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Constituição da Nação "Iroquois", Responsabilidade Social


Numa altura em que tanto se fala de Alterações climáticas, do eminente perigo em que o planeta Terra se encontra na sequência das mesmas e no rescaldo da COP28 World Climate Action Summit realizada no Dubai, são inúmeras as questões pertinentes que ficam sem resposta.
Num mundo onde reina a hipocrisia e onde poucos são os que estão dispostos a prescindir das suas avultadíssimas fontes de rendimento e dos prazeres e privilégios que estas lhes proporcionam ( a começar pelo país anfitrião!), convinha visitar ou revisitar os ensinamentos das culturas autóctones, pré-coloniais, das diferentes regiões do mundo e fazer o exercício de retirar as ilações que se impõem.
Será que as competições automobilísticas, os rallies, todas as competições motorizadas foram postas em causa, enquanto forma de resposta aos problemas com os quais nos debatemos?
E quanto à propriedade privada, utilização e livre circulação de aviões e iates houve alguma abordagem? Foi objecto de medidas restritivas?
Se, como suspeito, estas e outras actividades de forte cariz poluente não tiverem sido questionadas e sujeitas a um apertado escrutínio, de nada valerão as declarações de intenções e nula, porque atrevida, será a autoridade moral para impor quaisquer restrições e medidas fiscais penalizadoras às populações em geral, aos cidadãos comuns, cujo impacto das suas actividades quotidianas em nada é comparável com as anteriormente referidas.

UBUNTU

Um antropólogo propôs um jogo a um grupo de crianças de uma tribo africana.
Colocou um cesto cheio de fruta junto de uma árvore e disse às crianças que o primeiro a encontrá-lo ficaria com todos os frutos. 
Quando lhes deu sinal para correrem, as crianças deram as mãos umas às outras e correram juntas, sentando-se depois a comer a fruta. 
Ao perguntar-lhes porque tinham corrido assim quando, afinal, apenas um poderia ter ganho e ficado com todos os frutos só para si, eles responderam:

"UBUNTU, como pode cada um de nós ser feliz, se todos os outros estiverem tristes?"

'UBUNTU', na cultura Xhosa significa: "Eu sou, porque nós somos" (eu sou, existo, identifico-me enquanto parte de um Todo).

Tradução e adaptação: Maria M.Abreu

Rain Dance, Ritual de Invocação da Chuva

 

Numa altura em que, finalmente e por razões de força maior, se começou a falar de seca, em Portugal, e a tomar medidas e chamar à atenção para a necessidade de uma gestão racional do consumo da água - enquanto bem cada vez mais escasso - faltará, em meu entender, sensibilizar a população em geral para esta realidade e incluir este tema (de uma enorme abrangência!) nos curriculuns escolares, não só na área das Ciências mas, também, da Educação para a Cidadania, pois é disso mesmo que se trata:

- de sensibilizar as nossas crianças e jovens para a necessidade de um enorme respeito pela Natureza a para uma gestão consciente e responsável dos seus recursos.

(Fevereiro o5, 2022)

Tolba Phanem, Lembra-te da tua canção

« Quando uma mulher de uma determinada tribo Africana sabe que está grávida vai para a selva com outras mulheres e, juntas, rezam e meditam até ouvirem a "Canção da criança".

Quando nasce uma criança a tribo reúne-se e, em conjunto, cantam à criança a sua canção - a "Canção da criança".
Quando a criança inicia a sua educação a aldeia junta-se e canta a "Canção da criança".
Quando chega o momento da passagem à idade adulta, as pessoas juntam-se, de novo, e cantam. Chegada a hora do casamento a pessoa ouve, novamente, a sua canção.
Finalmente, na hora da morte, a tribo reúne-se e, tal como fizeram na altura do seu nascimento, cantam a "Canção da pessoa" com o objectivo de a acompanhar na sua "viagem".
Nesta tribo Africana existe uma outra ocasião em que os membros cantam para a criança.
Se, no decurso da sua vida, a pessoa cometer um crime ou um acto social aberrante, toda a tribo se reúne em circulo à volta dela e canta a sua canção.
A tribo reconhece que a correcção para o comportamento anti-social se não faz através da punição, mas através do amor e reconhecimento da sua verdadeira identidade.

Quando conhecemos/reconhecemos a nossa própria canção não sentimos a necessidade ou o desejo de prejudicar seja quem for.

Os teus amigos conhecem a "tua canção". E cantam quando te esqueces dela.
Aqueles que te amam não podem ser enganados pelos erros que cometeste, ou pela má imagem que dás de ti próprio/a.
Eles lembram a tua beleza, quando te sentes feio/a, a tua integridade, quando te sentes quebrado, a tua inocência quando te sentes culpado, e os teus objectivos quando te sentes confuso/a.»

Tolba Phanem (African poet)

Tradução e adaptação
Maria M. Abreu
(Setembro 17, 2018)

Com a sempre constante preocupação na defesa e preservação da verdade e autenticidade de tudo e de todos descobri, entretanto e passados estes anos, o blogue abaixo referenciado contestando não só a autoria como a subjectividade e veracidade desta "Canção da criança" e da mensagem que procura transmitir.


De qualquer maneira, como sempre gostei da filosofia que lhe está subjacente, e encontro na mesma elementos muito positivos e dignos de reflexão, resolvi não prescindir desta publicação.