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Holodomor, a Grande Fome na Ucrânia (1932-1933)

"History is a guide to navigation in perilous times.
History is who we are and why we are the way we are."

Oradour-sur-Glane massacre, França

A propósito da guerra sem fim à vista que se vai prolongando na Ucrânia, da irracionalidade dos bombardeamentos e consequente devastação das suas cidades, por parte do exército russo, de um hipotético e possível alargar da mesma a outros territórios que não, exclusivamente, os Ucranianos e, sobretudo, da irracionalidade, malvadez e  crueldade de que os homens da guerra têm dado provas ao longo dos séculos.

Há 80 anos, em 10 de junho de 1944, a vila francesa de Oradour-sur-Glane ocupada, ao tempo, pela Alemanha nazi foi alvo de um massacre (foram brutalmente assassinados cerca de 642 civis incluindo mulheres e crianças) perpetrado pela C.ia Waffen-SS.

" A 10 de junho de 1944, o batalhão de Diekmann isolou Oradour-sur-Glane e ordenou que toda a população se reunisse na praça da vila para examinar os seus documentos de identificação. Isso incluiu seis não residentes que estavam a passar de bicicleta pela vila quando a unidade das SS chegou.

As mulheres e crianças foram trancadas na igreja, e a aldeia foi saqueada. Os homens foram conduzidos a seis celeiros locais, onde já os esperavam metralhadoras.

Sequência de eventos da SS no massacre de Oradour-sur-Glane em 10 de junho de 1944.

De acordo com o relato de um sobrevivente, os homens das SS começaram a disparar, visando as suas pernas. Quando as vítimas ficaram incapazes de se moverem, os homens das SS atiraram-lhes combustível para cima e incendiaram os celeiros. Apenas seis homens conseguiram escapar. Um deles foi visto, mais tarde, a vaguear por uma estrada e foi morto a tiros. Morreram, ao todo, 190 franceses.

De seguida os mesmos homens das SS dirigiram-se para a igreja e colocaram um dispositivo incendiário no exterior. Quando foi activado, as mulheres e crianças tentaram escapar pelas portas e janelas, apenas para serem recebidas com fogo de metralhadora. 

Morreram no ataque 247 mulheres e 205 crianças. 

Restou uma única sobrevivente, Marguerite Rouffanche, de 47 anos. Ela escapou por uma janela traseira da sacristia, seguida por uma jovem e uma criança.[5] Todos os três foram baleados, dois deles fatalmente. Rouffanche rastejou até alguns arbustos e permaneceu escondida durante a noite até ser encontrada e resgatada na manhã seguinte. Cerca de vinte aldeões fugiram de Oradour-sur-Glane assim que a unidade de SS apareceu.

Naquela noite, a vila foi parcialmente arrasada..."

O Muro de Berlim e a desestruturação de universos familiares

"Le mur de Berlin - the Berlin's wall 1962, une vidéo de grandmarquis 1960, 1961, mur, wall, west "


Um dia após a comemoração do 34º aniversário do início da queda do Muro de Berlim (9.11.1989), vale a pena ver este pequeno documentário pertencente ao Arquivo Nacional da United States Information Agency.
Ao abordar o tema da sua construção, relata os efeitos devastadores que provocou na sociedade e que conduziram à desestruturação de muitos universos familiares.
Revelando o imenso sofrimento provocado pela brutal e injustificável separação de inúmeras famílias, impele-nos a uma reflexão séria sobre o Autoritarismo, as diferentes formas que este pode assumir e o consequente e esmagador atropelo do livre-arbítrio e emoções humanas.