Há cerca de dezoito anos, quando mudei de zona e de casa, tinha um ninho de andorinhas vazio sobre a entrada da porta principal.
Como sempre vivi em cidades e habitei apartamentos, desconhecia por completo os ciclos, hábitos e costumes destas surpreendentes creaturinhas que, hoje, não só me fascinam como animam os meus dias.
Na sequência da minha ignorância tratei de desfazer o ninho, à mangueirada, com o intuito de embelezar a minha entrada.
Passados alguns meses, na Primavera seguinte, as andorinhas chegaram e, para meu espanto e admiração, voltaram a construir um outro ninho exactamente no mesmo local.
A partir daí elas vêm, nidificam, têm os seus bébés, estes aprendem a voar e partem depois até ao ano seguinte sem que eu, ou algum dos meus, se atreva a interferir nas suas rotinas.
(Maio 23, 2022)
Sem comentários:
Enviar um comentário