GAME CHANGERS FORUM 2026, BARACK OBAMA





Game Changers Forum 2026

O Presidente Obama cumpriu dois mandatos enquanto Presidente dos EUA, entre 2009 e 2017 e recebeu o prémio Nobel da Paz em 2009.

« Precisamos de líderes políticos que reconheçam uma "humanidade comum" e que "compreendam os valores da democracia e da igualdade"...»
Barack Obama (10.10.2026)

Fonte fotografia do ex-Presidente: FB

Mariza, Melhor de Mim



Emergências, informação é poder

 

Fonte: FB

 Sendo este um tema que me tem preocupado ao longo de anos sinto que, hoje mais do que nunca, atendendo à conjugação de fenómenos com os quais estamos a ser confrontados (guerras e alterações climáticas), se impõe a necessidade de a ele retornar e de poder dar o contributo possível a quem, eventualmente, aqui possa ter chegado.

 Sinto-me, entretanto, na obrigação de explicar que as minhas postagens em Inglês se devem ao facto de as não encontrar em Português.
 Da mesma forma que, por exemplo, quando recorro à Wikipedia opto por escolher a versão em Inglês, em detrimento da que me é oferecida em Português do Brasil.
 São opções e valem o que valem.

Campanhas de preparação para emergências na Europa

  Map Shows Which European Countries Are Preparing Citizens for Crisis

"Governments across Europe are increasingly telling citizens to prepare at home for a major crisis like war, extreme weather and cybersecurity threats, with Ireland becoming the latest country to push emergency preparedness guidance directly into households..."
Newsweek (Sep 22, 2026)

 Na sequência dos temas abordados nas minhas tags Cultura de Prevenção, Emergência e Autoproteção, entre outras, os anos vão passando, os governos vão-se sucedendo e continuamos exactamente na mesma, no que diz respeito às, aparentemente inexistentes, políticas de prevenção e preparação para eventuais emergências.
 Escasseiam as informações relacionadas com esta temática e, a existirem, os planos de contingência existentes não chegam ao público em geral, o que é gravíssimo.

 * A busca e partilha de informações relacionadas com situações de prevenção de riscos, para além de ser um acto cívico é, também e sobretudo, um acto político que a todos diz respeito, enquanto cidadãos nacionais. 

E qual é o papel dos Media, em Portugal?

 Entretanto o jornalismo está, sobretudo o de investigação, pela hora da amargura.
Completamente focados na exploração, até à náusea, dos "casos e casinhos" -  de forte pendor politico-administrativo -  que têm vindo a lume e dirigida, sobretudo, ao consumo interno/nacional.
Quanto mais escandalosa for a "alegada" notícia, mais apetecível e vendável se torna, para quem se alimenta dos instintos básicos e das emoções primárias de um muito considerável segmento da população portuguesa.

 Ao Chega (Partido de Extrema-Direita), partido perito em tortuosidade e que destila ódio e raiva por todos os poros de todos aqueles que lhe estão associados, se deve o fomento das divisões e animosidade sociais com as quais nos estamos a confrontar actualmente.

 Perante este panorama, a isenção política não passa de uma longínqua miragem!

 Para além destas, as peças noticiosas centram-se, sobretudo, em temas como a política nacional, economia e desporto, assumindo o futebol um grande destaque.
 Quanto à Política Internacional, muito centrada nos actuais conflitos globais tem estado, obviamente, na ordem do dia (até porque a todos atinge) só que, atendendo ao seu teor e nível de discussão dirige-se a uma franja da população bem mais restrita.

«(...)"Ireland's advice follows a wave of similar preparedness campaigns elsewhere in Europe over the past two years. Across those campaigns, governments have told households to prepare for threats ranging from severe weather, flooding and prolonged power outages to cyberattacks, sabotage and disruption of essential services..."»
Newsweek (Sep 22, 2026) 

 Aconselho vivamente a leitura do artigo e, sobretudo, a verem e clicarem em cada um dos países contemplados no mapa onde encontrarão recomendações específicas, de acordo com diferentes variáveis que  incluem, não só a sua localização geoestratégica, como o próprio clima.
 Portugal não aparece no mapa!...

