Daniel’s Story, A Boy’s Life During the Holocaust

 «Esta é a história das experiências de uma família durante o Holocausto, contada na perspectiva de Daniel, um rapaz fictício que cresce na Alemanha nazi.
 A personagem de Daniel representa as experiências reais de milhões de crianças judias durante o Holocausto.
 A história é baseada na exposição do Museu "Lembra-te das Crianças: A História de Daniel".»*
*United States Holocaust Memorial Museum

Eduardo Galeano, Medo de viver


 
Eduardo Galeano (03.09.1940 - 13.04.2015)
Legendado em Português

Um verdadeiro "compêndio" de verdades inconvenientes que, não só se vão perpetuando no tempo (de uma confrangedora actualidade!), como têm vindo a assumir contornos de uma cada vez mais perversa e despudorada normalização.

Tony Bennett & Amy Winehouse, Body and Soul



Portugal, a opacidade que a ninguém incomoda e de que ninguém fala

 
 Depois de ter assistido, em parte, ao último debate da Nação (esta quinta-feira que passou) e de ter ouvido o Sr. Primeiro-Ministro responder, a dada altura, que quem acha que está tudo mal em Portugal não pode governar, pois não acredita na mudança  (excelente argumento, que caiu em mim como uma luva!), senti necessidade de abordar um tema que há muito me incomoda por não responder à minha demanda, de há um ano a esta parte.
 O da opacidade do Estado (site do governo), no que diz respeito a informação relacionada com as empresas que, independentemente da sua dimensão, e em democracia, deveriam constar de um registo que, sendo oficial, fosse, também, público. *(vide informação abaixo sobre a Transparência, responsabilidade e prestação de contas no Reino Unido)
 De tão básico, mesmo pueril, se não for com a intenção de ocultar informação (razão para a qual me sinto inclinada a acreditar!)  o Gov.pt é uma verdadeira decepção.
 Muito estranho também é o facto de, nem os diferentes partidos políticos, nem os media, abordarem este tema que tanto e a tantos ajudaria, a começar pelo próprio Estado português.
 Para além de contribuir para o combate e prevenção da corrupção em diferentes áreas, há algumas, mais sensíveis como a da Saúde, por exemplo, cuja transparência empresarial poderia alertar o Estado para os cuidados a ter com a atribuição de subsídios, subvenções e outros e na realização, potencialmente mais criteriosa, de protocolos clínicos e assistenciais.
 Não há necessidade de fomentar e de praticar  actos de denúncia; é um recurso tão vil como condenável, sobretudo quando é praticado a coberto do anonimato.
 Basta a Transparência!!!
 Dói-me quando sinto e sei que os impostos que pago (por vezes a tanto custo!) são malbaratados, indevidamente utilizados e aproveitados para o enriquecimento de alguns, aqueles, os "espertalhões" cujos negócios, de fraquíssima qualidade, vão prosperando à custa da ineficácia do Estado, em termos de inspeção e supervisão.
 Nós, portugueses contribuintes, precisamos de transparência (de facto!), de responsabilidade/responsabilização, de maturidade na governação e de prestação de contas, doa ela a quem doer, e é ao Estado que compete a concretização destes objectivos.

* Reino Unido: Transparência, responsabilidade e prestação de contas

GOV.UK
Find and update company information
Uma secção/página do site com informações genéricas:
1.Overview - visão geral
Contas
Código ou códigos da natureza do negócio/s
Data de incorporação
Data última declaração e da próxima;
2.Filing history - Uma outra com o seu arquivo histórico
3.People - Uma outra com a identificação e morada do proprietário e respectivos gestores;
4. Snapshot - um resumo da situação e histórico da empresa

Yves Montand, C´est si Bon


 

Donald Trump, sem perdão pelo fecho do Estreito de Ormuz

Trump(ices), os factos em imagens XIV - Estreito de Ormuz



Chega de contemplações!
Há limites para a impunidade, sobretudo quando esta ultrapassa fronteiras e se repercute na vida de milhões de pessoas, povos e nações.
Não há volta a dar.
Criou o problema, tem de o assumir enquanto tal e de o resolver rapidamente!
Estamos todos a sofrer as consequências de péssimas e irresponsáveis decisões unilaterais, que foram tomadas sem qualquer tipo de informação e/ou consulta prévia a quem de direito.
O mundo, a economia global, as economias regionais, estão a sofrer, a sentir no bolso e na pele, as consequências de tal leviandade.
Não há hipótese de negociar aquilo que é inegociável.
E muito menos de tirar proveito dos escombros de cuja magnitude foi o único responsável.
Não escolhemos nem procurámos a via do precipício e, como tal, esperamos que de entre os que têm poder para interferir, ainda haja alguns "iluminados" capazes de o confrontar, de simplesmente dizerem "Basta"! e de contribuir para a restauração da normalidade.
Ilustr. FB