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Mário Centeno e a Imigração, o olhar de um académico cosmopolita

 
Mário Centeno

 Em resposta às declarações do Ministro Leitão Amaro, que considera serem de um cariz "bastante populista" afirma que, no que diz respeito  à evolução do mercado de trabalho constituído por mão de obra estrangeira, "a porta nunca está escancarada porque essas pessoas estão a trabalhar."

Força Anímica, recordando os anos da crise

 
A cozinhar e a ver e ouvir as notícias, dou comigo num emaranhado de pensamentos com um denominador comum: tudo é e está cinzento!

... São as perspectivas individuais e parentais de futuro a curto e médio prazo que se apresentam cinzentas, é o panorama nacional e internacional, são os permanentes conflitos, a guerra, as catástrofes naturais e até o tempo (aqui, onde me encontro)… toda esta amálgama de situações e condições que teimam em convergir, ameaçando dar corpo a este monstro tão disforme como assustador que é o incógnito, a ausência de expectativas, de certezas ...

Apesar de, até agora, de tal estarmos convencidos, nunca fomos donos dos nossos destinos e é chegado o momento de nos debatermos com o inevitável - a abrupta tomada de consciência das nossas imensas e incontornáveis limitações.
Os nossos pés de barro e telhados de vidro estão aí, expostos, à mercê das incontroláveis forças que nos rodeiam e teimam em se afirmar.

Perante isto, e quanto mais não seja em nome e por amor dos nossos filhos temos todos que encontrar, se preciso inventar, a coragem e força anímicas necessárias para dar continuidade e sentido a estas nossas tão frágeis existências...

Temos de reinventar essa tão ameaçada "esperança" que mais não é que o motor, esse sopro tão especial que, até prova em contrário, nos distingue de todos os outros seres vivos que nos rodeiam.

Ilustr. Paco Yao
Maria M. Abreu /2009

Pelos vistos, já era este o sentimento de há uns anos atrás e, "para mal dos nossos pecados", tudo piorou ... 
A esperança, essa, continua a ser uma realidade transformada em necessidade básica e impõe-se o seu reforço agora, já numa perspectiva de sobrevivência.
Maria M. Abreu/2013

E a situação, entretanto, mudou, e muito!...
Passámos a poder respirar e, sobretudo, a acreditar, confiando.
Desapareceram a tensão, a animosidade e a permanente desconfiança. 
Recuperámos a esperança e permitimo-nos, de novo, fazer projectos!
Dentro de uma semana haverá novas eleições e, tenho a certeza de que, o caminho entretanto percorrido, determinará o resultado das mesmas, permitindo a permanência numa continuidade que é desejável, em termos de prosseguimento de projectos por concluir e de programas políticos por afinar.
Maria M. Abreu/2019

Grande decepção e uma série de lições aprendidas!...
Uma Pandemia a nível global (Covid 19), uma conjuntura internacional dominada por 2 guerras tão prolongadas como sangrentas (Ucrânia e Médio Oriente) e um governo Português com maioria do PS, pejado de escândalos, más escolhas ministeriais, uma exagerada carga fiscal dirigida à classe média, opções políticas dúbias e de carácter meramente paliativo,  incapaz de aproveitar a oportunidade, única, de realizar as mudanças estruturais necessárias ao crescimento de riqueza e consequente desenvolvimento sustentado e sustentável do país...

Frédéric Bastiat, conceito de Estado

 



Depois de tudo o que, nestes últimos anos tenho vivido, sentido, visto e ouvido, é grande a tentação para abandonar as utopias e abraçar esta filosofia. 
Um governo que pauta as suas políticas apenas e só em nome dos mais desfavorecidos, complacente com os mais poderosos e tirano para os remediados não pode, de modo algum, contribuir para o desenvolvimento de seja que país for.
Sufocados pela carga fiscal, esmagados pela ditadura daqueles que sabem não poder aspirar a assumir, em plenitude, as rédeas de uma governação é dificil aceitar e, sobretudo, aceitar que estejamos a trabalhar ad-eternum, apenas e exclusivamente, para pagar os impostos que, de forma aleatória, nos são cobrados.
Castigar a iniciativa privada é matar a criatividade e privar um povo e um país de evoluir, dando o melhor de si mesmos.
(Janeiro,16, 2022)

As utopias foram já abandonadas e abraçada a filosofia.
Agora, todos falam no mesmo ...
Temos que convir que há limites para a total ausência de perspicácia, traduzida em inabilidade política, no que diz respeito à seleção e condução de estratégias conducentes à criação da riqueza necessária ao desenvolvimento e progresso de qualquer sociedade.
As medidas meramente paliativas não passam disso mesmo: são, apenase só, paliativas!!!