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Amor de mãe, celebração

 Celebrando a inteligência, o esforço, os sacrifícios, a humildade, a bondade, o carácter e, também, o espírito de entreajuda e camaradagem.
Obrigada, Luís!!!
Jan/2020
    

O Livro dos Elogios, em defesa do mérito próprio


Depois da última actualização do Windows 10 fiquei com problemas sérios de conexão entre o meu computador e a impressora.
Leiga em tudo o que diz respeito a informática (não sou da geração dos computadores!), passei mais de um mês e horas intermináveis a tentar resolver o problema por mim própria.
Entretanto, ontem fez-se luz e decidi recorrer aos serviços da Staples da minha área de residência.
Contrariamente ao que é habitual - pelo menos na região em que vivo e com a mentalidade instalada, na maioria, de que o que é preciso é encontrar um emprego que garanta um salário no fim do mês e não desempenhar, da melhor forma possível as tarefas que lhe estão associadas - tive um atendimento excelente por parte do Ricardo, um funcionário consciente, muito empenhado e cheio de boa vontade.
Infelizmente não conseguiu resolver o problema na hora e tivemos de optar por soluções mais drásticas.
Perguntei-lhe, entretanto, se tinham o "Livro dos Elogios" e respondeu-me que não.
Lamentei e lamento, profundamente, que se não incentivem os bons desempenhos neste tipo de estabelecimentos.
Em meu entender, as avaliações de desempenho são importantíssimas e, em espaços de atendimento ao público este deveria ser um dos factores a trabalhar e a fomentar, pelo simples facto de constituir uma mais-valia tanto para as empresas como para os trabalhadores.
Poucas são as empresas portuguesas que valorizam e se preocupam, de facto, com detalhes como este, que podem fazer uma enorme diferença.
Por razões que não consigo compreender, e muito menos aceitar, somos uma sociedade muito parca em elogios e pródiga em desincentivar aqueles que se destacam e procuram fazer sempre mais e melhor.
Parabéns ao Ricardo e a todos os que, como ele, acrescentam valor às empresas com as quais colaboram!

(Julho 07, 2019)

Passados todos estes anos continuam a existir muitos estabelecimentos e serviços sem este instrumento de trabalho, que poderia ser mais um em termos de avaliação do desempenho dos diferentes colaboradores e do nível de satisfação de utentes e de clientes.

A prática da nivelação e a filosofia que lhe está subjacente - a de procurar igualar tudo e todos os que não são nem serão, nunca, igualáveis e ou iguais! - jamais serviu, não serve nem servirá o crescimento, produtividade e desenvolvimento de qualquer organização ou instituição, independentemente da área em que se insere.

Esta linha de pensamento favorece e acaba por estimular a preguiça e ignora, desvalorizando, o esforço e o empenho, as forças motrizes do progresso e dos hipotéticos saltos qualitativos que o poderão acompanhar.

Convenhamos, entretanto, que este tem sido o terreno ideal para a manutenção e reprodução do sempiterno sistema atrofiador de recurso às "cunhas"...

Trabalho por conta própria

 

Quando se trabalha por conta própria, como é o meu caso, não há fins de semana, sábados ou domingos, horas de almoço e ou de jantar...
Não há subsídios de refeição, nem de férias, nem de coisa alguma e, se quisermos prosperar temos de "dar o corpo ao manifesto", de insistir, de persistir e de procurar a eficiência em tudo o que fazemos e na forma como projectamos o nosso dia a dia.

Não há "borlas" para quem trabalha por conta própria!...

As garantias são uma miragem e a acomodação, um fruto proibido ...

E no entanto, apesar de navegarmos num mar de contingências, sob o domínio da incerteza e sem as regalias de que gozam todos aqueles que trabalham por conta de outrem, a única realidade que temos como certa é a obrigatoriedade de contribuir para um Estado que se alimenta do nosso esforço para poder alimentar e gerar simpatias e distribuir benesses por todos aqueles cujas garantias há muito foram consignadas.

Ilustr. Adelans/FB
(Maio 16, 2022)

Na sua crónica e lastimável falta de capacidade de gerar rendimentos que não sejam à custa da extorsão aos cidadãos contribuintes, o Partido Socialista é "useiro e vezeiro" nesta política de empobrecimento compulsório e de desvalorização do esforço e empenho.

Francesca

 

A Francesca não precisou de bater à porta para entrar no meu coração.

Está incluída naquele tipo de pessoas a quem anteriormente me referi aqui

Italiana, jovem na casa dos 30, casada, mãe de um filho de 5 anos, lutadora, persistente, mete mãos à obra e tudo faz para alcançar, não só o Pão nosso de cada dia mas, também, um merecido lugar ao sol.

Bonita, educada, delicada, é uma daquelas pessoas com um enorme talento na área comercial que, calcorreando as pedras da rua, através do telemóvel ou com o pé no acelerador dá o corpo ao manifesto, aborda, procura, enfrenta, luta e procura fazer acontecer, aquilo que não tem acontecido ... Vendas!...

Entretanto, teve o azar de vir parar a um meio que, apesar de turístico e orientado para o turismo é altamente provinciano, dominado por uma confrangedora e constrangedora ignorância, virado para o lucro fácil e imediato e alheio a considerações de ordem estratégica, visionária e de demanda de soluções de valor acrescentado, e acabou por ser completamente desaproveitada, deliberadamente marginalizada só porque, entretanto, fazia sombra a quem vive na sombra e da sombra.

