volodymyr Zelensky, presença constante nos nossos ecrãs, assinalou os 500 dias de guerra na Ucrânia.
A ameaça de uma III guerra mundial não é mais uma hipótese porventura remota, mas algo de muito concreto que a qualquer momento pode ser despoletado face aos últimos desenvolvimentos protagonizados pelos EUA.

E se nós nos não protegemos, a que propósito é que Deus teria de o fazer?!...