Tem como objectivo alertar para alguns dos mais importantes problemas que lhe estão associados:
Apela à difusão do vídeo e à luta contra este sistema que resulta da mera ganância de uns poucos.
"A humanidade não é um estado a que se ascenda. É uma dignidade que se conquista." Jean Vercors
Apela à difusão do vídeo e à luta contra este sistema que resulta da mera ganância de uns poucos.
"Aquilo que para uns é lixo, é ouro para outros."
De acordo com informações prestadas por amigos Sul Africanos, Tony Factor foi um homem iletrado que, preocupado com a miséria com a qual convivia e à qual assistia diariamente, decidiu abrir uma loja de artigos que, estando em bom estado de conservação, começaram por ser recolhidos nos ou junto dos caixotes do lixo dos bairros prósperos e luxuosos da sua cidade.
Aí, e à semelhança das "Charity Shops", vendia os referidos artigos a preços simbólicos, combatendo o desperdício e reaproveitando, assim, bens ainda úteis e funcionais que, de outra forma, teriam como destino as lixeiras municipais, onde seriam destruídos.
Escusado será dizer que acabou por ser um empresário de grande sucesso, fundador de uma enorme empresa de vendas a retalho -"Discount king"-, em Johannesburg, África do Sul.
Sempre que vou a estas feiras que, aqui na zona onde vivo, são semanais (apesar de se realizarem em diferentes localidades), lembro-me desta frase e da enorme sabedoria que lhe é implícita, constatando a sua pertinência nos dias que correm.
E é com alguma apreensão e muita alegria (abençoadas alternativas!...) que constato, também, a cada vez maior afluência de público que a elas acorre.
Fotografia: Hong Kong
Luís L.A.
Portugal foi, é e, "pelo andar da carruagem", irá sempre continuar a ser um país de emigrantes.
Só que agora o problema é mais sério pois, a acrescentar a todos aqueles que partem sem grandes qualificações, à procura de uma vida melhor, com salários mais elevados, em países que reconheçam e valorizem o trabalho, enquanto força motriz de qualquer sociedade vão, também, muitos jovens com qualificações acima da média, carregados de sonhos e cheios de esperança, em busca da apreciação e valorização a que entendem ter direito e que lhes é garantida a partir do momento em que assinam os seus primeiros contratos.
Depois de anos, passados e esforçados a investirem, material e intelectualmente, na sua formação e qualificações sociais, humanas e académicas esperam, apenas, que lhes sejam dadas oportunidades, uma avaliação rigorosa das suas competências, a liberdade possível de as explorar e desenvolver, em benefício de todos, e o reconhecimento e apreciação do seu esforço, do seu eventual potencial produtivo.
Desdobram-se na apresentação de candidaturas, sujeitam-se a todo o tipo de filtros exigidos pelas empresas que lhes vão abrindo as portas, a infindáveis entrevistas (3 e 4 no processo de selecção de cada uma das empresas), ao dissabor e à frustração de serem preteridos quando tal acontece enfim, a uma via sacra de sentimentos e emoções que só quem passa pelo processo compreenderá.
Enquanto aqueles que nos governam (será mesmo?!...) e as respetivas estruturas partidárias não compreenderem, que não existem apoios financeiros nem infraestruturas urbanas e regionais que se auto-sustentem e que, para que estas funcionem em plenitude, é necessário alterar a massa crítica vigente.
Um problema estrutural de mentalidade, de cariz terceiro-mundista, que se vem reproduzindo de geração em geração, ao longo de décadas (senão mesmo de séculos!) e tem dominado a nossa forma de estar, agir, trabalhar, pensar e evoluir.
Enquanto se mantiver este paradigma, permeável à troca de favores e de outras formas desviantes de contratação, preterindo e apostando na qualidade e no mérito próprio, nunca será possível que Portugal atinja os níveis de desenvolvimento social e económico a que todos nós, de forma legítima e mais ou menos consciente, aspiramos.
(Outubro 20.2021)
"Ano da graça" de 2023:
Agora virou discurso oficial!
Em 2021 ninguém "sentia" o problema ...
Entretanto, ninguém vai ao cerne da questão.
Ninguém aborda o problema dos "compadrios", das "cunhas", dos processos e critérios de selecção, da ausência de rigor e dos descurados níveis de exigência tão enraizados nesta nossa sociedade Portuguesa!!!
Ao longo destes 4 anos, tem vindo a ter de mudar de residência e de zona o que não é, em si mesmo, um problema e sim uma benesse, pois nem todos têm a sorte de poderem instalar-se em residências universitárias.
Problemático mesmo é, não só em termos financeiros, como de filosofia de vida e de gestão dos recursos existentes o facto de, de cada vez que abandona a residência, ter de deixar para trás todo o equipamento com que se muniu no inicio do ano (edredon, lençóis, toalhas, etc.) e, de cada vez que entra na próxima, ter de voltar a investir, financeiramente, na aquisição dos bens equivalentes e semelhantes a todos aqueles que comprou no ano anterior.
E isto, por 4 vezes, ao longo dos 4 anos!
Quanto ao destino do que vai deixando para trás, não fazemos a mais pálida ideia mas não servirá, certamente, ao hóspede seguinte, pois todos eles têm e sentem o mesmo problema ou, melhor dito, os respetivos pais e educadores.
Como me toca directamente, é sempre com algum assombro e bastante revolta que me sinto obrigada a avançar, contemporizando, com despesas que seria suposto terem sido assumidas há 4 anos atrás e terem, no mínimo, o mesmo tempo de utilidade e utilização nos anos restantes de permanência, nas referenciadas residências.
Ora, quando são as próprias universidades a, por razões que desconheço e me ultrapassam, promoverem este estado de coisas e a fomentarem este tipo de desperdício, sem qualquer reflexão ou prurido no que diz respeito à mensagem que passam, das duas uma:
ou os departamentos ligados ao alojamento estão muito mal entregues e são mal geridos, ou existe alguma conivência com os tradicionais fornecedores deste tipo de material como, por exemplo, a Primark.
Sabendo nós das dificuldades de transporte e armazenamento destes bens, por parte dos próprios alunos, deveriam ser os serviços universitários competentes a promoverem a reutilização do material que sobra, findo o ano lectivo.
Se assim fosse, por razões de bom senso e seguindo a tão britânica lógica de combate ao desperdício e promoção de valores associados à solidariedade (eles sofreram e foram severamente atingidos por uma guerra!), ninguém teria de se preocupar com a aquisição de novos materiais, pois todas as residências e quartos estariam devidamente apetrechados para facilitar a vida e poupar a bolsa de quem chega.
Google source image
(Out. 22.2019)