Injustiça das injustiças, a Francesca, parca em recursos mas sempre de cabeça erguida e com os olhos postos no interesse e bem-estar de filho está, de momento, a fazer o trabalho que as nativas, as Portuguesas da sua geração se recusam a fazer... a Francesca vai limpando o que pessoas sem postura e com infinitamente menores capacidades que ela vão sujando!...

Entretanto, estou convencida de que a Francesca, sendo empreendedora e destemida como é, irá encontrar o seu lugar ao sol ...

E vivam todas as Francescas deste país e deste mundo!...

(Novembro 09, 2019)

Há muito tempo que não tenho notícias da Francesca.
Sei que regressou a Itália porque a sua vida, aqui, se tornou incomportável e que um dos problemas subjacente a esta sua decisão foi, precisamente, o da Habitação (de que tanto se tem falado hoje em dia, a ponto de gerar medidas governamentais específicas!), atendendo à escassez da oferta e aos preços proibitivos que dela resultam.

Portugal, um País condenado à Emigração

Fotografia: Hong Kong
Luís L.A.

Portugal foi, é e, "pelo andar da carruagem", irá sempre continuar a ser um país de emigrantes.

Só que agora o problema é mais sério pois, a acrescentar a todos aqueles que partem sem grandes qualificações, à procura de uma vida melhor, com salários mais elevados, em países que reconheçam e valorizem o trabalho, enquanto força motriz de qualquer sociedade vão, também, muitos jovens com qualificações acima da média, carregados de sonhos e cheios de esperança, em busca da apreciação e valorização a que entendem ter direito e que lhes é garantida a partir do momento em que assinam os seus primeiros contratos.

Depois de anos, passados e esforçados a investirem, material e intelectualmente, na sua formação e qualificações sociais, humanas e académicas esperam, apenas, que lhes sejam dadas oportunidades, uma avaliação rigorosa das suas competências, a liberdade possível de as explorar e desenvolver, em benefício de todos, e o reconhecimento e apreciação do seu esforço, do seu eventual potencial produtivo.

Desdobram-se na apresentação de candidaturas, sujeitam-se a todo o tipo de filtros exigidos pelas empresas que lhes vão abrindo as portas, a infindáveis entrevistas (3 e 4 no processo de selecção de cada uma das empresas), ao dissabor e à frustração de serem preteridos quando tal acontece enfim, a uma via sacra de sentimentos e emoções que só quem passa pelo processo compreenderá.

Heróis Portugueses do séc. XXI, entre muitos outros, estes são os jovens de que Portugal - o seu país de origem - abre mãos, a quem ignora, deixando-os partir (de forma não só leviana como displicente) para países, organizações e empresas que, de braços abertos os acolhem e mesmo, mimam, porque neles reconhecem o potencial de inovação e enriquecimento alvo da sua demanda, razão de ser da sua existência.

Enquanto aqueles que nos governam (será mesmo?!...) e as respetivas estruturas partidárias não compreenderem, que não existem apoios financeiros nem infraestruturas urbanas e regionais que se auto-sustentem e que, para que estas funcionem em plenitude, é necessário alterar a massa crítica vigente.
Um problema estrutural de mentalidade, de cariz terceiro-mundista, que se vem reproduzindo de geração em geração, ao longo de décadas (senão mesmo de séculos!) e tem dominado a nossa forma de estar, agir, trabalhar, pensar e evoluir.
Enquanto se mantiver este paradigma, permeável à troca de favores e de outras formas desviantes de contratação, preterindo e apostando na qualidade e no mérito próprio, nunca será possível que Portugal atinja os níveis de desenvolvimento social e económico a que todos nós, de forma legítima e mais ou menos consciente, aspiramos.
(Outubro 20.2021)

"Ano da graça" de 2023:
Agora virou discurso oficial!
Em 2021 ninguém "sentia" o problema ...
Entretanto, ninguém vai ao cerne da questão.
Ninguém aborda o problema dos "compadrios", das "cunhas", dos processos e critérios de selecção, da ausência de rigor e dos descurados níveis de exigência tão enraizados nesta nossa sociedade Portuguesa!!!

Por mérito próprio

 

Manifestando sempre um enorme respeito por si próprio e pelos outros, teimoso, sabendo o que queria, consciente das dificuldades do caminho que escolheu e depois de ultrapassar, vencendo, muitas adversidades, o Luís deu os primeiros passos no sentido de alcançar o seu tão almejado "lugar ao sol".

Por mérito próprio, sem recurso aos muitíssimos conhecimentos , de aquém e além mar, que foi acumulando e conquistando ao longo dos anos e com uma natural aversão a tudo quanto sejam "favores" e "cunhas", o Luís impôs-se pelo seu trabalho árduo, pela sua perseverança, pelo seu saber, pela sua personalidade, pelo seu carácter ...

Parabéns, meu filho!

Quero, mais uma vez, manifestar o enorme orgulho que sinto em me ter sido dada a oportunidade de ter sido tua mãe e de ter acompanhado o teu percurso ao longo destes anos tão carregados de contrariedades, dúvidas e incertezas.

Sê Feliz, meu filho, e voa ... voa até onde os teus voos te puderem levar ...

(Agosto 29, 2021)