Apreciadora dos contos tradicionais - existentes em todas as culturas - enquanto veículos de transmissão de conhecimentos e, sobretudo, de sabedoria entre gerações (era essa a sua função inicialmente, quando prevalecia a tradição oral) pareceu-me uma boa ideia traduzir e partilhar este pequeníssimo exemplar que faz a apologia da verdade como virtude.
Em busca do equilíbrio entre a constância e "certezas" do Passado e a fluidez e múltiplas contingências do Presente
Os Três Filhos, Guiné-Conacri
"Livros de Bolso", estimular o hábito da leitura
Sexta-feira passada fui à Fnac e cumpri o ritual do costume - manusear os livros, ler as sinopses dos que me pareciam mais apelativos e depois olhar para os preços, obviamente.
Confrontada com a frieza dos números e contemplando os exemplares que estavam à vista - boas encadernações, bom papel - perguntei a mim própria, pela milionésima vez, a razão de ser de tal investimento inicial já que, em meu entender, muito mais importante do que a apresentação e a qualidade da encadernação é, sem dúvida, o seu conteúdo, aquilo que nos impele e nos leva a desejar adquiri-los.
Eu não quero livros para enfeitar e pôr na prateleira... quero lê-los, apreciar e associar-me às histórias que nos contam, mergulhar nos enredos que nos apresentam e saborear as descrições que nos fazem, viajando enrodilhada no sofá.
Somos um país pobre, porque insistem as editoras em editar e publicar livros que não estão à nossa medida ou seja, cuja média dos preços se encontra muito acima da capacidade de aquisição da maior parte da população?!...
Ticket sans un siège
Ronan´s Escape, short film on Bullying
A propósito do Bullying, da amargura, incompreensão e sofrido silêncio de quem dele é vítima.
De enorme relevância são os efeitos devastadores que, regra geral, atingem as vítimas e as empurram até às últimas consequências ...
Sempre em silêncio (confrangedor, para quem está de fora!) Ronan, o "loser", desistiu de lutar e acabou por ceder à profunda depressão para a qual foi empurrado.
Ontem e Hoje, nas barbas dos próprios professores, o problema persiste, os factos acontecem e os dramas repetem-se...
Com a diferença de que então, há uns anos atrás, era preciso sensibilizar a sociedade, as escolas, os professores e os grupos e Hoje não há desculpa e é intolerável qualquer tipo de condescendência.
Uma curta-metragem que poderia, perfeitamente, integrar um programa curricular associado à Educação Cívica atendendo à sua lamentável actualidade.
Predadores Sexuais, quem são e a quem perseguem
Quem são e a quem perseguem?
São, normalmente:
Livros de Bolso, em sua defesa
Depois de uma ida ao Continente onde estive a namorar alguns livros, acabei por me vir embora de mãos a abanar, no que à aquisição de livros diz respeito.
Não foi a primeira nem será a última vez e, sempre que isto acontece, dou comigo a pensar no contra-senso (mais um!) que é alegar a pretensão de fomentar a leitura de obras de qualidade, sem que haja a preocupação de facilitar a aquisição das mesmas, a preços comportáveis, para a maioria das bolsas dos portugueses.
Tão desproporcionado quanto ridículo, mas revelador de uma cultura e mentalidade que já poucos contestam tal o estado de dormência a que temos vindo a ser condenados.
A Frugalidade enquanto projecto educativo
A pensar no valor e importância de ensinar, treinar e viver a frugalidade, mesmo quando ela não é necessária, quando ela se não impõe!...
No sofrimento que poupamos, nas frustrações que atenuamos e nas armas que facultamos a quem a aprende e a pratica, enquanto estratégia disciplinar e forma de ser e estar na vida, independentemente das circunstâncias vividas a cada momento.
São tantos e, por vezes, tão repentinos e acentuados os momentos altos e baixos com que somos confrontados e por que a maioria de nós vai tendo que passar, que é fácil sucumbir ao peso das contrariedades, das adversidades, quando elas se apresentam e se não estivermos devidamente apetrechados, se não tivermos essa extraordinária capacidade de superar os obstáculos e as contrariedades que é, enfim, a resiliência!...
Filosoficamente defendida por algumas das mais importantes religiões/filosofias do mundo, nomeadamente a Budista, que apela à importância do "desapego" enquanto forma de alcançar a serenidade e a paz interior, o simples exercício e prática da frugalidade, enquanto estilo de vida é, por si só, um factor estruturante e libertador, que leva ao domínio consciente da vontade do homem/mulher, sobre as circunstâncias que os rodeiam e, em última instância, sobre as opções que fazem e os caminhos que trilham.
(Novembro 18, 2019)
UK, Guerra ao desperdício nos Alojamentos Universitários
Tenho um filho a estudar em Londres, já lá vão 4 anos!
Sempre alojado em residências universitárias, facultadas pela própria Universidade que frequenta.
Ao longo destes 4 anos, tem vindo a ter de mudar de residência e de zona o que não é, em si mesmo, um problema e sim uma benesse, pois nem todos têm a sorte de poderem instalar-se em residências universitárias.
Problemático mesmo é, não só em termos financeiros, como de filosofia de vida e de gestão dos recursos existentes o facto de, de cada vez que abandona a residência, ter de deixar para trás todo o equipamento com que se muniu no inicio do ano (edredon, lençóis, toalhas, etc.) e, de cada vez que entra na próxima, ter de voltar a investir, financeiramente, na aquisição dos bens equivalentes e semelhantes a todos aqueles que comprou no ano anterior.
E isto, por 4 vezes, ao longo dos 4 anos.
Quanto ao destino do que vai deixando para trás, não fazemos a mais pálida ideia mas não servirá, certamente, ao hóspede seguinte, pois todos eles têm e sentem o mesmo problema ou, melhor dito, os respetivos pais e educadores.
Como me toca directamente, é sempre com algum assombro e bastante revolta que me sinto obrigada a avançar, contemporizando, com despesas que seria suposto terem sido assumidas há 4 anos atrás e terem, no mínimo, o mesmo tempo de utilidade e utilização nos anos restantes de permanência, nas referenciadas residências.
Ora, quando são as próprias universidades a, por razões que desconheço e me ultrapassam, promoverem este estado de coisas e a fomentarem este tipo de desperdício, sem qualquer reflexão ou prurido no que diz respeito à mensagem que passam, das duas uma:
ou os departamentos ligados ao alojamento estão muito mal entregues e são mal geridos, ou existe alguma conivência com os tradicionais fornecedores deste tipo de material como, por exemplo, a Primark.
Sabendo nós das dificuldades de transporte e armazenamento destes bens, por parte dos próprios alunos, deveriam ser os serviços universitários competentes a promoverem a reutilização do material que sobra, findo o ano lectivo.
Se assim fosse, por razões de bom senso e seguindo a tão britânica lógica de combate ao desperdício e promoção de valores associados à solidariedade (eles sofreram e foram severamente atingidos por uma guerra!), ninguém teria de se preocupar com a aquisição de novos materiais, pois todas as residências e quartos estariam devidamente apetrechados para facilitar a vida e poupar a bolsa de quem chega.
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(Out. 22.2019)
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