Concelho de Góis, praias fluviais

Bullying, um flagelo a combater

Quando comecei a interessar-me por este tema, em Julho de 2007, aqui em Portugal ainda ninguém falava dele e o conhecia pela designação que hoje tem: Bullying (um anglicismo que acabou por ser adoptado e integrado no vocabulário do nosso quotidiano).
Ao tempo, o significado mais próximo que encontrei para este fenómeno - que não é de hoje e tem atravessado variadíssimas gerações - foi o de "perseguição/intimidação" e, durante algum tempo, foram estes os termos que usei nas traduções que ia fazendo e postando num meu anterior blogue.
Como o tema, para além de recorrente se tem agravado, abrangendo novas variáveis socioculturais, de que destaco as resultantes de processos migratórios, resolvi passar para este blogue todo o trabalho que fui postando no anterior.

O que é o Bullying?

O Bullying implica, normalmente:
*hostilidade e agressão deliberadas;
*uma vítima que é, geralmente, mais "fraca" e tem menos "poder" do que o ou os perseguidores;
*consequências sempre penosas e/ou angustiantes;
O Bullying pode ser:
*Físico: empurrões, pontapés, tareia, beliscadelas e qualquer outra forma de violência
*Verbal: insultos, sarcasmo, os boatos, as ameaças. etc.
*Emocional: excluindo, atormentando (escondendo livros, exibindo gestos ameaçadores, etc.)
*Racista: provocações, piadas racistas, graffiti, gestos...
*Sexual: contacto físico indesejado, comentários abusivos, ...
*Online: enviando mensagens de texto, e-mails e/ou incomodando as vítimas através dos seus telemóveis e, ainda, criando websites difamatórios.

A persistência de comportamentos de Bullying pode levar a situações de:
- depressão
- baixa auto-estima
- vergonha
- isolamento
- baixo desempenho académico
- ameaças ou tentativas de suicídio

A ausência de controle deste tipo de situações, por parte das autoridades escolares, para além dos estragos causados nas suas "vítimas" levam a que os seus autores/fanfarrões, sentindo-se impunes, mantenham e prolonguem, pela vida fora, comportamentos violentos, agressivos e ameaçadores.

Stop Bullying!
http://www.kidscape.org.uk/
Tradução e adaptação
Maria M. Abreu

Como sobreviver a um ataque nuclear

Sejamos claros, no momento em que nos encontramos, teremos de contemplar todas as hipóteses, por mais aterradoras que sejam.
E já que, pelo menos por agora, não podemos contar com iniciativas governamentais no sentido de sensibilizar a população para os riscos de uma hipotética guerra nuclear, os seus efeitos e quais os procedimentos a adoptar no caso de uma tal eventualidade caber-nos-á a nós, elementos da sociedade civil, levantar as questões e pressionar os agentes do ou dos eventuais ministérios envolvidos a trabalhar estas questões.


No que diz respeito a uma cultura de Prevenção, de pouco nos servem os "arejamentos".
Não estamos preparados para nada e não temos ninguém, nenhum organismo público orientado para as questões do Bem Comum que deveriam ser, não só os planos de contingência mas, também, as informações relacionadas com a nossa protecção nas mais diferentes áreas das nossas vidas.
O Estado preocupa-se com as questões da segurança na via pública, da vida quotidiana, em inventar, criar e recolher impostos (e, em última instância, com aqueles que considera os mais desfavorecidos) e os diferentes actores que o vão integrando parecem mais preocupados com a defesa dos interesses partidários e pessoais do que com as pessoas/eleitores que alegam representar, independentemente da sua condição socio-económica.
A busca e partilha de informações relacionadas com situações de prevenção de riscos, para além de ser um acto cívico é, também e sobretudo um acto político que a todos diz respeito, enquanto cidadãos nacionais.
Sempre assim fomos e continuamos a ser, por mais instruídos que sejamos, mais viagens que façamos, mais informações que tenhamos vindo a recolher, não mudamos ...
Apesar de poder ser considerado um pensamento perverso, continuo a pensar que o facto de não termos participado directamente na II Guerra mundial nos condenou a décadas de atraso cultural atendendo ao facto de, ao não sofrermos e vivenciarmos directamente as tragédias e horrores sofridos pelas nações que estiveram profundamente envolvidas no conflito, não termos desenvolvido, em termos colectivos, algo semelhante a uma "consciência colectiva"/instinto de defesa/cultura de resiliência*

* Bom, o significado que encontrei no Modo IA do Google parece reforçar esta ideia!...