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Rain Dance, Ritual de Invocação da Chuva

 

Numa altura em que, finalmente e por razões de força maior, se começou a falar de seca, em Portugal, e a tomar medidas e chamar à atenção para a necessidade de uma gestão racional do consumo da água - enquanto bem cada vez mais escasso - faltará, em meu entender, sensibilizar a população em geral para esta realidade e incluir este tema (de uma enorme abrangência!) nos curriculuns escolares, não só na área das Ciências mas, também, da Educação para a Cidadania, pois é disso mesmo que se trata:

- de sensibilizar as nossas crianças e jovens para a necessidade de um enorme respeito pela Natureza a para uma gestão consciente e responsável dos seus recursos.

(Fevereiro o5, 2022)

Chuva abençoada

 
«Many a man curses the rain that falls upon his head, and knows not that it brings abundance to drive away the hunger.»
Ilustr. Google

Finalmente temos chuva!!!
... na maior parte do território 😢

Sei que, como em tudo na vida, quem a tem e a sente em abundância lhe não dá o valor devido, o valor que realmente tem, sobretudo para todos aqueles que, vivendo em situações de seca extrema -  a que muitas regiões do planeta têm estado condenadas - como é o caso, passam meses e meses sem a ver, sentir e cheirar, ansiosamente à espera que chegue, que aconteça, que se manifeste em todo aquele esplendor que só olhos, gente e terras sequiosas conseguem reconhecer.


O Mar, fonte de recursos por explorar

MMA/Dolphin Safari, Portimão

01.10.2003

«A necessidade de água potável em muitas partes do mundo poderá ser suprida por meio de uma fonte natural: a luz do Sol. Engenheiros da Universidade da Flórida (Estados Unidos) desenvolveram um sistema que utiliza vácuo induzido por gravidade e energia solar, ao invés de eletricidade ou combustíveis fósseis para dessalinizar água. Com isto, a necessidade de água potável em muitas partes do mund poderá ser suprida por meio de uma fonte natural e renovável de energia: a luz do Sol.»
«(...)"Nós sabemos que a natureza utiliza energia solar para extrair água pura da água salgada," afirma Yogi Goswami, professor de Engenharia Mecânica do Laboratório de Energia Solar daquela Universidade. "Nós usamos o mesmo processo da natureza, exceto que nós aceleramos o processo."
A natureza tem o seu próprio processo de dessalinização. A água pura evapora do oceano, forma nuvens, condensa-se e cai sob a forma de chuva. Os cientistas recriaram e aceleraram esse processo explorando a energia solar e a pressão atmosférica natural.»

Atenta ao que se passa à minha volta, e preocupada enquanto mãe e cidadã, recuso-me a pensar que os meus filhos estejam na eminência de ter, não só o futuro como a sobrevivência comprometidos!
Entretanto dou comigo a procurar, com alguma ansiedade, soluções alternativas que possam ajudar, de alguma forma, a atenuar e/ou mesmo remediar alguns dos problemas com os quais, dentro de algum tempo, teremos de nos confrontar.
Apesar de Portuguesa sou, também, Moçambicana e, habituada a que os portugueses de Portugal "só ponham trancas nas portas depois de estas serem arrombadas", aflige-me a sua culturalmente crónica ausência de previsões estratégicas relacionadas com a prevenção de riscos e, sobretudo, de catástrofes.

 Ora, sendo a água um bem precioso, já tão escasso em muitas regiões do mundo e cuja escassez ameaça estender-se a todo o planeta, e sendo nós favorecidos com uma tão extensa e rica orla costeira, não seria mais inteligente e prudente, investir em processos de dessalinização da água dos nossos mares, em detrimento de outros projectos e de tantas outras obras de fachada que só servirão alguns, os mesmos que, atendendo ao poder económico que detêm sobrevivem e sobreviverão a todas as crises, incluindo a de uma, já tida como certa, grave crise de falta de Água?
Sendo uma alternativa utilizada, há já muitos anos, por países tais como os EUA, Chile, Brasil, Grã-Bretanha e do Médio Oriente, como Israel e o Kuwait, entre outros, por que não aproveitamos esta nossa proximidade com o mar e recorremos aos conhecimentos e experiência de quem, por necessidade e/ou inteligência e visão estratégica, implementou já estes processos?
Somos um país pobre e com poucos recursos que não tem sabido explorar as suas potencialidades reais.
Como nunca foi nossa preocupação lutar e trabalhar com vista à aquisição, manutenção e preservação da nossa própria autonomia, face à dependência do exterior encontramo-nos, agora, numa situação aflitiva, asfixiante, longe de prever o alcance e dimensões da mesma.
Temos que aprender a ser pragmáticos e a, sistematicamente, distinguir o essencial daquilo que é acessório, agindo em conformidade.
A realidade não se compadece com as manias de grandeza e o culto das aparências ...
Em nome dos nossos filhos, temos o dever e a obrigação de, na medida do que nos for possível, procurar prevenir os problemas que sabemos que o futuro nos reserva, e de nos apetrecharmos de forma a podermos enfrentá-los com a dignidade que advém da consciência do dever cumprido." 
M.M.A.(Janeiro 30, 2013)

"Ontem, Hoje e Amanhã, sempre o Mar como fonte de tantos recursos por explorar!...
A nova arauta que está agora, em plena campanha eleitoral, a defender a causa da Água, não só não está a dizer nada de novo como se está a apropriar, indevidamente, de preocupações que sendo transversais à sobrevivência da Humanidade, o têm sido de muitos e já há muito tempo!..."
(Setembro 07, 2019)

Confesso, hoje e agora, não me recordar já de quem era a citada "arauta" e estar com preguiça de fazer uma pesquisa adequada mas, 10 anos depois da minha primeira reflexão mantém-se, para já, tudo na mesma com a excepção de algumas pinceladas alusivas ao tema abordado, também, nos últimos tempos.