"A humanidade não é um estado a que se ascenda. É uma dignidade que se conquista." Jean Vercors
Kahlil Gibran e o renascer da Primavera
Livros de Bolso, estimular o hábito da leitura
Confrontada com a frieza dos números e contemplando os exemplares que estavam à vista - boas encadernações, bom papel - perguntei a mim própria, pela milionésima vez, a razão de ser de tal investimento inicial já que, em meu entender, muito mais importante do que a apresentação e a qualidade da encadernação é, sem dúvida, o seu conteúdo, aquilo que nos impele e nos leva a desejar adquiri-los.
Eu não quero livros para enfeitar e pôr na prateleira ... Quero lê-los, apreciar e associar-me às histórias que nos contam, mergulhar nos enredos que nos apresentam e saborear as descrições que nos fazem, viajando enrodilhada no sofá.
Somos um país pobre, porque insistem as editoras em editar e publicar livros que não estão à nossa medida ou seja, cuja média dos preços se encontra muito acima da capacidade de aquisição da maior parte da população?!...
Livros de Bolso, em sua defesa
Penguin Books (Google)
Depois de uma ida ao Continente onde estive a namorar alguns livros, acabei por me vir embora de mãos a abanar, no que à aquisição de livros diz respeito.
Não foi a primeira nem será a última vez e, sempre que isto acontece, dou comigo a pensar no contrasenso (mais um!) que é alegar a pretensão de fomentar a leitura de obras de qualidade, sem que haja a preocupação de facilitar a aquisição das mesmas, a preços comportáveis, para a maioria das bolsas dos portugueses.
Tão desproporcionado quanto ridículo, mas revelador de uma cultura e mentalidade que já poucos contestam tal o estado de dormência a que temos vindo a ser condenados.

.jpg)
.jpg)