* in Como sobreviver a um ataque nuclear
Panfletos do FB

Nova Iorque (NYC), O apagão no Nordeste em 1965


"Esta é a história verídica da noite em que as luzes se apagaram — e de como uma cidade, New York, encontrou o caminho de volta para casa."


"Em cerca de doze minutos, 30 milhões de pessoas no nordeste dos Estados Unidos e no Canadá ficaram sem eletricidade, e ninguém sabia porquê.
Os elevadores pararam entre os andares.
As carruagens do metro congelaram nos túneis.
Muitos temiam que fosse um ataque.

O que aconteceu a seguir surpreendeu toda a gente."

Belíssima recreação!
E uma lição de resiliência e solidariedade!...

A propósito da necessidade de regulação da IA


 

FB page
(Fontes na página)

 Atendendo aos sinais  de alerta que ultimamente têm vindo a ser dados por experts na área, e apesar de não perceber rigorosamente nada sobre o assunto, bastam a intuição e o bom senso para perceber que, ao navegar no desconhecido, mais vale prevenir do que "remediar" o que, aparentemente, pode vir a ser irremediável.
Óptima banda sonora.

Coimbra, polo intelectual e cultural (anos 70 e 80 séc. XX)

 Há algumas semanas atrás (31.08.2026) e na sequência de uma entrevista do Público ao Prof. Doutor António Avelãs Nunes (faculdade de Direito da UC e ISSS Coimbra), declaradamente um marxista ortodoxo, autor do livro/cartilha "Sistemas Económicos" e de quem também fui aluna, houve uma explosão de comentários que expressavam e contemplavam todo o espectro político Português.
Desde antigos alunos, a conhecidos e amigos e também de muita gente que, pura e simplesmente, ignorava a sua existência, até então.
 De entre estes últimos, houve um comentário que prendeu a minha atenção, não só pela leviandade da afirmação como, e sobretudo, pelo total desconhecimento do que era Coimbra nos anos 70 e 80 do século passado:

"Que Coimbra era o “antro” fascista já todos sabíamos, agora marxista, essa é nova. Portanto, Coimbra é um “antro” de extremistas. Longe dessa gente…" 

 Obviamente não consegui ficar calada pois que cresci, vivi e estudei em Coimbra e a realidade vivida era outra bem diferente, mais complexa, muito estimulante e altamente desafiadora do status quo vigente, ao tempo.
 Fulcral para a criação deste ambiente foi a introdução, desenvolvimento, e expansão das Ciências Sociais no ensino superior português, no pós-25 de Abril de 1974.

 E não, a Coimbra do meu tempo, de antro (ver significado da palavra) não tinha nada.
Era exactamente o oposto.
 Uma cidade universitária onde fervilhavam ideias e teorias de diferentes quadrantes que eram debatidas até à exaustão pelas noites adentro e em qualquer lado, a começar pelas mesas dos cafés, tendo a Praça da República como ícone.
Havia também a Clepsidra (ao fundo das escadas monumentais), café de anos 70 a 80, um espaço de acesas conversas ligado à esquerda académica.
 Os cinemas (com bilhetes para estudantes a 5 escudos) e os filmes aí passados eram, eles próprios, objecto de debates e considerações.
Cheguei a ver 3 filmes no mesmo dia, numa corrida imparável entre o Teatro Gil Vicente e o Cinema Avenida.
 Por lá passaram os filmes dirigidos pelo sueco Ingmar Bergman ("Lágrimas e Suspiros", "Morangos Silvestres", "Fanny e Alexandre" e o "Sétimo Selo") e muitos outros cujas obras eram susceptíveis de introduzir polémicas e de gerar longas e acesas discussões.
 Foi no Teatro Gil Vicente que vimos o filme "Os Deuses Devem Estar Loucos", por recomendação do nosso, ao tempo, professor de Sociologia.
 Eram debatidas ideias e posições de forma inteligente e sempre, mas mesmo sempre, de forma respeitosa e respeitadora das diferentes convicções de cada um.

