Duc in Altum
"A humanidade não é um estado a que se ascenda. É uma dignidade que se conquista." Jean Vercors
Emergências, informação é poder
Sinto-me, entretanto, na obrigação de explicar que as minhas postagens em Inglês se devem ao facto de as não encontrar em Português.
Da mesma forma que, por exemplo, quando recorro à Wikipedia opto por escolher a versão em Inglês, em detrimento da que me é oferecida em Português do Brasil.
São opções e valem o que valem.
Campanhas de preparação para emergências na Europa
Map Shows Which European Countries Are Preparing Citizens for Crisis
* A busca e partilha de informações relacionadas com situações de prevenção de riscos, para além de ser um acto cívico é, também e sobretudo, um acto político que a todos diz respeito, enquanto cidadãos nacionais.
Completamente focados na exploração, até à náusea, dos "casos e casinhos" - de forte pendor politico-administrativo - que têm vindo a lume e dirigida, sobretudo, ao consumo interno/nacional.
«(...)"Ireland's advice follows a wave of similar preparedness campaigns elsewhere in Europe over the past two years. Across those campaigns, governments have told households to prepare for threats ranging from severe weather, flooding and prolonged power outages to cyberattacks, sabotage and disruption of essential services..."»
Newsweek (Sep 22, 2026)
Aconselho vivamente a leitura do artigo e, sobretudo, a verem e clicarem em cada um dos países contemplados no mapa onde encontrarão recomendações específicas, de acordo com diferentes variáveis que incluem, não só a sua localização geoestratégica, como o próprio clima.
Portugal não aparece no mapa!...
* in Como sobreviver a um ataque nuclear
Panfletos do FB
Nova Iorque (NYC), O apagão no Nordeste em 1965
"Esta é a história verídica da noite em que as luzes se apagaram — e de como uma cidade, New York, encontrou o caminho de volta para casa."
As carruagens do metro congelaram nos túneis.
Muitos temiam que fosse um ataque.
Belíssima recreação!
E uma lição de resiliência e solidariedade!...
A propósito da necessidade de regulação da IA
(Fontes na página)
Óptima banda sonora.
Coimbra, polo intelectual e cultural (anos 70 e 80 séc. XX)
Há algumas semanas atrás (31.08.2026) e na sequência de uma entrevista do Público ao Prof. Doutor António Avelãs Nunes (faculdade de Direito da UC e ISSS Coimbra), declaradamente um marxista ortodoxo, autor do livro/cartilha "Sistemas Económicos" e de quem também fui aluna, houve uma explosão de comentários que expressavam e contemplavam todo o espectro político Português.
Desde antigos alunos, a conhecidos e amigos e também de muita gente que, pura e simplesmente, ignorava a sua existência, até então.
De entre estes últimos, houve um comentário que prendeu a minha atenção, não só pela leviandade da afirmação como, e sobretudo, pelo total desconhecimento do que era Coimbra nos anos 70 e 80 do século passado:
"Que Coimbra era o “antro” fascista já todos sabíamos, agora marxista, essa é nova. Portanto, Coimbra é um “antro” de extremistas. Longe dessa gente…"
Obviamente não consegui ficar calada pois que cresci, vivi e estudei em Coimbra e a realidade vivida era outra bem diferente, mais complexa, muito estimulante e altamente desafiadora do status quo vigente, ao tempo.
Fulcral para a criação deste ambiente foi a introdução, desenvolvimento, e expansão das Ciências Sociais no ensino superior português, no pós-25 de Abril de 1974.
Era exactamente o oposto.
Uma cidade universitária onde fervilhavam ideias e teorias de diferentes quadrantes que eram debatidas até à exaustão pelas noites adentro e em qualquer lado, a começar pelas mesas dos cafés, tendo a Praça da República como ícone.
Havia também a Clepsidra (ao fundo das escadas monumentais), café de anos 70 a 80, um espaço de acesas conversas ligado à esquerda académica.
Os cinemas (com bilhetes para estudantes a 5 escudos) e os filmes aí passados eram, eles próprios, objecto de debates e considerações.
Cheguei a ver 3 filmes no mesmo dia, numa corrida imparável entre o Teatro Gil Vicente e o Cinema Avenida.
Por lá passaram os filmes dirigidos pelo sueco Ingmar Bergman ("Lágrimas e Suspiros", "Morangos Silvestres", "Fanny e Alexandre" e o "Sétimo Selo") e muitos outros cujas obras eram susceptíveis de introduzir polémicas e de gerar longas e acesas discussões.
Foi no Teatro Gil Vicente que vimos o filme "Os Deuses Devem Estar Loucos", por recomendação do nosso, ao tempo, professor de Sociologia.
Eram debatidas ideias e posições de forma inteligente e sempre, mas mesmo sempre, de forma respeitosa e respeitadora das diferentes convicções de cada um.
Estimular é preciso:
Como em quase tudo na vida, os estímulos são um factor muito importante em qualquer processo de desenvolvimento que se pretenda exercitar, não só em termos físicos/motores, como intelectuais.
No que me diz respeito, foi através do confronto de ideias, de intermináveis discussões e de muitas horas roubadas ao sono que construí a minha identidade e uma muito pouco confortável forma de ver e estar no mundo: sem certezas, com muitas dúvidas e algumas convicções.


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