Earthquake Bird, Netflix

 

Desde muito cedo na sua vida que episódios relacionados com mortes acidentais pairam e influenciam a vida de Lucy Fly.
Na tentativa de se libertar do que sente ser uma fatalidade e um destino difíceis de suportar, fugindo da morte e assoberbada por remorsos injustificados, aos 11 anos elabora um cuidadoso plano de fuga e decide aprender japonês.
Feito o aprendizado e com os conhecimentos adquiridos, uns anos depois parte, de armas e bagagens para o Japão, deixando para trás a sua família e cultura.
Adoptando a cultura japonesa, facilmente se sente integrada, arranjando um emprego como tradutora numa firma de advogados e aprendendo a tocar violoncelo onde participa  num quarteto de cordas .
Com uma experiência passada de 3 anos de silêncio, solitária, deliberadamente isolada, porque acredita ser fácil ignorar as pessoas quando são silenciosas, pensa estar protegida e ter encontrado a segurança e serenidade tão longamente almejadas.
Entretanto, num curto espaço de tempo conhece Teiji, fotógrafo, também ele solitário e enigmático, por cuja aparência e misteriosa opacidade se permite deixar-se seduzir e, pouco depois, a americana Lily Bridges e, como que por destino ou fatalidade, vê-se de novo confrontada com  os fantasmas do seu passado de violência, mortes acidentais (queda das escadas da Sra. Yamamoto) e perdas desnecessárias.

Um filme que nos faz questionar sobre temas como a solidão, o destino, a fatalidade, a nossa incapacidade de exercermos um controle total sobre nossas vidas, por mais cautelosos e vigilantes que possamos ser e estar.

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