Estimular é preciso:

 Como em quase tudo na vida, os estímulos são um factor muito importante em qualquer processo de desenvolvimento que se pretenda exercitar, não só em termos físicos/motores, como intelectuais.
 No que me diz respeito, foi através do confronto de ideias, de intermináveis discussões e de muitas horas roubadas ao sono que construí a minha identidade e uma muito pouco confortável forma de ver e estar no mundo: sem certezas, com muitas dúvidas e algumas convicções.

Ilustr. Google

O amargo sabor a traição

 Para minha grande surpresa encontrei este video no canal Youtube da Câmara Municipal de Penela, datado de 27.11.2020, sem qualquer tipo de apreciação, aparentemente inofensivo e, mesmo assim, inexplicavelmente com os comentários desativados.
Parece que alguém, uma entidade, neste caso a Câmara Municipal de Penela, ou as partes envolvidas, sente/m algum desconforto e tomou/tomaram a decisão de jogar pelo seguro.


37 visualizações 
Estreou a 27/11/2020
 CENTRO DE ESTUDOS DE HISTÓRIA LOCAL E REGIONAL SALVADOR DIAS ARNAUT
Mensagem de Salvador Manuel Arnaut, neto e representante da família Salvador Dias Arnaut, no âmbito das comemorações do 10º Aniversário do Centro de Estudos de História Local e Regional Salvador Dias Arnaut

 E foi este video e a mensagem nele transmitida que despoletaram em mim um vendaval de emoções, cuja dificuldade em as gerir e controlar me levaram a quebrar o silêncio e decidir publicar este post, enquanto manifesto de revolta perante a iniquidade, falta de transparência, total ausência de respeito e consideração e, mesmo, eventuais atropelos da lei que ocorreram neste processo.

"(...)Pensas que os fins justificam os meios, ainda que estes sejam vis.
Enganas-te:
o Fim é a trajectória com que o alcanças.
Cada passo de hoje é a tua vida de amanhã"

Wilhelm Reich in «Escuta Zé Ninguém»


 Apesar de ser uma iniciativa louvável, os meios utilizados e o caminho percorrido foram, logo desde o inicio, execráveis pois, para pessoas bem formadas, os fins não podem nunca justificar os meios!...
 Em falta estiveram, apenas e logo desde o início, duas componentes fundamentais para a prossecução impoluta deste projecto:  inteligência e bom senso.
 Adiante.
 Dois anos depois de o meu sogro (ao tempo), o Prof. Doutor Salvador Dias Arnaut ter falecido, nasceu o meu filho, Luís Diogo, irmão e "afilhado" do Manel (Salvador Manuel).

* O Luís hoje tem 29 anos, licenciou-se em International Business, no King´s College, em Londres.
Vive e trabalha para uma empresa Americana, em Londres.
Também já trabalhou para uma empresa Israelita e estava em Tel Aviv (tinha acabado de chegar na manhã do próprio dia) no fatídico dia do ataque do Hamas a Israel (07.10. 2023).

 Demasiadamente reservado para o meu gosto, o Luís fez o seu percurso académico sem sobressaltos e tudo o que fez e conquistou na vida foi por mérito próprio, sem favores, sem "cunhas", sem referências!

 Sei que sou mãe e, como tal, suspeita no que diz respeito à opinião que tenho sobre os meus filhos e, nomeadamente, o Luís.
Mas como sempre tive, desde muito nova, um desenvolvido espírito analítico relativamente aos que foram sendo os objectos do meu interesse, sinto-me à vontade para afirmar que tenho um enorme orgulho e respeito pelo meu filho, pela sua tenacidade, independência, retidão e sentido de justiça (o mesmo que frequentemente me era comunicado pelas educadoras nos tempos em que frequentava a creche, em Coimbra).

 Precisamente por ser quem é e como é, e por não dever rigorosamente nada a ninguém, sempre e cada vez mais me magoa o facto de o Luís nunca ter sido incluído/contemplado, quanto mais não fosse por razões éticas e de respeito, não só no conhecimento, como na biografia e obra do seu avô paterno, mas também nas conversas e decisões que foram sendo tomadas ao longo dos anos, referentes ao mesmo e ao seu património material e cultural.

