Por mais pragmático que se seja, perante esta pequeníssima amostra de indigência política, é difícil aceitar que o actual governo, oriundo de um partido de matriz social-democrata, permita ser manipulado por alguém tão desestabilizador e desprezível - falam os comportamentos presentes e passados, os discursos subliminares de apelo ao ódio e à violência, os gritos, as atitudes, a falta de educação e de sentido de Estado, entre outros! - como André Ventura, a personificação do Chega.
Espero que a AD e o Sr. Primeiro-Ministro, Dr. Luís Montenegro, respeitem e tenham em consideração a vontade e a mensagem de todos aqueles que, tendo-se pronunciado a seu favor, contribuíram para a sua eleição.
Espero que não desperdicem o capital de confiança de que são detentores porque, se o fizerem, penso que o PSD português deixará de ter razão de existir.
Sei que tem sido difícil, desgastante, mesmo espinhosa, a tarefa de estarem dependentes da cooperação (ou falta da mesma) dos restantes partidos no Parlamento para obter a aprovação do seu programa, uma vez que não têm uma maioria parlamentar.
Quanto ao PS, partido do "arco da governação", tem mantido uma postura lamentável, de constante boicote e total falta bom senso, visão estratégica e compreensão do que tem estado e está em jogo.
Falta, infelizmente, à sua actual direcção a inteligência, a experiência, a sagacidade e essa ímpar, nacional e internacionalmente reconhecida, capacidade de negociação do Dr. António Costa!!!
Mas, apesar de todas estas dificuldades, nem tudo vale.
Ou fazem a diferença, enfrentando a "besta" e resistindo, não só à irresponsabilidade (não é governo!), como ao populismo discriminatório e vacuidade das propostas e contra-propostas apresentadas - de cariz redutor, provinciano e meramente doméstico - ou esfumar-se-ão na espuma dos dias, das cedências que forem fazendo e nas respetivas consequências.
Que haja bom senso no Parlamento e, se possível, alguma réstea de carácter!

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