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Richard Gere, desarmar a ditadura


Sobre Donald Trump:
"Estamos a viver o período mais negro que já presenciei neste planeta.
Quem diria que a América se poderia tornar assim?
Quem diria que um maníaco como este viria a ser Presidente dos EUA e que destruísse todas as coisas boas (...) desde o primeiro dia que ele destruiu quase tudo o que era positivo no governo e povo americanos.
Como foi possível? Porque estávamos a dormir, não nos importámos, não votámos, não prestámos atenção ... claro que não votei nele, mas não desenvolvi esforços no sentido de, habilmente, convencer aqueles que me rodeavam de que era uma loucura eleger esta pessoa para Presidente dos EUA.
Todos somos responsáveis por esta situação, mas é espantoso como tão rapidamente, no espaço de algumas semanas, ele desmantelou os EUA
."

Com o objectivo de exemplificar o que se está a passar nos EUA, referiu-se a Dachau (campo de concentração próximo de Munique) e ao espaço de 45 anos que mediou as suas duas visitas ao memorial, chamando à atenção para o facto de ter havido uma alteração profunda, em termos de exposição e apresentação do mesmo.
Assim, de mera exposição de objectos, artefactos e restos humanos evoluiu no sentido de mostrar o processo de transformação do governo e sociedade alemães desde meados dos anos 30 do século passado (1930s) e de como, muito rapidamente, pessoas boas se transformaram em monstros.

Conclui apelando à necessidade de todos estarmos alerta, de sermos vigilantes e de estarmos atentos aos sinais que vão sendo dados, de forma a que o mundo não nos seja rapidamente tirado pela "ditadura dos monstros".
Trad. Maria M. Abreu

Das Intemporais Estratégias de Manipulação de Massas

 

FB Ilustr.

As estratégias são múltiplas, diversas e visam diferentes objectivos.

De uma aterradora actualidade, quem as manipula (às massas) fá-lo deliberada e intencionalmente e, regra geral, não olha a meios para atingir os seus fins.

Quanto aos objectivos, permeiam as mais diferentes dimensões da vida social: tanto a política, como a económica, a religiosa e, mesmo, a cultural.

Eles são os ditadores, auto-proclamados dirigentes políticos, protegidos pelos diferentes ordenamentos jurídicos territoriais, cujo actual e mais conhecido expoente máximo, se centra na figura do Presidente Vladimir Putin.

São, também, os multimilionários empresários que não hesitam em "criar e alimentar necessidades artificiais", junto das populações, de forma a poderem manter e aumentar os seus obscenos impérios.

E os grupos religiosos radicais, ortodoxos, cujas crenças assentam em dogmas de uma ancestralidade milenar e que recorrem a todos os estratagemas, violência incluída, com o objectivo de tentar "colonizar" as mentes de quem se atreve a questionar.

E são, ainda, as minorias e os lobbies por elas criados que, a coberto da democracia e das sociedades democráticas em que se movimentam, mas com semelhantes tendências autoritárias, pretendem impôr um "pensamento único", um tipo de cultura a que, hoje em dia, se deliberou chamar de "políticamente correcto".

Em relação às massas, quanto mais ignaras, mais facilmente se deixam penetrar por uma qualquer ideologia que se apresente suficientemente sedutora para as convencer.

Quanto a mim, ser pensante e amante da liberdade de pensamento (de que não prescindo), qualquer uma destas formas de coerção é uma violência que deveria envergonhar a quem, descarada ou subtilmente, dela faz uso.