 Dirigindo-me, agora, ao Salvador Manuel pergunto, muito simplesmente, qual a lógica de pretender divulgar ao "mundo" o património cultural do seu avô paterno, quando intencional e cirurgicamente sempre o omitiu, enquanto irmão mais velho e "padrinho", ao seu irmão Luís?
Nunca o meu filho foi informado e, muito menos convidado (como se de um pária se tratasse) para qualquer um dos eventos que se têm realizado ao longo dos anos, desde os que se realizaram no Centro de Estudos da História Local e Regional Salvador Dias Arnaut (CEHLR-SDA) como, também, a inauguração da Rua Salvador Dias Arnaut, em homenagem ao avô de ambos.
E a distância nunca foi, não é nem será desculpa!
 A percentagem de ADN que partilham com o avô paterno é rigorosamente a mesma!
Eu sei que, hoje em dia, há muitas pessoas alérgicas ao conhecimento e produções científicas, mas estes não deixam de existir e de se afirmar na sequência das alergias.
Penela sempre foi um tabu nas relações com o Luís, algo que nunca entendi e nunca assimilarei.

 Curiosamente, lembrou-se do Luís e de lhe pedir que falasse com um jornalista do Diário de Coimbra (não tenho a certeza se foi este o jornal) na sequência do seu repatriamento de Israel para Portugal, por altura do ataque do Hamas, enquanto Luís Arnaut e na qualidade de cidadão de Coimbra.
Apenas e só!!!

 Aparece, entretanto, como "representante da família" mas, ainda hoje tem o seu pai (que o é de ambos) vivo, apesar de idoso e doente, de há uns anos a esta parte.
O problema não se coloca na representação, atendendo ao contexto geral, mas sim na total ausência de comunicação e satisfações para com um irmão (membro da sua família) adulto!

 Na sequência desta reflexão surgiu uma palavra (e respetivo conceito) que resume aquilo que sinto se tem passado ao longo de todos estes anos: Usurpação!!!
Não sei bem de quê, pois não sou detentora de todos os dados, mas impôs-se e penso que veio para ficar.

 Sei que é um tema delicado mas, também no que diz respeito à dimensão religiosa, está à vista a forma como é vivida e praticada:
foram precisos muitos anos para que eu compreendesse e aceitasse que existe uma diferença abismal entre Catolicismo e Cristianismo; a igreja católica é uma instituição, com todos os defeitos que as instituições humanas comportam e o Cristianismo é uma filosofia de vida.
 Só que foi o Cristianismo que esteve na base da instituição Igreja Católica e se resume a uma simples regra básica e fundamental na vida em sociedade: "Não faças aos outros aquilo que não gostarias que te fizessem a ti"!!!

 Questões para as quais não tenho resposta, que surgiram na sequência de uma investigação rudimentar e que parecem pertinentes:
- entre 1995 (ano falecimento meu sogro) e 2007, o imóvel a que me habituei a chamar de "casa de Penela" passa do nome do seu legítimo herdeiro para o do seu filho mais velho, Salvador Manuel Arnaut.
 Em 2007 o meu filho tinha 10 anos!
 Apesar de já divorciada há alguns anos e a viver no Algarve (na sequência de um divórcio muito conturbado e solução encontrada com o objectivo de preservar a saúde mental da minha família), uma vez que não falaram com o meu filho e eu detinha o poder paternal, quanto mais não fosse por razões de lisura, respeito e transparência, penso que teria sido de bom tom terem tido uma conversa comigo, uma vez que o Luís era, também, legítimo herdeiro do Pai.
- Em 2007 é estabelecido um "Acordo de Cooperação com a C.M.Penela", sendo o Primeiro Outorgante, Salvador Manuel Arnaut, o dono e legítimo possuidor do imóvel.
(Acta nº122, 28.02.2007)
Quando tive conhecimento desta situação, escrevi uma carta dirigida ao Sr. Presidente da Câmara, ao tempo e nunca obtive resposta fosse de quem fosse.
 O tempo passou!
- Em 2017, "direito de superfície", do mesmo imóvel mas com um diferente proprietário: precisamente a mãe do Salvador Manuel - Maria Eugénia Fareleiro!!!
(Acta nº 20, 23.10.2017)
Sendo que o Salvador Manuel é o único filho e herdeiro da senhora!!!
- Em 2018, "Isenção de IMT":Transmissão da propriedade para Sociedade Anónima:
"Por razões de otimização da gestão do património da família, o anterior e a atual proprietária do
imóvel, pretendem transmitir a propriedade do imóvel para a Sociedade Anónima, denominada Casal
do Pastor, Gestão Imobiliária, S.A., controlada pela família conforme certidão do registo comercial em
anexo, informando que o mesmo se manterá com a atual utilização e nos moldes devidamente
protocolados e contratualizados com o Município, não havendo qualquer intenção de o alienar a
terceiros.
Atendendo a que a transmissão para a já referida Sociedade Anónima tem de respeitar a forma
contratual legalmente prevista e tem caracter oneroso, vêm a atual proprietária do imóvel e o seu
filho, Maria Eugénia Pintassilgo Simões Fareleiro e Salvador Manuel Fareleiro Lacerda Arnaut,
respetivamente, invocando a utilização a que o imóvel está adstrito - Centro de Estudos de História
Local e Regional Salvador Dias Arnaut, solicitar a isenção do Imposto Municipal sobre as
Transmissões Onerosas de Imóveis referente ao ato de transmissão do referido imóvel para a Casal
do Pastor, Gestão Imobiliária, S.A.."
(Acta nº188, 29.06.2018)

 Perante o exposto, é difícil que nos não questionemos sobre o aparentemente acidentado percurso do imóvel em causa...

 A título de conclusão (pelo menos por agora!), tenho 99% de certeza que o Prof. Doutor Salvador Dias Arnaut, apesar das homenagens prestadas em seu nome, não estaria nada satisfeito com a forma como o processo se desenrolou, com a estratégia utilizada no sentido da intencional e deliberada exclusão do seu segundo neto e mais indignado ficaria, ainda, se o tivesse conhecido.

 A humildade é uma das características que ambos partilham!

 O património cultural, material e imaterial de uma pessoa notável (e neste caso específico, também por mérito próprio, exclusivamente!) não pode ser objecto de pretensões de exclusividade e, muito menos, de vaidade e promoção social e individual de seja quem for, caso seja esse o caso.
A confirmar-se, roçaria a dimensão patológica.

Tiveram, no mínimo, 20 anos para se manifestarem e falarem com o Luís (actualmente com 29 anos, como já anteriormente referi) e nunca o fizeram.
Deviam tê-lo feito na altura e momento próprios.

 Com 69 anos e no ocaso da minha vida, sou uma orgulhosa mãe de dois filhos que, apesar de muito diferentes um do outro, me mimam, me respeitam, se preocupam comigo e com o meu bem-estar.
 Entretanto e também com a idade, para além da sabedoria que lhe é implícita - "Saber de experiência feito!"- , e com as características próprias de quem pertence à Geração de 60, vem também o apelo à liberdade de sermos nós próprios, sem filtros, sem amarras e de nos exprimirmos enquanto tal e de dizer o que nos vai no coração.
 Fiz o que entendi devia fazer, enquanto por aqui ando.
E gostaria que o respeitassem (ao meu filho), da mesma forma que ele a todos respeita, a começar pela sua família. 

* Quero deixar bem claro, sob compromisso de honra, que o meu filho, o Luís, desconhece por completo o que sinto e tenho sentido ao longo destes anos e ignora completamente esta minha iniciativa.
 Imagino, também, que a não aprovaria, mas não estou preocupada com isso.
 Alguém tem de falar em seu nome e compete-me a mim fazê-lo.
 O "sentido de justiça" de que é dotado herdou-o de mim própria, e esse morrerá comigo.

Anne Applebaum, propaganda e autoritarismo

 

Anne Applebaum

"As Democracias não morrem devido a golpes de Estado, não morrem na sequência de ataques militares, acabam com muito mais frequência, hoje em dia, porque alguém ganha uma eleição de forma legítima, assume o controlo do Estado e começa a mudar as regras de forma a assegurar a sua permanência no poder.
 Compreender e antecipar essa realidade é importante para todos..."

Conferência Imprensa MAI, A questão que se impunha


 
"Dar pérolas a porcos"
'«É mais uma expressão com origem bíblica. No Evangelho segundo S. Mateus, cap. 7, no Sermão da Montanha, Cristo disse: "Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis pérolas a porcos, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem."»

 Na minha condição de cidadã comum, fiquei satisfeita e mais esclarecida depois das explicações dadas pelo Sr. Ministro do MAI relacionadas com as situações mais melindrosas de que tanto se tem falado no decurso das últimas semanas, sobre alguns procedimentos menos ortodoxos, enquanto director da Polícia Judiciária.

 Inconcebível para mim, foi o facto de não ocorrer a nenhum "jornalista" perguntar, não só aos dirigentes dos partidos, como aos comentadores em serviço, uma questão simplicíssima e que poderia ter sido altamente clarificadora, tanto em termos de análise de carácter como de expectativas de desempenho de funções de chefia:
perante o relato, feito na 1º pessoa, das dificuldades crónicas e recorrentes sentidas na PJ, para o cabal desempenho das suas funções - cuja situação específica exigia respostas rápidas, cirúrgicas, que contemplassem, entre outras, não só as limitações orçamentais disponíveis como uma ineficiente e morosa burocracia - o que teria feito, como teria agido cada um dos que, para além de continuar a criticar, o faziam condenando.
 Esse, sim, teria sido um serviço público, digno desse nome, prestado às audiências, constituídas por potenciais eleitores.

Nelson Mandela, as desvantagens do continente africano


«...Eu nasci na zona oriental do Cabo, uma região da África do Sul muito semelhante àquela que vos é tão bem descrita por Thomas Hardy.
Era um mundo de tradição oral, em que os cuidados terapêuticos eram à base de ervas, um abcesso era tratado com cataplasmas e não havia água potável.
Predominavam as gastroenterites, a malária e a cólera.
A vida era curta e ameaçadora.
A electricidade e carruagens sem cavalos não existiam, para mim.
A dureza e pobreza da existência era agravada por uma estrutura social caracterizada pela indiferença.
Era suposto as Colónias serem exploradas, tanto pela Nação colonizadora como por todos aqueles que chegaram para se instalar na nossa região.
Ainda fresco nas memórias da velha geração dos mais pobres dos pobres e falado num tom sussurrante, o que era dito ser um negócio extremamente lucrativo, que se dizia ter sido abolido - era o negócio da escravatura.
Passei toda a minha juventude e idade adulta, juntamente com outros, a lutar contra um sistema tão injusto como opressivo.
Hoje em dia, muitos leaders Africanos contariam, exactamente, o mesmo.
E quando vocês avaliam as realizações e insucessos em África, deverão ter sempre em consideração este contexto.
Um dos maiores erros cometidos por vários comentadores políticos da actualidade é julgar-nos pelos mesmos parâmetros com que julgam os políticos dos velhos e desenvolvidos países industrializados esquecendo-se de que, durante mais de três séculos foram negados, ao nosso povo, os privilégios que vocês tinham como garantidos.
Vocês foram para as melhores escolas do país - bem equipadas, com professores altamente qualificados; salas de aulas devidamente equipadas, com todos os recursos de aprendizagem; onde a Língua falada na escola era idêntica à que era praticada em casa; com pais com um elevado nível educacional, capazes de ajudar os seus filhos a compreender conceitos sofisticados para a sua tenra idade.
Mas se considerarem a situação dos negros, em África, deparam-se com uma realidade bem diferente.
Crianças que vão para a escola sem qualquer tipo de recursos de aprendizagem.
Ensinados numa Língua que não é a deles por professores, frequentemente, pouco qualificados.
As crianças regressam da escola para junto de pais que, normalmente, não têm qualquer tipo de background educacional.
Crianças pobres que comem papas de aveia ao pequeno-almoço, ao almoço e ao jantar, sendo incapazes de se concentrar.
Grandes famílias com pouco espaço para se moverem.
Uma criança que partilha um quarto com três ou quatro outras pessoas.
Sem mesa e sem cadeiras.
Que faz o seu trabalho de casa, no chão.
São estas, as pessoas que vivem actualmente em África e tenho a esperança de que, ao fazerem as vossas avaliações, tenham em consideração este contexto.
As pessoas que, hoje, governam em África, são pessoas que nunca tiveram a oportunidade de treinar a arte da governação, ao contrário de muitos de vós.
E não tenho dúvidas de que terão isto em mente, ao examinarem toda a situação em África...»

Nelson Mandela, "Africa and its Position in the World Today"
LSE, Abril/2000
Trad. e adaptação
Maria M. Abreu

Ilustr. Google

Daniel’s Story, A Boy’s Life During the Holocaust

 «Esta é a história das experiências de uma família durante o Holocausto, contada na perspectiva de Daniel, um rapaz fictício que cresce na Alemanha nazi.
 A personagem de Daniel representa as experiências reais de milhões de crianças judias durante o Holocausto.
 A história é baseada na exposição do Museu "Lembra-te das Crianças: A História de Daniel".»*
*United States Holocaust Memorial Museum

Eduardo Galeano, Medo de viver


 
Eduardo Galeano (03.09.1940 - 13.04.2015)
Legendado em Português

 Um verdadeiro "compêndio" de verdades inconvenientes, que não só se vão perpetuando no tempo (de uma confrangedora actualidade!), como têm vindo a assumir contornos de uma cada vez mais perversa e despudorada normalização.

Tony Bennett & Amy Winehouse, Body and Soul



Portugal, a opacidade que a ninguém incomoda e de que ninguém fala

 
 Depois de ter assistido, em parte, ao último debate da Nação (esta quinta-feira que passou) e de ter ouvido o Sr. Primeiro-Ministro responder, a dada altura, que quem acha que está tudo mal em Portugal não pode governar, pois não acredita na mudança  (excelente argumento, que caiu em mim como uma luva!), senti necessidade de abordar um tema que há muito me incomoda por não responder à minha demanda, de há um ano a esta parte.
 O da opacidade do Estado (site do governo), no que diz respeito a informação relacionada com as empresas que, independentemente da sua dimensão, e em democracia, deveriam constar de um registo que, sendo oficial, fosse, também, público. *(vide informação abaixo sobre a Transparência, responsabilidade e prestação de contas no Reino Unido)
 De tão básico, mesmo pueril, se não for com a intenção de ocultar informação (razão para a qual me sinto inclinada a acreditar!)  o Gov.pt é uma verdadeira decepção.
 Muito estranho também é o facto de, nem os diferentes partidos políticos, nem os media, abordarem este tema que tanto e a tantos ajudaria, a começar pelo próprio Estado português.
 Para além de contribuir para o combate e prevenção da corrupção em diferentes áreas, há algumas, mais sensíveis como a da Saúde, por exemplo, cuja transparência empresarial poderia alertar o Estado para os cuidados a ter com a atribuição de subsídios, subvenções e outros e na realização, potencialmente mais criteriosa, de protocolos clínicos e assistenciais.
 Não há necessidade de fomentar e de praticar  actos de denúncia; é um recurso tão vil como condenável, sobretudo quando é praticado a coberto do anonimato.
 Basta a Transparência!!!
 Dói-me quando sinto e sei que os impostos que pago (por vezes a tanto custo!) são malbaratados, indevidamente utilizados e aproveitados para o enriquecimento de alguns, aqueles, os "espertalhões" cujos negócios, de fraquíssima qualidade, vão prosperando à custa da ineficácia do Estado, em termos de inspeção e supervisão.
 Nós, portugueses contribuintes, precisamos de transparência (de facto!), de responsabilidade/responsabilização, de maturidade na governação e de prestação de contas, doa ela a quem doer, e é ao Estado que compete a concretização destes objectivos.

* Reino Unido: Transparência, responsabilidade e prestação de contas

GOV.UK
Find and update company information
Uma secção/página do site com informações genéricas:
1.Overview - visão geral
Contas
Código ou códigos da natureza do negócio/s
Data de incorporação
Data última declaração e da próxima;
2.Filing history - Uma outra com o seu arquivo histórico
3.People - Uma outra com a identificação e morada do proprietário e respectivos gestores;
4. Snapshot - um resumo da situação e histórico da empresa